Diretor do Sensus diz que chance de segundo turno é de 10%

Conversei por telefone com Ricardo Guedes, do Sensus, sobre as últimas pesquisas antes da eleição deste domingo. Ele diz que estatisticamente a chance de segundo turno é de 2,5%, mas que aumentaria essa chance para 10% considerando “variáveis políticas”.

Os institutos concordam que Dilma Rousseff está próxima dos 55% de votos válidos, mas como a margem de erro é de 2% ela pode ter 53%, ou seja, estaria numa região “fronteiriça com o segundo turno”.

Guedes diz que Dilma conseguiu estancar a hemorragia de 6 milhões de votos que sofreu em duas semanas e que um segundo turno só acontecerá se a candidata tiver perdido outros 6 milhões de votos desde quarta-feira. “Dilma pode até ter recuperado votos”, disse Guedes.

Ele diz que a tal “onda verde” foi uma invenção e que não se sustenta pelos números dos institutos de pesquisa. Marina Silva, do PV, na verdade, teria tirado proveito da troca de acusações entre as campanhas de José Serra e Dilma Rousseff.

Guedes disse que trocou figurinhas com o diretor-executivo do Vox Populi, João Francisco Meira, e que ambos concordam com a avaliação que reproduzi acima.

É natural — digo eu, Azenha — que pesquisa é pesquisa e eleição é eleição. Há um sem número de fatores que podem influir no resultado e é bom que seja assim. Eleição sem emoção não tem graça.
site do pcb

Rizzolo: Concordo com o Azenha, é difícil prever, mas o importante é que a democracia seja exercitada, que o ato de votar expresse a vontade popular, e que se houver segundo turno, que seja para chancelar ainda mais esse exercício. Eu como candidato desejo que amanhã o Brasil dê um grande passo para o futuro, e que o passado, o retrocesso, seja defitivamente banido. Viva o Brasil, viva o povo brasileiro ! Boa eleição a todos !!

CNT/Sensus mostra Dilma com 35,7% e Serra com 33,2%

Pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta segunda-feira (17) mostra a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, em situação de empate técnico com o pré-candidato do PSDB, José Serra, na disputa eleitoral pelo Palácio do Planalto.

A cinco meses da eleição presidencial de outubro, Dilma aparece com 35,7% contra 33,2% de Serra, no cenário em que o entrevistado é confrontado com uma lista com 11 candidatos. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, o que justifica o empate técnico. No levantamento, a pré-candidata do PV, Marina Silva, tem 7,3%.

A pesquisa foi encomendada ao Institudo Sensus pela Confederação Nacional do Transporte. Foram entrevistadas 2 mil pessoas, em 136 municípios de 24 estados.

Apesar de Dilma superar Serra pela primeira vez na pesquisa CNT/Sensus, a margem de erro leva o resultado a um empate técnico. “Há uma intersecção na margem de erro”, afirmou Ricardo Guedes, do Instituto Sensus.

No cenário em que apenas Serra, Dilma e Marina são apresentados aos entrevistados, o candidato do PSDB tem 37,8% e leva ligeira vantagem sobre Dilma que aparece com 37%. Nessa situação, Marina tem 8%.

Todos os cenários estão relacionados ao primeiro turno da disputa. Já no segundo turno simulado entre Dilma e Serra, a candidata petista soma 41,8% dos votos contra 40,5% do candidato da oposição. No cenário entre Dilma e Marina, a petista soma 51,7% e a candidata do PV, 21,3%. Na simulação Serra contra Marina, o tucano tem 50,3% e Marina 24,3%.

Em 1º de fevereiro, na última rodada divulgada pela CNT/Sensus, Dilma já aparecia empatada com Serra. O candidato tucano tinha 33,2% contra 27,8% da petista. A diferença de 5,4% caracterizou empate porque a margem de erro do levantamento foi de três pontos percentuais.

A ex-ministra-chefe da Casa Civil ficou em igualdade com o ex-governador de São Paulo no cenário simulado com o deputado federal Ciro Gomes (PSB), obrigado a se retirar da disputa por uma decisão do seu partido, que declarou apoio à petista.

Pesquisa espontânea
Realizada entre 10 e 14 de maio, a pesquisa não chega a medir a influência do programa partidário do PT, exibido em rede nacional de rádio e televisão no dia 13 de maio. Pelo critério de manifestação espontânea (quando os próprios entrevistados dizem em quem pretendem votar, sem apresentação de uma lista de nomes pelo pesquisador), Dilma tem 19,8% contra 14,4% de Serra. Marina Silva aparece com 2,7%.quando os próprios entrevistados dizem em quem pretendem votar, sem apresentação de uma lista de nomes.

Candidata do governo
Segundo Guedes, o bom desempenho de Dilma é justificado pela popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (83,7%) e de seu governo (76,1%). A CNT/Sensus também mediu a capacidade de transferência de votos de Lula para Dilma e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para Serra.

O grupo dos que votariam ou poderiam votar em um candidato de Lula somou 60,8%. Já os que votariam ou poderiam votar em um candidato de FHC representaram 23,5%. “Dilma é a candidata do governo e o governo tem uma aprovação positiva. As condições socioeconômicas são favoráveis à população. A medida que ela é identificada com lula, o desempenho vai subindo”, analisou Guedes. “A queda de Serra também está associada ao fato de Serra ser associado à oposição”, complementou.

Candidatos
Além de Dilma, Serra e Marina, a pesquisa CNT/Sensus incluiu outros oito pré-candiatos. José Maria Eymael (PSDC) teve 1,1% e Américo de Souza (PSL) somou 1%. Mario de Oliveira (PTdoB), Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) e Zé Maria (PSTU) aparecem com 0,4% das intenções de voto. Rui Costa Pimenta (PCO) tem 0,2% e Levy Fidelix (PRTB) e Oscar Silva (PHS), 0,1%. Nulos, indecisos ou que não responderam ao levantamento somam 20,6%.

Metodologia
Por questões técnicas, a CNT/Sensus modificou a forma de apresentação do questionário aos entrevistados. Nas outras edições, a avaliação do governo e de Lula era consultada primeiro e depois o entrevistado respondia sobre a disputa eleitoral. Agora, os entrevistadores do Instituto Sensus fizeram as perguntas eleitorais primeiro e só depois questionaram a avaliação do governo e de Lula.

Para Guedes, a inversão só evitou possíveis contestações jurídicas: “Essa modificação não influencia no resultado da pesquisa.” Outra modificação realizada foi a apresentação dos nomes dos candidatos em um formato de “pizza” e não no modelo tradicional de lista.
Globo

Rizzolo: A candidatura de Dilma vem crescendo de uma forma espantosa. É bem verdade que ainda falta muito para sua consolidação, contudo para oposição que apostava na sua impossibilidade eleitoral em função do fato de que era pouco conhecida, está sendo uma surpresa. A grande questão é que o povo brasileiro não quer aventuras com novas propostas ofertadas pela oposição que, forçosamente, levaria o país a um retrocesso social. As tentativas de Serra em apoiar as políticas do governo Lula estão mais ligadas ao discurso eleitoral que do que das reais propostas políticas, e isso o povo já se deu conta.

CNT/Sensus: aprovação a Lula cai de 81,5% para 76,8%

BRASÍLIA – A avaliação positiva do governo Lula caiu de 69,8% em maio para 65,4% em setembro, de acordo com pesquisa CNT/Sensus, divulgada há pouco. A avaliação negativa aumentou de 5,8% para 7,2%. A avaliação regular subiu de 23,9% para 26,6%. Segundo o diretor do Sensus, Ricardo Guedes, a queda na opinião favorável ao governo ocorre principalmente entre pessoas das regiões Sul e Sudeste, entre as mulheres e as pessoas jovens e de maior idade. Já a aprovação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva recuou de 81,5% em maio para 76,8% em setembro e a desaprovação subiu de 15,7% para 18,7%. “Vale notar que a avaliação sobre o presidente, apesar da queda, ainda se encontra em patamar significativamente alto”, disse Ricardo Guedes.

Guedes associou a queda nas avaliações positivas do governo e do presidente Lula a três fatores: gripe suína, o episódio envolvendo a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira com a ministra Dilma Rousseff e a crise no Senado, envolvendo o senador José Sarney, embora este último tema não esteja contemplado na pesquisa. Segundo ele, há uma postura do presidente Lula de chamar crises institucionais para si, o que, segundo Guedes, prejudica a popularidade. “Há uma postura menos política de Lula”, afirmou. Para Guedes, o principal fator responsável pela queda na avaliação positiva foi a gripe suína.
agência estado

Rizzolo: Bem, só podia cair não é? Usando de todos os meios nada éticos para segurar a candidatura de Dilma, abraçando a causa espúria de defender Sarney, com um Congresso Nacional corrupto, só poderia dar nisso. O povo brasileiro, é ético, e muito embora grande parte da população não lê jornais, como o presidente, por osmose adquire a percepção da má postura dos governantes.

O presidente Lula pensou a todo momento, que todos os meios validavam seu fim. Além da gripe suína, do despreparo do Ministério da Saúde, da falta de Tamiflu, o pior a meu ver, foi o apoio amoral do presidente à Sarney, e isso terá conseqüências nas urnas para o PT, um partido que outrora foi “puro” e agora virou a vergonha nacional. Não é senador Mercadante ?