Obama ataca política econômica republicana por crise bancária

WASHINGTON – O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, tentou envolver oposição republicana na crise financeira americana no dia em que a população acordou com a notícia de que dois dos maiores bancos de investimento do país desaparecerão do mercado financeiro. Ele afirmou que a economia americana enfrenta sua maior crise desde a depressão de 1929 e chamou de irresponsáveis as pessoas em Wall Street e Washington.

No que já está sendo considerado como as últimas 24 horas mais extraordinárias em Wall Street desde os anos 1920, o banco Lehman Brothers, quarto maior banco de investimento americano, anunciou que pedirá concordata após incorrer em perdas milionárias relacionadas a valores hipotecários. No mesmo dia, outra instituição-símbolo de Wall Street, o banco Merrill Lynch, concordou em ser vendida para o Bank of America por cerca de US$ 50 bilhões para evitar prejuízos maiores. Notícias dão conta ainda de que a seguradora AIG pediu ao banco central americano, o Federal Reserve, um empréstimo de US$ 40 bilhões.

Em comunicado emitido após o anúncio de concordata do Lehman Brothers, Obama afirmou que não culpa McCain diretamente, mas “critica sua filosofia econômica, que é a mesma que o país tem há oito anos”. “Os desafios que o nosso sistema financeiro enfrenta são hoje uma evidência maior de que muitas pessoas em Washington e em Wall Street foram irresponsáveis”, afirmou. “Esta crise é uma grande ameaça para a nossa economia e sua habilidade para criar postos de trabalho com bons salários e ajudar os trabalhadores americanos a pagar suas contas, poupar para o futuro e pagar as hipotecas”.

O Lehman Brothers, quarto maior banco de investimento dos Estados Unidos, anunciou que vai pedir concordata nesta segunda-feira em Nova York, após incorrer em perdas bilionárias em decorrência da crise financeira global. Segundo a BBC, o anúncio, que vinha sendo aguardado ansiosamente por investidores e cerca de 25 mil funcionários, é mais um sinal negativo para a confiança dos mercados – e não o único do fim de semana.

No domingo à noite, o Merrill Lynch, um dos principais bancos de investimento americanos, concordou em ser comprado pelo Bank of America por US$ 50 bilhões para evitar prejuízos maiores. O Bank of America e o britânico Barclays desistiram de adquirir o Lehman Brothers.

Agência Estado

Rizzolo: Uma coisa é certa, a política não específica dos republicanos, mas a visão pura de que não há necessidade de nenhuma intervenção do Estado como agente regulador da economia, está desacreditada. Os EUA estabeleceram uma política econômica demasiadamente liberal, e, é claro, os irresponsáveis e aproveitadores do mercado, levaram a economia à bancarrota. Não se trata em si de política econômica partidária, mas conceituação econômica por demais neoliberal. Agora contudo, a visão é outra, e o mais interessante é o apregoamento da não participação do Estado regulador quando as coisas andam, mas quando nada dá certo socorre-se ao Estado protetor. Isso não chancela a opinião de Obama tentando capitalizar os problemas econômico em votos, A inexperiência de Obama dificilmente saberia de forma eficiente contornar problemas deste vulto. Falar é fácil.

McCain lidera com 47% das intenções de voto nos EUA

SÃO PAULO – Pesquisa divulgada hoje pela empresa Gallup mostra que o candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, John McCain, tem ligeira vantagem – com 47% dos eleitores registrados – sobre o democrata Barack Obama, que conta com 45% das intenções de voto, caso a eleição fosse realizada hoje.

Estes números, baseados em entrevistas realizadas entre os dias 11 e 13 de setembro, são os mesmos divulgados em relatório de ontem. McCain aparece em vantagem nos últimos dias de até 5 pontos porcentuais, mas a margem se reduziu para um empate estatístico nas três últimas pesquisas, de acordo com o site do Gallup.
Agência estado

Rizzolo: É como este Blog sempre diz, quero ver na hora “H” a coragem de alguém em votar em Obama. Está mais do que claro que Barack Obama é um cidadão com um bom discurso apenas, fala em futuro, no novo, mas de experiência mesmo e de concreto nada fez. Há tempos, mesmo quando todos ainda falavam e se encantavam com Obama já tinha eu pulado fora desse barco. Sento o ” cheiro” de ” fria”, não sou cidadão americano, contudo se o fosse jamais votaria em Obama. Não é de confiança e uma excelência em incompetência.

Ah! Mas o Rizzolo é um cara traiçoeiro, no início apoiava Chavez, e de repente mudou, no início apoiava Obama, mas depois mudou, no início aplaudia Lula e depois surgiu restrições. Sou assim mesmo, tenho a coragem de me retratar quando erro, assumo e não tenho vergonha. Só é dado aos mortos o direito de não mudar de idéia. A esquerda que se dane com suas opiniões. Quando reconheço de quem quer que seja uma proposta boa, seja de esquerda ou direita, apóio. Não tenho compromisso com ninguém, sou livre, ninguém me patrocina ou me apóia, nenhum jornal, nenhum meio de comunicação, nada, aliás querem mais é que eu suma, afinal 190.000 hits em 16 meses dá para incomodar. Problema deles!