Coréia do Norte interrompe desmantelamento nuclear

SEUL – A Coréia do Norte anunciou nesta terça-feira, 26, que interrompeu o processo de desmantelamento nuclear e considera retomar seu programa atômico. O governo afirma que a decisão foi tomada após os Estados Unidos manterem o país na lista de nações promotoras do terrorismo. O comunicado norte-coreano marca o surgimento do maior obstáculo no fim das atividades nucleares do país e deve aumentar a tensão nas conversas sobre o programa nuclear que envolvem a China, o Japão, as duas Coréias, os EUA e a Rússia.

O Ministério de Relações Exteriores de Pyongyang disse que suspendeu o desmantelamento do reator do complexo de Yongbyon e de outras instalações nucleares no dia 14 de agosto, porque os Estados Unidos não cumpriram a promessa de retirar a Coréia do Norte da lista de países terroristas, como foi acertado no acordo do ano passado. Os países envolvidos foram notificados da suspensão, afirma declaração divulgada pela agência estatal norte-coreana.

O Ministério disse ser obrigado a tomar tal decisão “como represália a quebra dos Estados Unidos do acordo firmado”. O comunicado diz ainda que o país “poderá restabelecer as atividades de Yongbyon”, mas sem informar uma data. A remoção do país da lista de terrorismo é uma das principais concessões oferecidas para a Coréia do Norte em troca de fechar e desativar o reator. O acordo foi firmado pelas seis nações no ano passado.

Os EUA dizem que antes de retirar o nome do país da lista é preciso que uma equipe de inspetores seja enviada à Coréia do Norte para verificar se as informações fornecidas pelo governo de Pyongyang sobre seu programa nuclear são verdadeiras. Ainda segundo a agência, o governo norte-coreano ameaçou reativar as instalações do reator nuclear de Yongbyon, o maior do país, onde uma torre de resfriamento foi implodida em junho como símbolo do comprometimento do país em se desarmar. Segundo a BBC, uma das partes do acordo, assinado em julho entre China, Estados Unidos, Rússia, Japão e das Coréias do Norte e do Sul incluía desativação do reator nuclear até outubro.

O comunicado norte-coreano aconteceu logo após o presidente da China Hu Jintao deixar a Coréia do Sul. O líder chinês se reuniu com o presidente Lee Myung-bak para tratar, entre outros assuntos, do processo de desnuclearização de Pyongyang.
Agência Estado

Rizzolo: Existem várias formas de desculpas, as mais esfarrapadas e as menos esfarrapadas, no caso da Coréia do Norte optou ela pela mais esfarrapada possível, acusar os EUA de que pelo fato de não retirá-la da lista dos países terroristas – e nem sequer houve inspeção – irá interromper o desmantelamento nuclear. Ora, todo mundo sabe, que a má vontade da Coréia do Norte em interromper o desmantelamento do reator do complexo de Yongbyon e de outras instalações nucleares era patente, clara e cristalina. Aliás no meu entender nunca desmantelaram absolutamente nada. A verdade é que após o incidente da Geórgia, e da conversa mais dura por parte dos EUA aos russos, que só entendem a força, o exótico Kim Jong II, ” apreciador” de filmes de faroeste – e que dependendo do horário do dia, e da medicação, não é digno de confiança – mudou de idéia, e encontrou um ótimo pretexto para continuar seu desiderato terrorista.

É claro que os EUA antes de retirar o nome do país da lista, envie uma equipe de inspetores à Coréia do Norte para verificar se as informações fornecidas pelo governo de Pyongyang sobre seu programa nuclear são verdadeiras, ou delirantes. O que mais me preocupa, é a intenção desse grupo de países ” amantes da liberdade ” como, China, Coréia do Norte, Irã, Rússia, por intermédio de seu representante na América Latina senhor Hugo Chavez, tenha a cada dia mais influência, e até bases militares. Agora eu pergunto: com todos esses loucos armados, autoritários, deseperados para manter sua influência na América Latina de um lado, de outro a América Latina e seus governos de esquerda aplaudindo-os de pé, recepcionando-os, um Brasil desarmado, nossas fronteiras abertas, e uma esquerda simpática a causa Chavista. Não é para se preocupar? E ainda existem aqueles que no devaneio conspiratório entendem que a Quarta Frota quer o nosso petróleo. Na hora de dormir pensem bem e agradeçam a Quarta Frota por estarem por perto. O bom senso preconiza, faz bem para a democracia, e acaba sendo um antioxidante para a liberdade. Para quem gosta, é claro.

Delírios conspiratórios : “Quarta Frota americana já tem espiões na Nicarágua”

O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, denunciou na última segunda-feira (11), em Manágua, que efetivos da 4.ª Frota da Marinha estadunidense espionam na Nicarágua, amparados sob a fachada de “trabalhos humanitários”.

A denúncia realizada pelo presidente Daniel Ortega não passou despercebida para alguns dos assistentes ao ato pelo 28.º aniversário da Força Naval nicaragüense, realizado na segunda-feira última, data em que chegou ao país o USS Kearsage, um barco de assalto anfíbio multitarefa.

Fontes nicaragüenses, que pediram o anonimato, disseram à Prensa Latina que “se Washington quer enviar missões médicas que o faça em barcos-hospitais e não em um barco de cerca de 225 metros e que é parte do projeto agressivo da 4.ª Frota”.

Ortega foi categórico ao lhe dar as boas-vindas: “vêm em ações humanitárias, mas também em trabalhos de inteligência”, ressaltou.

O navio, que não é a primeira vez que se desloca por países latino-americanos com essa fachada, está classificado como um LHD 3, (Light Helo Deck 3), tem pista de helicópteros ligeiros de assalto e resgate.

Seu desenho permite-lhe levar, receber e acomodar aeronaves de aterrissagem de amortecimento de ar para movimentos rápidos de tropas pela costa e de transporte de helicópteros Harrier II e aviões de decolagem e aterrissagem vertical.

A unidade bélica tem seu porto base em Norfolk, Virgínia e estará na costa atlântica nicaragüense durante 12 dias com mais de 500 pessoas a bordo.

Que faz esta embarcação dotada de tanta técnica militar na Nicarágua?, perguntam-se muitos nicaragüenses.

Suspeitosamente, consideram analistas militares, o USS Kearsarge navegará quatro meses pela América Latina, e depois da Nicarágua, fará escala em outras cinco nações do Caribe, Centro e América do Sul.

Panamá, Colômbia, República Dominicana, Guiana e Trinidad e Tobago, são os outros estados que sentirão a presença intimidatória do navio de guerra antes de voltar a sua base na Virgínia.

Agência Prensa Latina

Rizzolo: Os delírios do presidente Daniel Ortega, como de tantos outros líderes da América Latina em relação a Quarta Frota são tão intensos, que o USS Kearsage, deveria sim em missão humanitária trazer grande quantidade de Prozac e Rivotril para que enfim todos delírios conspiratórios Latino Americanos diminuíssem. Ora, se o presidente Ortega entende que a missão é duvidosa, e que como bem ele colocou suspeita de espionagem, porque deixou adentrar o navio em seu País? Acreditar que os EUA enviariam “espiões disfarçados” num navio deste tipo, chega a ser infantil. É no mínimo contraditório esse discurso. O USS Kearsarge foi inaugurado em 1992 e sua missão é humanitária, teve um papel fundamental na Guerra do Kosovo em 1999 e na Albânia. Conheça o USS Kearsarge em missão humanitária( ciclone) em Bangladesh

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Comandante reconhece fragilidade na defesa de soberania marítima

BRASÍLIA (Reuters) – A descoberta de petróleo na camada pré-sal expôs a fragilidade brasileira na defesa do mar territorial e o governo reconheceu nesta terça-feira que as Forças Armadas não têm como garantir totalmente a soberania das águas brasileiras.

Sempre mais voltado para uma agressão à Amazônia, o Brasil se preparou para defender sua floresta, mas não desenvolveu poder dissuasivo contra ataque às suas riquezas no mar.

Descoberto pela Petrobras e seus parceiros no ano passado, o reservatório da camada pré-sal estende-se por 800 quilômetros, do Espírito Santo a Santa Catarina, e pode conter bilhões de barris de óleo equivalente (petróleo e gás natural).

“Sem sombra de dúvidas, precisamos aumentar a capacidade da Marinha de estar presente em toda essa região”, disse a jornalistas o almirante Julio Soares de Moura Neto, comandante da Marinha, referindo-se à chamada Amazônia Azul, o espaço marítimo brasileiro, que tem 4,5 milhões de quilômetros quadrados. “Eu diria hoje que nós não temos capacidade de atender a todas as nossas tarefas”, acrescentou.

O comandante ressaltou que o governo está ciente da importância de levar adiante o programa de reaparelhamento das Forças Armadas. Um dos objetivos da Marinha é construir um submarino nuclear para garantir ao Brasil poder dissuasivo.

Apesar do alerta, Moura Neto negou que a reativação da Quarta Frota anunciada pelos Estados Unidos represente um risco ao país. Para o almirante, a medida não gerará, “em hipótese alguma”, atritos nas relações bilaterais com os EUA.

“O Comando Sul dos EUA, que tem como responsabilidade a área da América do Sul e Central, sempre foi apoiado por uma frota americana. Antigamente, era a Segunda Frota. Agora, é a Quarta. Não há nenhuma mudança estrutural, apenas mudanças administrativas dentro da Marinha americana”, afirmou.

Moura Neto disse ainda não acreditar que os americanos foram motivados pelas descobertas de petróleo anunciadas recentemente pelo Brasil. O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a levantar essa suspeita. “Não há relevância no contexto”, assegurou.

As declarações do comandante da Marinha foram feitas depois de cerimônia de promoção de oficiais, no Palácio do Planalto. Na ocasião, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou que a Amazônia está protegida.

“Não há motivos para temer nenhuma ameaça à Amazônia. Nossos soldados estão prontos para defendê-la”, discursou. “Apesar de algumas deficiências logísticas, todos os objetivos estão sendo conquistados.”

Jobim voltou a comentar o Plano Estratégico de Defesa Nacional, que entregará ao presidente Lula no mês que vem. Segundo o ministro, o programa garantirá o aparelhamento das Forças Armadas e fortalecerá a indústria bélica nacional. “Não podemos continuar na dependência quase completa do material importado”, frisou.

Os comandantes militares consideraram encerrada a polêmica em torno da revisão da Lei de Anistia, com a exclusão dos torturadores. A hipótese foi levantada pelo ministro da Justiça Tarso Genro com o argumento de que tortura não é crime político.

“O assunto está encerrado. O presidente falou, o ministro comentou, então está encerrado”, disse o comandante do Exército, general Enzo Peri, referindo-se à determinação de Lula de que o assunto fique restrito ao Judiciário. (Reportagem de Fernando Exman)
Folha online

Rizzolo: É lógico, e o bom senso agradece, que os EUA não apresentam uma ameaça à nossa soberania marítima. Como bem afirmou o almirante Julio Soares de Moura Neto, isso não quer dizer de maneira nenhuma, que não precisamos urgentemente reaparelhar nossas Forças Armadas. Hoje o Brasil está vulnerável do ponto de vista militar, temos uma fragilidade na defesa da nossa soberania marítima, e os EUA sabem disso, e sabem também de fonte fidedigna, que países como a Rússia, o Irã, a China, e a Coréia do Norte, aliados, amigos inseparáveis do companheiro Chavez estão sim de olho no nosso continente, vendendo armamento, tecnologia, e influenciando a América Latina do ponto de vista ideológico.

O grande problema desse debate no Brasil, é que a velha esquerda distorce os fatos. Na concepção stalinista retrógrada, os EUA estão aí para ” tomar de assalto” nossas reservas. Ora, o grande perigo de um País desarmado como o nosso, é exatamente os outros países acima elencados, que a cada dia tentam aumentar sua influência na nossa região face inclusive ao aumento das transações comerciais e das suas rotas marítimas.

O Brasil, precisa como bem afirmou o Almirante Moura Neto, que é acima de tudo um patriota, reestruturar nossas Forças Armadas, temos a chamada Amazônia Azul, um espaço marítimo brasileiro, que tem 4,5 milhões de quilômetros quadrados. Necessitamos de um submarino nuclear sim, com autonomia para nossa enorme costa, com forte poder dissuasivo. Na verdade, temos duas opções, ou confiamos na Fourth Fleet (Quarta frota), e no Exército Brasileiro que por hora está defasado, ou contemplaremos passivamente gritando palavras de ordem contra a Quarta Frota em coro com os comunistas, enquanto Rússia, Irã, China e Coréia do Norte fazem seu expansionismo necessário na América Latina, sob a batuta da esquerda retrógada que os receberão com um tapete vermelho, e com os punhos cerrados. Eu fico com a democracia.

Podemos através das afirmações do almirante Moura Neto inferir que esta é a diferença entre a visão de um militar que entende do assunto, e da esquerda de Ipanema, histérica contra a Quarta Frota, e entusiasmada com a atuação de Putin na Georgia.

Quarta Frota dos EUA exige Marinha brasileira forte,diz ministro

RIO DE JANEIRO – A reativação da Quarta Frota norte-americana reforça a necessidade de o Brasil reaparelhar as Forças Armadas, em especial a Marinha, para patrulhar a costa e garantir a soberania sobre a região do pré-sal, afirmou nessa quarta-feira o Ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger.

“Esse fato (a Quarta Frota) e muitos outros só reforçam a importância de o Brasil contar com o seu escudo de defesa”, disse Unger a jornalistas em evento no Rio.

“Uma das razões para a formulação de uma estratégia nacional de defesa é contar com um escudo contra as agressões, mas também contra as intimidações. Se o Brasil quiser desbravar um caminho próprio no mundo precisa não estar sujeito a qualquer intimidação”, acrescentou.

O ministro lembrou que a reorganização das Forças Armadas para patrulhar a costa nacional está em discussão no governo, sob a condução do Ministério da Defesa, que tem um projeto para estender a fronteira marítima brasileira (plataforma continental) além das atuais 200 milhas.

Unger defendeu o fortalecimento da Marinha brasileira para que o país não fique assustado com mudanças no cenário internacional.

“Não estou dizendo isso (que a Quarta Frota é uma intimidação), mas precisamos organizar a nossa própria força para não ficarmos assustados a cada fato novo no mundo”, declarou Unger. “Vivemos num mundo em que a intimidação ameaça tripudiar… Nesse mundo, os meigos precisam andar armados”, acrescentou

O ministro chegou a cogitar a possibilidade de o Brasil solicitar autorização para patrulhar o sul do Atlântico.

“Isso será feito se for necessário, mas o objetivo imediato é a negação do mar a forças inimigas”, afirmou Unger ao lembrar que o governo pretende incrementar a frota brasileira e estimular a construção de um submarino movido a propulsão nuclear. (Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

Agência Estado

Rizzolo: O Ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, muito embora negue, insinua que a Quarta Frota americana é uma ameaça ao Brasil; e mais, afirma que as Forças Armadas devem estar mais bem reaparelhadas para um eventual ” enfrentamento” face às reservas da região do pré-sal. Ora, reaparelhamento das Forças Armadas é o óbvio, e este Blog tem dito isso muito antes do ministro fazer as pazes com Lula.

O reaparelhamento das Forças Armadas nada tem a ver com a presença da Quarta Frota americana, muito pelo contrário, entendo eu que a presença da Fourth Fleet está muito em função sim deste fato, do fato de estarmos defasados em relação aos demais países e vulneráveis a estes mesmos. Agora, sedimentar uma argumentação de que o reaparelhamento se deve à presença americana e não aos caprichos militares de Chavez e sua aliança com o Irã, com a Rússia, a China e a Coréia do Norte, é muita ingenuidade.

O ministro deve saber que a Quarta Frota está aí para nos defender e não para nos atacar, os EUA, representado neste caso pela Quarta Frota, ao contrário do que a esquerda apregoa no Brasil e na América Latina, é o único baluarte da democracia por perto de nós, e vou mais além, devemos nos armar para comungarmos dos ideais democráticos daqueles que realmente defendem a liberdade, Se há algo que nos assusta não é a Quarta Frota, é o Irã, a Rússia, a China e a Coréia do Norte, e os abraços de Lula a Chavez. Que inversão de valores hein!

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A insônia do Comandante Joseph Kernan

Tudo começou de mansinho, como se ao fundo ouvisse um som de Bossa Nova, com uma a letra que mais parecia “look around”; mas uma coisa era certa, o Brasil do samba, da Bossa Nova era diferente, ele sabia que o batuque, o carnaval, o povo tranquilo, nada tinha a ver com as Farc, ou guerrilha. Na verdade o Brasil para Quarta Frota, na visão do contra-almirante Joseph Kernan, parecia apenas algo territorial, algo que dificultaria uma melhor observação da Venezuela, Equador, e Colômbia; um território que digamos, atrapalhava um pouco a visão vinda do Atlântico.

Foi então quando as notícias começaram a surgir, denúncias de emails envolvendo membros do governo às Farc, troca de olhares entre o governo brasileiro e companheiros do grupo guerrilheiro, pouca reprovação do governo e da esquerda em relação as Farc, denúncias de membros do governo auxiliando membros e “padres” das Farc no Brasil, e o pior, o ” pito” do governo brasileiro ao tirar satisfação dos EUA, sobre o que a Quarta Frota estava ali fazendo. Estariam os americanos interessados em saquear nossas reservas de petróleo?

Joseph Kernan um contra-almirante da marinha pertence ao grupo SEAL, um comando de elite com homens selecionados para as mais difíceis operações especiais, e comandante da Quarta Frota começou a ficar preocupado, aquilo não era o País da Bossa Nova, um Páis democrático, nada fazia sentido, naquela noite o comandante literalmente perdeu o sono. O que ele não sabia, é que muitos por aqui também, já há muito tempo não dormem tranquilos, face às notícias que a cada dia denotam cada vez mais a relação entre as Farc e o PT.

De volta à realidade, se refletirmos sobre essa questão das Farc no Brasil, uma coisa é certa, se a missão americana for humanitária, com alimentos e remédios, que tragam pelo menos Lexotan e Prozac, porque do jeito que a coisa anda, a democracia brasileira e na América Latina corre perigo. Rússia, China, Irã, Coréia do Norte, todos querem vender armas a Chavez, e se vingar dos EUA por estarem há muitos anos em seus territórios, querem desta feita estabelecer “bases” na nossa região, inspirados nos conceitos pouco democráticos de seus países.

Contudo, como é Sábado e pouco posso falar sobre política, me contenho a olhar a praia, ouvir Bossa Nova, e lembrar que liberdade combina com democracia; e por entre as tristes denúncias de envolvimento do PT com as Farc, com a constatação do sucateamento das nossas Forças Armadas, e o saber que as nossas fronteiras abertas estão, bebo meu ultimo gole de Johnnie Walker, e ao invés de chamar o Johnnie mais uma vez, prefiro gritar e chamar o Kernan !

Pelo menos em nome da democracia, ou da inocência do senadores Eduardo Suplicy (PT-SP) e Pedro Simon (PMDB-RS), que depois de tudo apurado, ainda querem passar uma carraspana nos candidatos Obama e MacCain em virtude da presença da Quarta Frota. As Farc agradecem, e os brasileiros patriotas não dormem.

Obs. Os fatos aqui relatados são fictícios ( é bom avisar !!! )

Fernando Rizzolo

Comandante ligado à 4ª Frota visita centro militar na Amazônia

Sem repercussão na mídia nacional, o major-brigadeiros-do-Ar, Glenn Spears, subcomandante do Comando Sul dos Estados Unidos, ao qual ficará subordinada a polêmica Quarta Frota da marinha norte-americana, passou três dias na semana passada visitando instalações militares na Amazônia. Requisitada pelo próprio governo de George Busch, a visita envolveu as instalações do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), do Comando Militar da Amazônia e do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo de Manaus (Cindacta-4).

Num momento em que o governo brasileiro demonstra preocupação com a presença militar dos EUA nos mares da América do Sul, inclusive com pedido de explicação motivado pelo presidente Lula, é no mínimo estranho que um alto comandante militar norte-americano visite instalações estratégicas da defesa brasileira.

Sob alegação de missão humanitária, a reativação da Quarta Frota no mês passado, causou protesto de diversos setores governamentais e da sociedade. Para analistas, a presença militar dos EUA nos mares da América do Sul e do Caribe tem nítida ligação com as recentes descobertas de petróleo na costa brasileira, a abundância dos recursos naturais, sobretudo na Amazônia, e o avanço de governos de esquerda e de centro na região.

Estudos elaborados pelo Ministério da Defesa em conjunto com a Petrobras demonstram preocupação, no tocante a reativação da Quarta Frota, com questões relacionadas à Amazônia e a soberania brasileira sobre o Campo de Tupi, na Bacia de Campos, cujas recentes descobertas apontam para uma reserva de petróleo estimada em entre 5 bilhões a 8 bilhões de barris.

As mais novas descobertas estão localizadas no limite de 200 milhas náuticas a partir do litoral brasileiro. Segundo acordo internacional, que estabelece o limite territorial de cada nação costeira, as reservas pertencem ao país. Ocorre que os EUA não são signatários dessa Convenção das Nações Unidas sobre o Direito ao Mar (CNUDM).

Além do governo, é grande a preocupação do parlamento brasileiro com a presença militar dos EUA na América do Sul. Foi aprovada nesta terça (29), por exemplo, durante reunião do Parlamento do Mercosul, uma declaração apresentada pelo senador Aloizio Mercadante (PT-SP) dando conta de que a reativação da Quarta Frota não é oportuna.

“É inteiramente inoportuna e desnecessária, dadas as atuais circunstâncias mundiais e regionais que conformam a América do Sul como uma região pacífica e democrática”, diz o senador numa declaração divulgada pela Agência Senado. O texto foi aprovado por 26 votos a favor, nenhum contra e 11 abstenções.

Visitante é crítico da Venezuela

O subcomandante Glenn Spears é um dos mais contundentes críticos do governo do presidente Hugo Chaves na Venezuela. Por conta da compra de armas feita pelos venezuelanos da Rússia, ele deu a seguinte declaração: “Nós estamos seriamente preocupados com essa grande quantidade de aquisições”.

Além da pretensão em adquirir helicópteros MI 28, aviões de vigilância, tanques, sistemas de defesa aéreos e submarinos atômicos, a Venezuela já comprou cerca de US$ 4 bilhões em armamentos russos. Com a aquisição, a Rússia diz que a Vanezuela reforça sua soberania na América Latina.
Defesa diz que visita foi de cortesia

Em resposta ao questionamento do Vermelho sobre os motivos da visita, o Ministério da Defesa, por meio de sua assessoria de imprensa, disse que a solicitação feita pelo governo norte-americano teve como finalidade “estreitar os laços entre Brasil e os Estados Unidos para facilitar a comunicação entre os países, e também, de conhecer as instalações brasileiras”.

Diz que o coordenador do Departamento de Assuntos Internacionais, do Ministério da Defesa (DAI), tenente-coronel Marco Aurélio Guimarães, acompanhou o subcomandante Glenn Spears e um assessor direto, durante toda a visita.

“Este tipo de atividade é rotineiro na relação entre os dois países, haja vista a vasta programação de visitas a unidades militares e de transporte aéreo já realizadas pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, e comandantes militares brasileiros”, diz o comunicado.

Assessoria enviou uma agenda do ministro Jobim em bases militares dos Estados Unidos em março deste ano para explicar à recíproca. Entre outras atividades, Jobim visitou a Base Naval de Norfolk, onde conheceu um submarino nuclear, reuniu com Condoleezza Rice, secretária de Estado e visitou o Centro de Comando do Sistema de Controle de Tráfego Aéreo de Dulles.

Ministro Jobim nos EUA

Na última quinta (24), o ministro Jobim também iniciou uma nova visita de sete dias aos Estados Unidos. Ele viajou acompanhado do comandante da Marinha, Júlio Soares de Moura Neto, do comandante da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, Sérgio Etchegoyen, e do embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Clifford Sobel. Já nos EUA, o comandante da Aeronáutica, Brigadeiro Juniti Saito, se juntará à comitiva.

Segundo a assessoria do ministério, uma vasta programação de visistas estavam programadas, entre elas, uma parada no Estado de Nevada, em Las Vegas, onde ele conheceria a Base Aérea de Nellis.

Site do Pc do B

Rizzolo: O problema principal no Brasil é a visão pequena da esquerda brasileira, que ao mesmo tempo em que abraça Hugo Chavez, repudia o governo americano. Até quando a esquerdada América Latina terá surtos persecutórios e visões conspiratórias em relação a tudo o que os EUA se propõe a fazer ?

Em primeiro lugar, esse tipo de visita é rotineiro, e não é porque descobriu-se o campo de Tupi, na Bacia de Santos, que agora os EUA tentam segundo os reis da teoria conspiratória, reativar a Quarta Frota. Deveriam sim estar preocupados com as Farc, com a avidez de Hugo Chavez na compra compulsiva de armamentos, inclusive o russo S-300; mas não, estão intrigados com Glenn Spears, subcomandante do Comando Sul dos Estados Unidos, numa visita rotineira.

Estou sempre me debatendo no fato de que a esquerda brasileira é o baluarte da Rússia, Coréia do Norte, e China, países digamos ” democráticos”, e mais, tendo como estandarte Hugo Chavez, e como política de fronteira as reservas contínuas. No meu ponto de vista como brasileiro, patriota e democrata, entendo a visita de Glenn Spears, muito bem-vinda, num momento muito apropriado.Leia também: Quarta frota:um bem necessário ?, ou A insônia do Comandante Joseph Kernan, ou também, Delírios Conspiratórios

Mísseis russos S-300 podem proteger petróleo da Venezuela, disse militar russo

Sistemas anti-míssil russos S-300 poderiam garantir a segurança dos recursos petrolíferos na Venezuela, acredita Anatoly Kornukov, antigo chefe da Força Aérea da Rússia.

Se Venezuela recebe essas armas, “irá reforçar a sua segurança contra potenciais adversários. Será difícil punir este país com ataques contra os campos petrolíferos,” disse o militar.

Uma dúzia de divisões de S-300, com seis sistemas cada, seria suficiente para proteger todo o território venezuelano, de acordo com Kornukov. O fornecimento de armas russas a Venezuela é absolutamente legal, o especialista sublinhou, recordando que a Rússia já entregue sistemas S-300 PMU para a China.

Igor Korotchenko, membro do Conselho Público anexo ao Ministério da Defesa da Rússia, acredita que a Venezuela não está interessado em esporádicas entregas de mísseis, mas a criação de um sistema coerente de defesa aérea, incluindo a rede de radares e de controle.

“Na Venezuela é necessário implementar uma linha independente”, explicou Korotchenko. A nacionalização das grandes petrolíferas ocidentais, segundo ele, “aumenta o risco de usar a força militar contra a Venezuela, principalmente os E.U.A”.

Fonte: Ria Novosti

Rizzolo: Depois ainda existem aqueles que defendem e alegam que a Venezuela não propõe uma corrida armamentista na América Latina. Eu tive a coragem de no momento preciso, virar as costas à política Chavista. Fica cada vez mais patente que o governo da Venezuela de certa forma, intimida os demais vizinhos com toda essa ” parceria” quer com a Rússia, com o Irã, com a Coréia do Norte e a China.

Essa pretensa aventura chamada de união dos países da América Latina capitaneado por Chavez, união esta que muitos apregoam, é na verdade uma forma velada de enfrentamento aos EUA, que no meu ponto de vista, nem estão tão preocupados com a Venezuela em si, mas na possibilidade da Venezuela vir a servir de base a outros países, digamos, nada democráticos, e que pretendem dominar e ter influência na América do Sul. O próprio presidente da Venezuela Hugo Chávez no seu encontro com o primeiro-ministro russo Vladimir Putin fez uma proposta sensacional. Se a Rússia quiser instalar bases militares no território venezuelano será recebida “calorosamente”, disse Chávez. E ainda falam mal da Quarta Frota, hein !

Jobim deve visitar unidades militares nos EUA

BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou o ministro da Defesa, Nelson Jobim, a viajar aos Estados Unidos a partir de amanhã para realizar visitas até o fim do mês a instalações militares. No Estado de Nevada, Jobim conhecerá a Base Aérea de Nellis e, no Estado da Flórida, visitará o Comando Sul (SOUTHCOM), o Comando de Operações Especiais e a Joint Inter-Agency Task-Force.

O despacho presidencial autorizando o afastamento de Jobim do País está na edição de hoje do “Diário Oficial da União”. O jornal publica também autorização de Lula para o ministro das Comunicações, Hélio Costa, tirar férias até o próximo dia 26. Costa embarcou ontem para a Argentina e deverá retornar ao trabalho na segunda-feira.

O início das férias do ministro das Comunicações estava previsto para o sábado passado, mas, nesse dia, ele teve que participar, como mediador, de reunião entre dirigentes da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e representantes dos funcionários, na qual a paralisação foi encerrada.
Agência Estado

Rizzolo: Se analisarmos o cenário internacional na América Latina, podemos inferir que a Venezuela está investindo de forma maciça em armamento. Para que eu não sei. Ameaça dos EUA, hoje não existe, é uma bobagem em termos de realidade. A verdade é que o Brasil face ao seu território precisa reequipar suas Forças Armadas, e essa visita é de bom alvitre.

Estamos chegando a um ponto em que não nos resta outra saída a não ser nos aproximarmos dos EUA, até porque a Rússia, China e a Coréia do Norte, estão de “mãos dadas com Chavez”, e não vai ser com ” tapinha nas costas” que manteremos nossa soberania e respeito em relação aos nossos vizinhos; não que a Venezuela tenha aspirações imperialistas, mas sinceramente entendo a Venezuela de Chavez como um regime atualmente instável e não confiável, face aos documentos relacionados entre o governo da Venezuela e as Farc.

Alem disso, uma notícia preocupante, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou que a cooperação militar entre Caracas e Moscou continuará e deu a entender que a Rússia deveria estabelecer uma base militar em solo venezuelano, informou a mídia russa. E nós como ficamos ?

Quarta Frota: um Bem Necessário ?

Existe um ditado judaico, muito citado, que exprime a necessidade do esforço pessoal para conseguirmos nossos objetivos: ” Senão eu por mim, quem por mim? “. Nascemos sós neste mundo, muito embora estamos rodeados de pessoas que nos amam, como amigos, família, parentes, existem situações que dependem exclusivamente de nós mesmos.

Não é nenhuma novidade o fato de que o Brasil hoje é uma País vulnerável, nossas fronteiras, estão fragilizadas, nossa capacidade de dissuasão não está à altura do nosso território, alem disso, existem discursos e grupos na América Latina com pouca vocação democrática, e para isso não é necessário ser um estrategista ou um ” expert”, para saber da nossa vulnerabilidade como Pais com a dimensão territorial que temos.

É sabido também, que a China e outros países como Irã, aumentam seu poderio militar em rotas de seus navios comerciais. Não seria portanto justificável, tampouco político, em se tratando de um País como os EUA, com uma de visão política militar territorial, ” tirarmos satisfações”, ou ” cobrarmos explicações” do porque da presença da quarta frota americana no Atlãntico. Seria sim melhor, energizarmos o nosso discurso, contra movimentos de cunho guerrilheiro como as Farc, discurso este “dúbio”, como assim classificou o assessor e ideólogo do presidente Álvaro Uribe na Colômbia, o advogado José Obdulio Gaviria, em relação à posição do governo brasileiro frente as Farc. Também seria providente nos preocuparmos com as nossas fronteiras, como a questão da demarcação contínua na Raposa Serra do Sol.

O que observamos no Brasil, é uma preocupação excessiva que vem de encontro ao “coro solidário” da esquerda da América Latina, tímida em rechaçar as Farc, e enérgica em acusar os EUA nas suas políticas em defesa do que eu chamaria de preservação da democracia. É um engano pensar que a democracia está militarmente bem representada na América Latina, da mesma forma que é um absurdo entender que a atuação dos EUA no Atlântico visa a cobiça do nosso petróleo.

Talvez as explicações que o governo brasileiro exige dos EUA, poderiam ser respondidas pelas afirmações que elenquei acima, talvez a percepção da nossa vulnerabilidade seja o embasamento daquilo que os EUA já perceberam e constataram, e nós, ainda entorpecidos pelos brados de Chavez, na implementação de um útópico Conselho Sul-Americano de Defesa, não conseguimos compreender que na verdade, a Quarta Frota passa a ser a única bandeira militar de peso da democracia no oceano. Mesmo porque, em vista de tudo disse, “senão a quarta frota por nós, quem por nós?”.

Fernando Rizzolo

A Marinha do Brasil e a questão dos submarinos

Comandante da Marinha defende política de aquisição de submarinos convencionais, diante das dificuldades de verba para concluir o submarino nuclear brasileiro

Publicamos hoje texto enviado pelo Comandante da Marinha, almirante Roberto de Guimarães Carvalho, a respeito da entrevista que nos concedeu o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva (HP, 22/11/2006), sobre a questão do submarino nuclear brasileiro. Na entrevista mencionada, o almirante Othon, que chefiou o programa nuclear da Marinha, com a conquista da tecnologia para o enriquecimento do urânio, defendia a conclusão do submarino nuclear, já em adiantada fase de construção – tanto o reator nuclear quanto o protótipo do submarino já foram realizados, faltando a criação de laboratórios que permitam testar o reator em condições operacionais. Para o almirante Othon, a política de investir em submarinos convencionais não é a mais apropriada aos interesses da defesa do país. Nas condições tecnológicas da guerra atual, somente submarinos nucleares poderiam garantir a defesa diante de inimigos do país que já possuem, há muito, belonaves desse tipo. Daí a sua formulação de que a construção do submarino nuclear é um “gesto de independência”.

Em seu texto, o Comandante da Marinha ressalta que “a Marinha tem, permanentemente, pleiteado recursos junto ao Governo Federal, a fim de possibilitar darmos o curso normal ao Programa Nuclear da Marinha. Apesar do insucesso dessas tentativas, pelo menos até agora, é importante realçar que o Programa Nuclear da Marinha permitiu ao Brasil dominar a tecnologia de enriquecimento de urânio, conhecimento este restrito a apenas oito países”. Na ausência desses recursos, o Comandante da Marinha defende a política de aquisição – e possível construção no Brasil – de submarinos convencionais. “Como o próprio senhor Othon afirma, só tem submarino convencional quem não pode ter o nuclear”, diz o almirante Carvalho, e conclui: “infelizmente, nós estamos neste caso, pelo menos, ainda por um bom tempo, haja vista a situação orçamentária da Marinha nos últimos anos”.

Trata-se de um debate decisivo para o nosso país. Trata-se da defesa de nossa soberania, de nossa independência. Por isso mesmo, é altamente importante que os brasileiros, habitantes de um país com uma imensa fronteira marítima, tenham consciência precisa da questão, para que concentremos nossos recursos e nossos esforços na melhor e mais eficaz solução.

Almirante Roberto de Guimarães Carvalho *

Em relação à entrevista concedida pelo senhor Othon Luiz Pinheiro da Silva a esse conceituado veículo de comunicações, publicada na edição no dia 22 de novembro, cujo teor versa, basicamente, sobre a obtenção de submarinos convencionais ou nucleares, na qual, fazendo questão de dizer que falou como cidadão e não como Vice-Almirante da Reserva – daí eu ter me referido a ele como senhor, tece comentários, sem ter conhecimento completo do quadro conjuntural, sobre decisões da Alta Administração Naval, tanto de passado recente, como da atual, cabe a mim, como Comandante da Marinha, esclarecer aos leitores os seguintes aspectos:

a) a possível construção de um submarino convencional no nosso arsenal não é, na opinião da Marinha, um retrocesso. Pelo contrário, é a continuação do progresso, pois possibilitará manter a qualificação dos nossos engenheiros, técnicos e operários, conquistada com muito esforço, e que não podemos perder;

b) a Marinha tem perfeita ciência das diferenças existentes entre as capacidades operativas de submarinos convencionais e nucleares. Como o próprio senhor Othon afirma, só tem submarino convencional quem não pode ter o nuclear e, infelizmente, nós estamos neste caso, pelo menos, ainda por um bom tempo, haja vista a situação orçamentária da Marinha nos últimos anos. A Marinha sonha com o submarino nuclear, mas isso não basta. É preciso que, além do nosso sonho, haja uma vontade nacional, traduzida em recursos, de forma a transformar o sonho em realidade. Enquanto isso não ocorre, resta-nos a opção dos submarinos convencionais, que, apesar de terem sido comparados a “focas” ou “jacarés”, são plataformas navais eficazes, tanto o é, que, a principal e mais poderosa marinha do mundo os considera como uma das principais ameaças que poderá ter de enfrentar;

c) o submarino que a Marinha pretende construir não é o da classe daqueles que foram construídos na Argentina na década de 70. É um submarino convencional moderno, da mesma origem dos nossos atuais cinco submarinos, que serão modernizados, mantendo-se, assim, a padronização. Adquirir um submarino de uma outra origem, com tecnologia diferente daquela com a qual estamos habituados a trabalhar, seria passar por uma experiência que a nossa Força de Submarinos já passou, e que não foi boa, qual seja, a de conviver com submarinos de origens diversas. Em acréscimo, não há registro conhecido, de que um país detentor da tecnologia nuclear, para fins de propulsão naval, bem como de projetos de plataformas onde possam ser instalados os equipamentos e sistemas necessários, tenha transferido esses conhecimentos sensíveis a outro. Assim, considero, no mínimo, arriscada a presunção de que isso aconteceria conosco, caso a opção fosse por um submarino de outra origem;

d) no que se refere às considerações feitas citando nominalmente o Almirante-de-Esquadra Ivan da Silveira Serpa, eminente, respeitado e honrado Chefe Naval e ex-Ministro da Marinha, as mesmas distorcem os fatos e não correspondem à realidade. A bem da verdade, é mister mencionar que o Almirantado, então presidido pelo Almirante Serpa, ao decidir pela diminuição dos recursos destinados ao Programa Nuclear da Marinha, o fez motivado pela redução do orçamento da Força, pelo decrescente aporte de recursos da antiga Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), parceira no projeto, e por problemas de gestão na condução do Programa. Aliás, na oportunidade, por determinação do próprio Almirante Serpa, foi criada uma Comissão de Almirantes e Oficiais capacitados, com a tarefa de proceder um criterioso redimensionamento do referido Programa, adequando-o à realidade e às normas orçamentárias da Marinha;

e) quanto à aquisição em 1995, das quatro fragatas na Inglaterra, os navios, apesar de usados, estavam em excelentes condições materiais e operativas, três dos quais ainda integram e constituem importante parcela do poder combatente da nossa Esquadra. Os recursos utilizados, por meio de crédito especial, não integravam o Orçamento da Marinha e, portanto, não concorreram com os aplicados no Programa Nuclear. Em acréscimo, esses navios foram adquiridos para substituírem contratorpedeiros já bem antigos, de origem norte-americana, que foram retirados do serviço ativo. É claro que a Marinha precisa de submarinos, mas, embora alguns possam não concordar, também precisa de navios;

f) é imperativo enfatizar que, durante o meu período de Comando e daqueles que me antecederam, a Marinha tem, permanentemente, pleiteado recursos junto ao Governo Federal, a fim de possibilitar darmos o curso normal ao Programa Nuclear da Marinha. Apesar do insucesso dessas tentativas, pelo menos até agora, é importante realçar que o Programa Nuclear da Marinha permitiu ao Brasil dominar a tecnologia de enriquecimento de urânio, conhecimento este restrito a apenas oito países; e

g) em relação aos comentários pessoais sobre o atual Chefe do Estado-Maior da Armada, considero-o um oficial empreendedor, reconhecidamente inteligente e capaz, e cujo prestimoso assessoramento nos assuntos relevantes da Marinha tem sido de extrema valia para as decisões de alto nível que meu cargo requer.

Em relação ao todo da matéria jornalística, acredito que o senhor Othon tem todo o direito de expor as suas opiniões pessoais sobre um tema tão importante, mas deveria tê-lo feito considerando todas as variáveis envolvidas nesse complexo problema, e não apenas parte delas. Poderia, ainda, ter sido um pouco mais cortês nas suas colocações, dentro da fidalguia característica dos homens do mar.

*Comandante da Marinha
Jornal Hora do Povo

Rizzolo:A questão dos submarinos do ponto de vista tecnológico, se por hora o ideal é o convencional, ou se, o ideal seria que os investimentos maiores fossem drenados para a construção do submarino nuclear, é uma questão técnica e dialética. O que precisamos de uma vez por todas nesse país, e isso eu fico muito à vontade pra falar, até porque não sou militar, é termos uma visão concreta, determinada, e eficaz de investimento no nosso Parque Indústria Bélico.

Não há como conceber um país com uma extensão territorial como a nossa, onde ainda de forma submissa, ficamos escolhendo submarinos “de acordo com o nosso bolso”; não podemos aceitar, como disse o Almirante Roberto Carvalho, na sua justificativa, “que o Almirantado, então presidido pelo Almirante Serpa, ao decidir pela diminuição dos recursos destinados ao Programa Nuclear da Marinha, o fez motivado pela redução do orçamento da Força, pelo decrescente aporte de recursos da antiga Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), parceira no projeto, e por problemas de gestão na condução do Programa. Aliás, diz ele, na oportunidade, por determinação do próprio Almirante Serpa, foi criada uma Comissão de Almirantes e Oficiais capacitados, com a tarefa de proceder a um criterioso redimensionamento do referido Programa, adequando-o à realidade e às normas orçamentárias da Marinha”.

Ora, nossa defesa, nossas Forças Armadas não podem ficar sucateadas enquanto Bancos internacionais e nacionais se lavam em lucros, onde multinacionais em vultuosas remessas de lucros e dividendos nem sequer pagam Imposto de Renda, à Nação brasileira, onde tudo é programado para economizar, e se fazer superávit primário visando interesses externos. Agora em relação a orçamento militar tão importante como qualquer projeto social, temos sim que nos limitarmos “de acordo com o nosso bolso”, deixando a defesa nacional relegada a terceiro plano.

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Submarino nuclear, blindados e caças são decisivos para Defesa

O ministro Waldir Pires considerou ainda a reativação da indústria nacional de defesa, como a Imbel, o desenvolvimento da família de mísseis e a aquisição de radares tridimensionais

O ministro da Defesa, Waldir Pires, anunciou as diretrizes que serão seguidas pelas Forças Armadas em seu programa de reaparelhamento. O anúncio foi feito em reunião do Conselho Militar de Defesa na semana passada. “É evidente que o Brasil precisa estar aparelhado, precisa estar capacitado, precisa estar em condições de dizer ao povo brasileiro que nós temos condições de termos uma nação que cumpra seus deveres com seu destino e com o futuro do seu povo”, afirmou o ministro.

O encontro reuniu os comandantes da Marinha, almirante Júlio Soares de Moura Neto; do Exército, general Enzo Martins Peri; da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, e o chefe do Estado-Maior de Defesa, Cleonilson Nicácio Silva. “A soberania não se delega, se exerce por meio de nossas instituições civis e militares”, disse Waldir Pires. O Conselho de Defesa foi criado no final da década de 90 para assessorar o presidente da República.

SUBMARINO NUCLEAR

No encontro, Waldir Pires destacou que o Programa de Reaparelhamento das três Forças deve levar em conta a importância crescente que o País assume na América do Sul e no cenário mundial. O ministro destacou como prioridade no programa a implantação do projeto do submarino de propulsão nuclear, submarinos convencionais, construção de navios-patrulha oceânicos e fluviais (estes últimos para o patrulhamento da Amazônia), e a compra de aviões de caça considerados de última geração, constante do projeto FX da Aeronáutica.

Além disso, a Defesa considerou prioridade o desenvolvimento nacional de famílias de mísseis, sejam antiaéreos, terra-ar ou mar-ar; a aquisição de radares tridimensionais de defesa aérea e ampliação da frota de helicópteros para transporte e defesa.

Segundo o Ministério, as diretrizes atendem à defesa da Amazônia – tida como prioridade estratégica para o país – assim como à proteção do Atlântico Sul “onde concentra-se grande atividade econômica brasileira, como a produção de 80% do petróleo produzido no país”. A partir deste encontro, o Conselho de Defesa estuda a possibilidade de criação de um Fundo de Reaparelhamento das Forças Armadas como forma de evitar a interrupção do fluxo financeiro das FFAA.

IMBEL

A reativação da indústria nacional de Defesa, como a Imbel (Indústria de Material Bélico), também foi abordada pelo ministro, uma vez que o Brasil pode estar capacitado para suprir as necessidades das FFAA além de fornecer materiais e equipamentos para países da América Latina e outras regiões do mundo. “O Brasil deve fortalecer suas Forças Armadas. Já adotamos uma política de paz e de multilateralismo, sustentada por um poder de dissuasão razoável. O Brasil não pode ser um mero comprador de materiais de defesa, precisamos fortalecer nossa indústria”, afirmou Pires.
Hora do Povo
Rizzolo: Precisamos dar prioridade não só no programa a implantação do projeto do submarino de propulsão nuclear, mas também aos submarinos convencionais, construção de navios-patrulha oceânicos e fluviais (estes últimos para o patrulhamento da Amazônia), e a compra de aviões de caça considerados de última geração, constante do projeto FX da Aeronáutica.

Alem disso, temos também que dar ênfase ao desenvolvimento nacional de famílias de mísseis, sejam antiaéreos, terra-ar ou mar-ar; a aquisição de radares tridimensionais de defesa aérea e ampliação da frota de helicópteros para transporte e defesa.

O Brasil não pode ser um mero comprador de materiais de defesa, precisamos fortalecer nossa indústria bélica, não basta sermos uma super poderosa força de combate de 45.000.000 (quarenta e cinco milhões) de homens, temos que ir além, na defesa de nossa soberania.

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