Espaço da direita no Senado tende a cair pela metade, calcula Datafolha

Após análise dos dados divulgados na última pesquisa do Instituto Datafolha, os analistas concluiram que os partidos da direita tentem a perder vagas no Parlamento após as eleições de outubro deste ano. A derrota dos partidos que integram a coligação liderada pelo tucano José Serra está prevista para os oito principais colégios eleitorais do país. A pesquisa, realizada em sete Estados (SP, MG, RJ, PE, BA, RS e PR) e no Distrito Federal, mostra que a bancada de PSDB e DEM ficaria reduzida à metade se a eleição fosse nesse momento. Outro partido da coligação, o PPS conseguiria eleger o ex-presidente Itamar Franco, para uma vaga ao Senado por Minas Gerais.

Ainda segundo a pesquisa, a bancada do PT tende a dobrar, de dois para quatro senadores. Excluído o PMDB, que poderá perder dois governistas e eleger ao menos dois parlamentares independentes, ainda assim a base de apoio ao governo tende a subir oito para dez integrantes, enquanto a oposição cairia de seis para quatro. Entre essas 16 vagas em disputa, a tendência do quadro é de haver a renovação de, no mínimo, 62% e a eleição de, no mínimo, nove senadores com o primeiro mandato.

O candidato tucano de São Paulo, aliado de Serra, Aloysio Nunes Ferreira aparece apenas em sétimo lugar, com 4%, tecnicamente empatado com Ana Luiza, do PSTU. A petista Marta Suplicy, no entanto, lidera a corrida pelo Senado, enquantno o senador Romeu Tuma (PTB) e o ex-governador Orestes Quércia (PMDB) seguem tecnicamente empatados na disputa pela segunda cadeira reservada ao Estado. Marta conta com 32% das intenções de voto. Tuma tem 22%, e Quércia, 21%. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou menos.

No Rio, o aliado de Dilma, Marcelo Crivella (PRB) tem 42%, enquanto o companheiro de chapa do tucano José Serra, o ex-prefeito Cesar Maia (DEM), tem 31%, em segundo lugar, seguido pelo ex-prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), com 20%.

Já em Minas, o candidato Fernando Pimentel (PT), tem 23% e está em terceiro lugar, atrás do ex-governador tucano Aécio Neves (62%) e de Itamar (41%).

Na Bahia, o petista Walter Pinheiro, candidato do governador Jaques Wagner (PT), está em terceiro, com 20%. Como a margem de erros é três pontos, para mais ou para menos, Pinheiro está encostado em Lídice da Mata (PSB), 26%. O senador Cesar Borges (PR) lidera, com 34%.

O Datafolha ouviu 2.803 eleitores entre os dias 20 e 23 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número 20161/2010.
Correio do Brasil

Rizzolo: Esse conceito de partido de direita tende a se minimizar daqui para frente. É claro que em função do governo desenvolvimentista de Lula e de sua popularidade, os partidos tendem agora a ter um viés mais de esquerdista com o intuito de angariar mais votos. A grande questão é que o povo teme um retrocesso com os partidos chamados de direita, e a oposição não tem demonstrado a devida segurança nas afirmativas de continuidade dos programas de inclusão, isso , é claro aliado à popularidade de Lula, prejudica os conservadores.

Parte do eleitorado de Serra é também ‘lulista’

Quase um quarto dos eleitores de José Serra (PSDB) manifestou um comportamento dúbio e paradoxal na última pesquisa Datafolha: eles também afirmaram que votarão “com certeza” no candidato apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Nesse contingente há brasileiros que dizem ignorar a opção eleitoral de Lula, mas também os que estão convictos de que o presidente apoia Serra. Quase um décimo dos eleitores do tucano pensa assim.

Menos da metade dos serristas afirma que não votaria em um candidato apoiado por Lula. Outros 26% dizem que talvez o façam, e 23% anunciam que seguirão “com certeza” a opção de voto do presidente.

Os eleitores com “duas caras” são cerca de 11,5 milhões. Até a eleição, eles terão de se posicionar de maneira coerente: ou abandonarão o barco lulista ou votarão na pessoa efetivamente apoiada pelo presidente, conforme sua intenção declarada.

O eleitorado de Dilma é menos heterogêneo: 76% dele afirma que votará no candidato de Lula e 17% diz que “talvez” o faça. Mas no grupo dilmista o paradoxo também se manifesta: 5% de seus simpatizantes afirmam que não votariam em um candidato apoiado pelo presidente.

Esses dados mostram que os resultados das pesquisas ainda podem oscilar muito até a campanha eleitoral avançar e entrar no cotidiano da população, com a consequente queda da desinformação sobre os candidatos.

Essa desinformação se distribui de forma desigual no eleitorado. É maior entre as mulheres, entre os mais pobres e entre os moradores do Nordeste. Na região, 59% dos eleitores dizem que pretendem votar no candidato de Lula, mas 41% ignoram que Dilma ocupa esse papel.
Televisão. Na semana passada, o PT aproveitou a propaganda partidária a que tinha direito para fazer campanha para Dilma. Em inserções de 30 segundos e em dez minutos de programa em rede nacional, o partido associou a pré-candidata a Lula e a programas sociais do governo.

A ofensiva propagandística fez efeito, como demonstrou a ascensão da petista no Datafolha – de uma desvantagem de 12 pontos porcentuais em abril, ela passou para uma situação de empate com Serra, ambos com 37% das intenções de voto. O programa, porém, foi menos assistido justamente nos bolsões em que há mais desinformação sobre a relação entre Lula e Dilma.

No Nordeste, por exemplo, 67% dos moradores negaram ter visto propaganda de Dilma nos 30 dias anteriores à pesquisa. Nas demais regiões, esse índice variou entre 60% e 62%.

Entre os eleitores com renda de até dois salários mínimos – dos quais 37% não sabem quem é o candidato de Lula –, apenas 33% assistiram à propaganda de Dilma. Entre os que ganham mais de dez salários mínimos, 61% viram a candidata na TV.

No grupo que viu a propaganda. Dilma tem 45% das intenções de voto, contra 33% para Serra. Na parcela do eleitorado que não assistiu ao programa petista, é o tucano quem lidera, por 38% a 33%.
agencia estado

Rizzolo:Como já comentei anteriormente, não acredito que a propaganda partidária da TV por si só tenha influenciado as pesquisas, muito mais pela falta de discurso da oposição e pela postura de Serra ao contemplar os avanços do governo Lula, faz com que o eleitor já preocupado com um eventual retrocesso neoliberal, entenda que votar num candidato indicado pelo presidente é a opção mais segura, o que logicamente não deixa de ser verdade. A grande massa vê os efeitos da política econômica do governo no próprio bolso e isso é mais forte argumento pró Dilma.

No rádio, Serra compara Dilma ao ex-prefeito Celso Pitta

Em entrevista concedida nesta manhã à Rádio Bandeirantes, em São Paulo, o pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, negou ter tentado se descolar da imagem de FHC, disse que “não necessariamente o sucessor replica o antecessor” e citou como exemplo o ex-prefeito da capital paulista Celso Pitta, eleito com apoio do ex-governador Paulo Maluf (atual deputado pelo PP).

“Não necessariamente o sucessor replica o antecessor, mesmo se tiver sido apoiado por ele. Pode acontecer e pode não acontecer”, disse Serra, que em seguida lembrou a eleição de Pitta à Prefeitura de São Paulo. “Maluf estava bem avaliado e bancou Pitta. Pitta foi diferente de Maluf. Foi outra coisa.”

Serra negou que tente descolar a imagem da do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. “Não procurei me descolar de Fernando Henrique. Fui ministro da Saúde convidado por ele. Eu posso discutir o que eu fiz”, disse. Mesmo assim, o tucano seguiu com a estratégia de evitar comparações entre FHC e Lula. Para Serra, falar do passado nessas eleições deve ficar restrito ao currículo de cada candidato.

“Lula não é candidato, assim como não são os ex-presidentes (Fernando) Collor (atual senador pelo PTB de Alagoas), (José) Sarney (atual presidente do Congresso), Itamar Franco e Fernando Henrique. Discutir quem não é candidato não faz muito sentido”, afirmou.

Serra apontou deficiências no País nas áreas da segurança, prevenção de tragédias, infraestrutura e na questão tributária e repetiu o slogan: “O Brasil pode mais.” “Nos últimos 25 anos, o Brasil avançou. Lula também colocou muita coisa por diante. Sou de acordo com ele de que devemos dar os créditos a quem fez. E podemos fazer mais.”

Nessa linha, o tucano prometeu, mais um vez, que, se eleito, manterá o programa de transferência de renda Bolsa-Família, criado pelo governo Lula. “Eu vou manter e reforçar o Bolsa-Família porque é uma coisa que funcionou”, afirmou e gabou-se: “O programa juntou bolsas do passado. Uma delas eu criei quando era ministro da Saúde, a bolsa alimentação para mães que amamentam e para crianças pequenas.”

O presidenciável disse ainda que pretende manter o nível no debate da campanha eleitoral. “Uma coisa é responder ao que dizem a meu respeito. Outra é baixar o nível. Isso não vou fazer.”

agencia estado

Rizzolo: Uma das características mais marcantes nessa eleição, é que de fato a oposição é carecedora de elencos argumentativos, ao mesmo tempo em que se vê presa à terrível imagem de FHC. Com toda cautela para que o comentário seja imparcial, muito embora como todos sabem que nesse momento apoio o governo Lula, a sutileza na insinuação de Serra na afirmação que o governo Lula foi bom , já é um reconhecimento de que de nada adianta contrapor um governo que conta com 80% de popularidade.

Agora, Serra afirmar que em termos de segurança pública falta muito a ser feito, é no mínimo hilário, pois é exatamente em São Paulo, na gestão Serra, que o PCC fez sua maior operação de guerra, colocando a população paulista em pleno terror, houve aumento da criminalidade, confronto entre Paolícia Civil e Militar, e isso o paulista o sabe. De forma que tal afirmação pode impressionar os incautos de outros locais do Brasil , por aqui não. Falta de discurso total..

Com medo do fracasso, PSDB lança cartilha e cursos “anti-Dilma”

Em um pequeno auditório de São Miguel Paulista, na zona leste da cidade, cerca de 70 militantes e simpatizantes do PSDB receberem uma missão: ampliar a vantagem do pré-candidato tucano à presidência, José Serra, em São Paulo. O foco da estratégia é atacar a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff.

O evento faz parte de um programa nacional do PSDB, o Comunicar 45, idealizado pela direção tucana com o objetivo de treinar militantes a defender o partido e a candidatura de Serra ao Planalto ao mesmo tempo em que atacam o governo Lula, o PT e a pré-candidata Dilma Rousseff. O programa tem até uma página na internet e disponibiliza links com imagens dos treinamentos no Flickr .

Em São Paulo, a tarefa foi dada pelo presidente estadual da legenda, o deputado federal Antonio Carlos Mendes Thame, que iniciou anteontem uma série de palestras na tentativa de neutralizar o bom desempenho petista principalmente no Nordeste e, de quebra, ajudar o pré-candidato do partido ao governo do Estado, Geraldo Alckmin, a vencer a disputa ainda no primeiro turno. O encontro em São Miguel Paulista, que durou mais de duas horas, chegou a provocar bocejos entre participantes e até mesmo oradores.

A iniciativa do dirigente tucano se explica pela obsessão de Thame em não ser desmentido depois de ter dito, no mês passado, que Serra abriria uma vantagem de 5 milhões de votos sobre Dilma em São Paulo. Na ocasião, chegou-se a convocar uma reunião de 47 coordenadores tucanos para traçar a estratégia que garantisse o cumprimento da meta. (leia mais: PSDB quer ‘arrasar’ Dilma em SP; só falta combinar com eleitores).

Serra está pior que Alckmin

O desafio, agora, será alcançar essa meta mesmo com os índices de aprovação do governo Serra sendo piores que os de Alckmin, que deixou o governo com 66% de aprovação, segundo o Datafolha. Já José Serra deixou a administração estadual com 55% de aprovação, segundo o mesmo instituto de pesquisa. A aposta é que, desta vez, o partido esteja mais unido em torno deste objetivo, pelo menos no Estado de São Paulo.

A caravana de treinamento da militância tucana pelo interior deve passar pelos municípios em que o PSDB teve seus piores desempenhos na última eleição presidencial. Em Hortolândia, na região de Campinas, por exemplo, Lula bateu Alckmin com quase 32 mil votos de diferença. Em Várzea Paulista, na região de Jundiaí, a vitória petista teve 14 mil votos a mais. Em municípios vizinhos onde havia um núcleo tucano, no entanto, Geraldo Alckmin conseguiu derrotar Lula com vantagens também significativas. “Isso significa que nesta guerra não basta termos uma artilharia aérea (programas de televisão), é preciso ter cavalaria (militantes e simpatizantes)”, prega Mendes Thame.

Cartilha tucana ataca Dilma

Na plateia de São Miguel Paulista, líderes comunitários, religiosos e alguns moradores das favelas da região assistiram a uma aula de história tucana. Desde o significado da sigla (Partido da Social Democracia Brasileira) até dicas de como rebater críticas sobre privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso, passando por ataques ao suposto despreparo de Dilma Rousseff para comandar o País.

A cartilha ensina, por exemplo, que a privatização da Vale do Rio Doce gerou empregos, aumentou a arrecadação e as exportações da empresa triplicaram. Compara a telefonia antes e depois, com imagens de fichas que eram utilizadas em telefones públicos e de um iPhone, da Apple, simbolizando o avanço tecnológico promovido pela privatização da telefonia no governo FHC. A apresentação prega aos militantes que as prioridades do governo são: ensino técnico, abertura de mercados, geração de “empregos verdes”, defesa da democracia, transparência e cultura da paz. Tudo muito teórico sem muita conexão com a realidade da “cavalaria” tucana que assiste aos cursos de preparação ministrados por Thame.

O documento faz, ainda, comparações entre as biografias de Serra e Dilma e aponta o envolvimento da candidata petista no movimento armado durante o regime militar. A apresentação mostra o currículo acadêmico dos dois candidatos e reforça o suposto despreparo de Dilma contra o suposto extenso currículo acadêmico de Serra. Vale lembrar que a direção nacional do PSDB afirmou à imprensa que não iria baixar o nível da campanha nem utilizar a participação de Dilma na luta contra a ditadura como argumentos da campanha. Mas parece que, na prática, o jogo sujo dos tucanos já está em andamento.

Da redação,
com informações do portal IG

Rizzolo: Bem esse é o papel da oposição, agora o grande problema nesse curso, é encontrar argumentos plausíveis para contrapor o avanço do desenvolvimento do país, da inclusão, enfim municiar os opositores com argumentos que possam ser revalidados pela população. Acho difícil, contudo com boa vontade, mesmo com sono e bocejo, se o curso for de curta duração, pelo menos os participantes votarão no tucano.

Greve dos professores: Serra pediu ajuda a Lula e rasgou acordo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste sábado (10), no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que o pré-candidato do PSDB à presidência, José Serra, pediu sua ajuda quando ainda estava à frente do governo de São Paulo para debelar uma manifestação de professores grevistas, mas descumpriu o acordo. Serra teria se comprometido a receber pessoalmente os professores, mas mandou o secretário da Educação, Paulo Renato, como representante.

O pedido de ajuda ocorreu durante uma cerimônia de entrega de ambulâncias da qual ambos participaram em Tatuí, no interior paulista, em 25 de março. “Lá em Tatuí, fomos procurados pelo seu adversário que dizia para nós tentarmos ajudar na greve dos professores que iriam ao Palácio dos Bandeirantes em determinado dia”, disse Lula à pré-candidata do PT, Dilma Rousseff.

“Vim para cá, e o nosso querido companheiro Edinho (Silva, presidente do PT-SP) ligou para o governador Serra. Eu assumi o compromisso de conversar com a Apeoesp (sindicato que representa os professores estaduais)”, agregou Lula.

O presidente relatou ter conversado no mesmo dia durante o 2º Congresso da Mulher Metalúrgica, também no sindicato do ABC, com a presidente da Apeoesp, Maria Izabel Azevedo Noronha, a Bebel, e intermediado uma reunião entre os grevistas e o governador.

“Conversamos com a Bebel, o Edinho ligou para o Zé Serra — e eu havia dito para o Serra diretamente na conversa: ‘Serra, converse você diretamente com o sindicato. Não deixe o seu secretário da Educação conversar porque ele não conversava quando era ministro. Converse você, eles não querem muito e estão dispostos a fazer um acordo. Converse’”, afirmou o presidente.

Segundo Lula, Serra teria prometido ao presidente do PT paulista receber pessoalmente os professores. O iG apurou que o governador sugeriu a possibilidade de enviar o secretário da Casa Civil, Aloyzio Nunes Ferreira, já que a Apeoesp não aceitava negociar com Paulo Renato. “Cheguei aqui e o Edinho me comunicou: ‘Presidente, eu conversei com o Serra e ele vai conversar com os professores’”, disse Lula.

De acordo com Lula, Serra não teria cumprido o acordo. “Conclusão: eu fui embora tranquilo. Conversamos com a Bebel tranquilos de que o governador iria chamar os professores para conversar. Qual não foi minha surpresa quando no dia seguinte ele viajou, não conversou, e mandou um secretário seu conversar com os professores?”.

A assessoria de Serra, que poucas horas antes teve o nome lançado pelo PSDB em Brasília, foi procurada, mas não se manifestou. A repressão policial às manifestações dos professores foi explorada em vários discursos durante o encontro de Dilma com representantes da seis centrais sindicais, neste sábado. “Posso afirmar porque estive do lado de lá na eleição passada. O Serra não gosta de trabalhador”, disse o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, presidente da Força Sindical e do PDT-SP.

Da Redação, com informações do Último Segundo

Rizzolo: Todos sabem e conhecem o caráter autoritário do governador Serra, porém o que ninguém apostava era na capacidade de descumprir um acordo. Ora se pediu ajuda, deveria no mínimo receber os professores, mas nada, mandou seu secretário da Educação, Paulo Renato, como representante. O mais interessante nesse fato, é que se nem os acordos de cavalheiros são cumpridos, imaginem então o compromisso de dar seqüencia aos programas de inclusão, e é isso que o povo já se deu conta, realmente o tucanato não é de confiança. Vejo isso com muita tristeza, sou professor universitário e conheço o conceito de educação do PSDB, uma tragédia, isso traduz em debandada como a que o Chalita se propôs a fazer, ir para o PSB.

PSDB quer 2 mil em anúncio da candidatura de Serra

O PSDB pretende fazer uma festa para duas mil pessoas no dia 10 de abril, em Brasília, para lançar a candidatura presidencial do governador de São Paulo, José Serra. Além de reunir lideranças do País, incluindo candidatos a governador que darão palanque ao tucano nos Estados, a direção partidária quer mobilizar representantes da sociedade civil e personalidades das áreas empresarial e cultural. A solenidade ocorrerá no Centro de Eventos Brasil XXI, que tem capacidade para 1.500 pessoas sentadas.

Após o lançamento, Serra dará início a uma agenda de viagens. “Nosso candidato vai andar o País inteiro”, diz o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE). O partido já articula contatos do presidenciável com “segmentos sociais e econômicos”. A agenda não ficará restrita a eventos partidários. A prioridade serão os eventos com a população. “Reuniões fechadas com políticos não dão voto.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Rizzolo: A oposição tenta recuperar o tempo perdido causado pelo silêncio de Serra. O que eu sinto nessa campanha de oposição é um desânimo por parte até dos membros do PSDB. As propostas com certeza esbarrarão na imitação do discurso do governo para tentar atrair simpatizantes à causa tucana. Como já disse anteriormente o grande problema em si não é o candidato Serra, esse nós conhecemos seu passado, mas o que o PSDB o transformou, um prisioneiro dos interesses maiores.

Serra vai ficando para trás, apontam novas pesquisas

Perplexo, o presidente do PSDB admite que Dilma “cresceu mais do que devia”

As últimas pesquisas sobre as eleições presidenciais de 2010 estão mostrando uma situação periclitante para o candidato tucano José Serra. Ele não para de cair enquanto a ministra Dilma Roussef só faz aumentar a sua popularidade entre os eleitores. Segundo algumas fontes, no último levantamento do Ibope, Dilma já teria atingido a dianteira e, em outra pesquisa encomendada pelo PT e levada ao Planalto na última sexta-feira, a ministra já estaria com 3 pontos percentuais à frente de José Serra.

Nem mesmo o Ibope, o mais serrista dos institutos, conseguiu esconder a desastrosa performance do candidato tucano. Os resultados de sua última pesquisa, encomendada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), realizada entre 5 e 10 de março com 2.002 pessoas em 142 municípios e que devem ser divulgadas nesta quarta-feira, estariam transformando a apreensão nas hostes tucanas em verdadeiro pânico. A pesquisa Ibope/CNI que mostra Serra caindo foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número 5429/2010.

Há diversas fontes e informações diferentes sobre o resultado deste levantamento. Para uns o Ibope vai mostrar que a diferença entre Serra e Dilma praticamente evaporou, caindo de 21% em dezembro para apenas 5%. Naquele mês, Dilma tinha 17% e Serra, 38%. Em fevereiro a diferença já tinha caído para 11 pontos e agora praticamente sumiu. Outros noticiários, por sua vez, ao comentarem o resultado do Ibope/CNI, confirmam o desabamento de Serra, mas, além disso, acrescentam que o instituto já vai mostrar a ministra na frente de Serra.

Em janeiro e fevereiro, outras pesquisas de institutos diferentes também captaram o rápido crescimento das intenções de voto na candidata petista. Os levantamentos do Datafolha, Sensus e Vox Populi mostraram quedas impressionantes na diferença entre os dois candidatos. Segundo todas os levantamentos, Serra tem queda constante e Dilma sobe sem parar. Os institutos já revelavam situações de empate técnico. Seja qual for o resultado do Ibope, com Dilma quase passando ou já na frente, o fato é que o instituto não terá conseguido – como gostaria seu presidente – esconder a forte ascensão da ministra.

O desânimo dos tucanos com o desempenho de seu candidato e o resultado das pesquisas vêm contaminando toda a oposição. Isso ficou patente nas declarações de insatisfação feitas por parlamentares do Dem e do próprio PSDB. O presidente nacional do PSDB, senador Sergio Guerra (PE), em entrevista ao programa “É Notícia”, apresentado pelo jornalista Kennedy Alencar, na Rede TV, no último domingo foi melancólico. Ao falar sobre a indecisão de Serra em assumir a candidatura, Guerra deixou escapar que dois fatos muito negativos prejudicaram a já tensa situação do governador. “Nesse período aconteceram fatos que não estavam previstos. A ministra [Dilma Roussef] cresceu mais do que devia. Cresceu além de nossas expectativas”, reclamou. “Além disso”, prosseguiu o presidente do PSDB, “as chuvas tiveram um papel importante aqui em São Paulo para o governador de uma forma muito especial e para o prefeito mais ainda”.

O serrista Carlos Augusto Montenegro, presidente do Ibope, que tinha alardeado que a ministra Dilma não passaria dos 20%, foi obrigado a reconhecer em entrevista que queimou a língua. Admitiu que haverá uma “disputa plebiscitária”. Ao jornalista Ricardo Kotscho ele jurou que ainda acredita que o governador Aécio Neves será o vice de Serra. Na seqüência acabou revelando que a situação de Serra está uma draga e que o tucano precisa de um bom vice para salvar sua candidatura. “Vice bom, normalmente, é aquele que não tira voto. No caso do Serra, porém, poderá ser fundamental na campanha, mas só se for o Aécio, pela importância dele”, disse.

O professor de ciência política da Universidade de Brasília (UnB), João Paulo Peixoto, também fez uma análise das dificuldades de Serra. “Ele está parado e ela [Dilma] está andando. Se comparar a exposição dela na mídia e a dele até agora, ela tem se beneficiado ao máximo da presença do presidente Lula junto a ela”, avaliou. Para outros analistas, o PSDB está com motor de fusca, enquanto Dilma Rousseff anda a mil, ao participar em quase todas as inaugurações do governo. Agora mesmo ela intensificou sua agenda no Sul e Sudeste e visitou o Nordeste, região onde é forte seu potencial de crescimento.

Nas próximas duas semanas, a ministra vai cumprir um intenso roteiro de visitas aos Estados na companhia do presidente. A agenda de ambos inclui uma visita à favela de Paraisópolis – a segunda maior de São Paulo -, no próximo dia 25, para uma cerimônia de licenciamento de rádios comunitárias e inauguração de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). De São Paulo, Dilma seguirá para o sul da Bahia, onde participa da inauguração de um gasoduto em Itabuna (BA).

Já o tucano, além da dificuldade em achar que queira ser seu vice, está esbarrando em muitos contratempos. Um deles é a Linha 4 do Metrô: a previsão era inaugurar quatro estações, mas só duas devem ficar prontas. Para o presidente da Comissão de Obras da Assembleia Legislativa, deputado Simão Pedro (PT), a pressa causa prejuízo para o estado. A Linha 4 é a mesma que foi palco da tragédia de 2007, com o desabamento das obras da estação de Pinheiros e a morte de sete pessoas.

SÉRGIO CRUZ
Hora do Povo

Rizzolo
: O crescimento de Dilma é espantoso. O grande problema do candidato da oposição é o nordeste e Minas Gerais, todos sabem que no segundo maior colégio eleitoral Serra leva “uma lavada”, em face disso, muitos especulam que Serra vai desistir. Muitas são as razões para o desgaste do governador, principalmente ter seu nome vinculado ao PSDB e FHC, cujo governo ignorou a classe trabalhadora e prestigiou a privatização e a especulação.