Egito manda sacrificar todos os porcos do país por causa da gripe suína

O governo do Egito ordenou nesta quarta-feira (20) que centenas de milhares de porcos sejam sacrificados como medida de precaução por causa da gripe suína.

O movimento não deve prevenir a expansão do vírus H1N1, que já matou ao menos 7 pessoas no México e 1 nos EUA , uma vez que a doença é transmitida por humanos e não há registro de contágio nos suínos egípcios.

Mas o sacrifício de porcos, considerados impuros no conservador Egito, pode servir para tranquilizar a população.Os porcos são criados no país apenas pelas minorias cristãs.

Especialistas acreditam que uma pandemia de gripe poderia se espalhar rapidamente pelo Egito e ter efeito devastador no mais populoso país árabe, que tem a maioria de seus 80 milhões de habitantes concentrados no Vale do Nilo.
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Rizzolo: O extermínio de todos os porcos no Egito serve apenas para tranquilizar a população vez que a transmissão do vírus se dá de humano para humano. De qualquer forma, melhor seria nunca tê-los tido por perto e não ingeri-los; talvez então, não estaríamos diante de tal tragédia. Existe um antigo livro que preconiza o não consumo de carne de porco: a Bíblia, é só ler, acreditar, e agir enquanto é tempo. Não gosto de dar uma conotação religiosa a uma epidemia, mas sempre é tempo para refletirmos as nossas opções de vida e de alimentação.

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A Gripe Suína e a Humanidade

A fragilidade humana diante da natureza passa a ser assustadora quando nos deparamos com as novas doenças que surgem, principalmente aquelas relacionadas à infectologia. Na história da humanidade muitas foram as pestes que assolaram populações inteiras, e a problemática das epidemias sempre foi alvo de estudo da ciência e da medicina.

Os conceitos de transmissão das doenças contagiosas avançaram muito, e hoje podemos de forma clara constatar, a origem das doenças transmissíveis. Contudo vale salientar, que se avanços houveram em relação à pesquisa no campo da infectologia, no tocante as causas que propiciam o desenvolver das novas doenças, permanecem estas inalteradas, e de certa forma até potencializadas face ao abandono e ao abrandamento dos princípios básicos de fatores preponderantes e desencadeadores das propagações.

O aumento populacional, o estilo de vida, a ingestão maciça de carne animal, bem como a produção de grãos visando a criação cada vez maior de aves, suínos e bovinos – confinados estes, em grandes núcleos populacionais – nos remete a uma reflexão sobre esse meio de cultura perigoso, onde animais e seres humanos passam a ser atores biológicos, no desenvolvimento de novos tipos de vírus e bactérias.

Já no Antigo Testamento (Torah), as doenças contagiosas eram narradas com a descrição e a forma de prevenção, as quais surgiam dentro de um modelo religioso onde a caracterização das mesmas, continham conotações de estilo de vida, que esbarravam nos conceitos de alimentação e de obediência à Deus. Na verdade, a imposição das normas, vinham de encontro aos principais conceitos até hoje observados, no campo da infectologia e da saúde pública.

A gripe suína nos leva a uma profunda reflexão sobre a nossa relação com os animais, com a natureza, com o ecossistema, e acima de tudo sobre o fato de cada vez mais tornarmos o nosso hábito alimentar, num ato de paz em sintonia com natureza, e a crição divina, libertando assim os animais da triste missão covarde de fazê-los nos alimentar. Vamos libertar os animais, e quem sabe assim possamos nos libertar das pestes que nos aprisionam, e da triste violência sem limite contra os seres vivos da Terra.

Fernando Rizzolo

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Lula pede que não se faça “terrorismo” com gripe suína

Brasília, 28 abr (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu hoje que todas as informações sobre a gripe suína sejam tratadas com “cautela” e exigiu que “não se faça terrorismo” com a doença, pois o país “está preparado” para enfrentá-la.

“Temos remédios para atender às pessoas e vamos fazer a fiscalização devida nos aeroportos”, declarou o presidente no Acre, para onde viajou hoje para se reunir com o presidente peruano, Alan García.

Segundo Lula, se trata de “um momento de cautela e prevenção, e não de fazer terrorismo”. Por isso, apelou à “responsabilidade” da imprensa, para que não se gere pânico no país.

Até agora, no Brasil o número de casos suspeitos está em 20 e foram localizados em Amazonas, Bahia, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Santa Catarina.

Essas 20 pessoas permanecem hospitalizadas e todas chegaram ao país nos últimos dias, procedentes de México ou Estados Unidos, com sintomas da doença.
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Rizzolo: A grande questão é sabermos até que ponto a doença atingiu ou atinge o Brasil, e constatarmos a capacidade de atuação do governo no enfrentamento da doença. Como tudo no Brasil gera em torno de popularidade, e os números ainda são muito incipientes, estamos completamente na escuridão dos dados.

“A pior pandemia do século 20 aconteceu (…) em 1918 e também começou como uma pandemia relativamente branda que não chegou a ser muito notada na maioria dos lugares. Depois, ela se tornou uma pandemia bastante séria, um dos mais sérios episódios de doenças contagiosas já registrados”, como afirmou o Diretor-geral adjunto para segurança sanitária da OMS, Keiji Fukuda.

Bem melhor seria usarmos o termo cautela, em não afirmarmos que ” o Brasil está preparado”; até porque nem sequer sabemos quantos doentes existem; poderá haver pouco impacto ou muita infecção. É a marolinha desta feita agindo no campo da subjetividade, e atuando mais uma vez com força no fator popularidade. É o Brasil podendo incorrer numa triste ” marolinha suína “.

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OMS espera análise dos EUA de transmissão da gripe entre humanos

GENEBRA (Reuters) – A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta terça-feira que aguarda a confirmação oficial das autoridades norte-americanas de que o novo vírus da gripe suína se espalhou de maneira significativa entre pessoas, um sinal que pode indicar uma pandemia de gripe “iminente”.

A confirmação de que pessoas infectadas com o vírus em dois países estão transmitindo a nova doença a seus familiares ou contatos com frequência se enquadra nos critérios da OMS para declarar alerta de fase 5 em sua escala que vai de 1 a 6.

A agência das Nações Unidas elevou seu nível de alerta de pandemia da fase 3 para a fase 4 na segunda-feira, após o vírus se espalhar para a Europa.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) disse na segunda-feira que algumas pessoas que tiveram contato com pessoas em quem a gripe foi confirmada também estão apresentando sintomas semelhantes aos da gripe.

“Parece, e acho que ainda estamos aguardando uma confirmação final das autoridades dos EUA, mas parece que há vários casos em Nova York que parecem ser de transmissão de humanos para humanos”, disse em um briefing a jornalistas um porta-voz da OMS, Gregory Hartl.

Tal transmissão secundária do vírus é “provável”, disse ele a repórteres mais tarde, acrescentando: “Se tivermos uma confirmação dos Estados Unidos ou Canadá, poderemos passar para a fase 5.”

O comitê de emergência que recomendou a passagem para a fase 4 na tarde de segunda-feira — “um momento de virada”, segundo Hartl — não estava previsto para reunir-se na terça-feira. Mas seus especialistas podem ser convocados a qualquer momento para tomar decisões desse tipo.

Já houve casos em que pessoas contraíram gripe suína de porcos, mas a doença parou nelas. A gripe aviária ocasionalmente foi transmitida de uma pessoa para apenas mais uma pessoa, e então parou.

Mas a nova gripe H1N1 parece estar se disseminando além dessa cadeia limitada, e é isso o que preocupa a OMS.

DÚVIDA CENTRAL

Mais de 15 epidemiologistas da OMS foram enviados ao México para ajudar as autoridades desse país a combater os surtos do vírus na capital Cidade do México e duas outras áreas.

Até agora, segundo Hartl, 26 casos de gripe suína foram confirmados no México com exames laboratoriais. Sete dessas pessoas morreram.

“O que foi visto com essas pesquisas epidemiológicas é que provavelmente houve três ondas menores de transmissão de humanos para humanos e que agora há um crescimento dos casos suspeitos”, afirmou do México.

A OMS tem confirmação laboratorial oficial de um total de 79 casos do novo vírus da gripe suína em todo o mundo. Os casos confirmados incluem 40 nos Estados Unidos, 26 no México, seis no Canadá e um na Espanha.

O total oficial da OMS não inclui dois casos confirmados pelas autoridades britânicas, de um casal escocês que retornou de sua lua-de-mel em Cancún, no México, disse Hartl, nem casos anunciados pelas autoridades da Nova Zelândia e de Israel.

A OMS, sediada em Genebra, exige a notificação legal formal dos casos.

As autoridades mexicanas dizem que o novo vírus já matou 149 pessoas no México, mas ainda estão investigando.

Uma dúvida central é por que o México é o único país em que foram confirmadas mortes até agora, embora o índice de mortalidade venha sendo relativamente baixo em relação ao número de casos da doença. Em outros países os casos da doença têm sido brandos.

“Não entendemos por que a doença vem sendo mais grave no México”, disse Hartl.

“Será que ocorreu co-infecção? As pessoas podem estar infectadas com outras doenças, o que teria agravado a gripe. Talvez tenham imunossupressão. Talvez só tenham sido medicadas tarde demais, talvez a doença não tenha sido reconhecida.”

As autoridades de saúde também não sabem onde começou o vírus, que possui elementos de gripe aviária e gripe humana.

Até agora, todos os casos suspeitos e confirmados de gripe suína no surto atual envolveram a contaminação por outra pessoa, diferentemente dos casos de gripe aviária em humanos, que em sua maioria envolvem contato com aves infectadas.
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Rizzolo: A situação é preocupante e os dados não confirmam uma melhora. A grande questão é a forma letal do vírus no México. Provavelmente, deve haver alguma relação com a predisposição do organismo, como falta de uma boa alimentação e o clima. É comum relacionar o início de uma epidemia com uma maior virulência, e depois de certo tempo, geralmente o vírus se torna mais brando. O Brasil na verdade, não está preparado para enfrentar esta doença, essa é a verdade que deveria ser dita pelas autoridades.

De qualquer forma o curso da doença evolui e a observação nos centros de diagnósticos continuam. Só uma observação que deveria ser avaliada: há muito se sabe que porcos são animais perigosos do ponto de vista da infectologia, não sou médico mas aprendi que porcos não são animais saudáveis para os humanos ingerir, e isto já está recomendado no Antigo Testamento ( Torá ).

E tudo nesta doença, começou nos porcos. Não gosto de dar conotação religiosa a uma eventual pandemia, mas vale a pena repensar o estilo de vida das pessoas que ingerem carne animal, não respitam o planeta, fazem da alimentação um ato de violência contra os animais, e não ainda não acreditam nas recomendações de um livro muito antigo e conhecido chamado Bíblia. É só ler.

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Proteção aos animais

O judaísmo proíbe o sofrimento de animais. Podemos ver isto refletido em vários preceitos. Por exemplo, existe a proibição de “tsaar baalei chaim” – provocar um animal, causando-lhe sofrimento. Mas nossas leis vão além disto.

A Torá nos ensina que o dono de um animal deve alimentá-lo e lhe dar de beber antes que o próprio dono tenha sua refeição. As próprias leis de shechitá – o procedimento do abate do animal, sem o qual estamos proibidos de comê-lo, visam causar o mínimo de sofrimento para o animal.

Uma vez que deixamos claro este ponto, podemos partir para o ponto principal. Tudo o que existe de material neste mundo pode ser elevado para um nível espiritual. Quando recitamos a bênção sobre o alimento, e usamos a energia que ele nos fornece para o trabalho divino em nosso dia-a-dia, estamos o elevando para um nível espiritual. Quando usamos um certo membro de nosso corpo para cumprir uma mitsvá, estamos elevando-o para um nível espiritual.

Você não sabia que leões comem zebras, que leopardos comem antílopes, tigres comem tudo que podem matar? E na maioria das vezes, os mortos são os indefesos filhotes, os velhos e doentes. Portanto, quem criou estas criaturas e esta ordem da natureza?

Se você estiver pensando nos sacrifícios no Templo Sagrado, lhe pergunto: O que torna os sacrifícios do templo mais cruéis que isso? Na verdade, a crueldade da selva é cruel apenas a nossos olhos. Para os animais, ela não existe. Como disse o sapo ao Rei David (Midrash, Perek Shira): “Eu tenho uma mitsvá maior que qualquer uma sua. Pois existe um pássaro que vive no pântano e tem fome. E eu me sacrifico para alimentá-lo.”

Para os animais, ser comido é apenas ser transformado, de um ser para outro, num ciclo interminável de metamorfoses. As folhas se tornam um cervo, o cervo numa pantera, ou num ser humano. A pantera ou o ser humano retorna à terra e alimenta as árvores que produzem folhas. E esta é sua realização, sua mitsvá da vida.

A Torá acrescenta outra dimensão, uma dimensão sobrenatural à ordem da natureza. A grama se transforma em vaca, a vaca torna-se parte do ser humano e o humano desempenha um ato Divino. Melhor ainda, a vaca entra diretamente no mundo do Divino, engolida pelo fogo do altar e consumida pelos anjos Acima que são alimentados, segundo a Cabalá, pelos sacrifícios no Templo. E então aqueles seres angélicos respondem, devolvendo vida e santidade a todas as vacas aqui embaixo neste mundo.

Se até mesmo um pedaço de peixe que é consumido por uma pessoa, que usara sua energia para fazer uma mitsvá, torna-se elevado, imagine a elevação de um animal que é sacrificado no Templo Sagrado, o local mais sagrado do mundo todo. E mais ainda no caso da vaca vermelha, que é usada para a purificação das pessoas!

O sacrifício de um animal no Templo Sagrado não era um ato de crueldade, nem um desprezo a um ser vivo, já que isto contradiz toda a essência do local.

Quando um animal é sacrificado no Templo, contribuindo para a purificação das pessoas, este recebe um significado eterno.

Isso pede uma história como explicação (Baba Metzia 85a):

Rabi Yehuda HaNassi era um perfeito tsadic, porém passou por grandes sofrimentos. Como isso começou? Por intermédio de algo que ele fez.

Ele estava caminhando pela praça quando um bezerro sendo levado ao matadouro correu para ele e escondeu-se sob sua capa. Ele disse ao animal: “Vá! Para isso você foi criado.” E foi aí que seu sofrimento começou.

E terminou com outra ação. Sua criada estava varrendo o chão e encontrou os filhotes de uma fuinha aninhados entre as tábuas do piso. Ela começou a varrê-los, quando ele a fez parar. “Está escrito” – disse ele – “que Sua compaixão está sobre todas as Suas obras.” Foi então que seu sofrimento cessou.

Não podemos mesmo entender, porque o fato de não entendermos é que nos permite ter compaixão.

O Báal Shem Tov, durante os anos em que era um místico oculto, ganhava seu sustento abatendo galinhas e outros animais para as comunidades judaicas antes das Festas. Quando deixou esta profissão, um novo abatedor tomou seu lugar. Certo dia, o gentio ajudante de um dos aldeões judeus levou uma galinha ao novo abatedor. Quando o homem começou a afiar sua faca, o gentio olhou e começou a rir. “Você molha sua faca com água antes de afiá-la!” exclamou ele. “E então você simplesmente começa a cortar?”

“O que mais poderia ser?” perguntou o abatedor.

“Yisroelik (o Báal Shem Tov) chorava até que tivesse lágrimas suficientes para molhar a faca. Depois chorava enquanto afiava o instrumento. Somente então ele cortava!”

A Torá nos ordena não causar dor desnecessária a qualquer ser vivo. Nenhuma distinção é feita se o ser vivo é uma vaca, um lagarto ou uma mosca.

Rabi Sholom DovBer de Lubavitch certa vez repreendeu seu filho por ter arrancado a folha de uma árvore, dizendo: “O que o faz pensar que o “Eu” da árvore vale menos que o seu “Eu”?

Mesmo quando parece necessário consumir a vida de outro, existem regras.

Uma pessoa com a mente vazia, ensinaram os Sábios, não tem o direito de comer carne. Eles disseram também para jamais comer carne com fome – primeiro satisfaça a fome com pão. Uma pessoa que ingere carne somente para agradar o paladar e seu estômago degrada tanto a si mesmo quanto o animal. Mas se ele “come conscientemente” – para domar aquelas energias animais a fazer o bem; comer para elevar o animal a um novo reino da existência; comer para pelo menos dar ao animal aquilo que ele nos dá – então isso se torna uma maneira de conectar-se com o Divino e elevar nosso universo.

Quanto aos anjos e sua parte na história: “Uma vez que o Templo foi destruído” – declara o Talmud – “a mesa de todo homem expia por ele.” Sua mesa é um altar. Os anjos são convidados. Coma com humildade e com compaixão, e conscientemente. Faça sua parte no Divino ciclo da vida

Fonte: site do Beit Chabad

Tehna um sábdo de paz e uma ótima semana !

Fernando Rizzolo

A luta na superação das dificuldades e o respeito às instituições

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Como de costume, todo Sábado procuro não escrever textos que não estejam relacionados com o Shabbat, e com o estudo da Tora. Sem querer dar uma conotação religiosa pessoal ao que escrevo, me permito dirigir me a você, que acompanha minhas reflexões diariamente, e de forma humilde, compartilhar com o amigo(a) esses momentos dos meus estudos no Shabbat, que se iniciam às sextas-feiras, quando me recolho duas horas antes da primeira estrela surgir na Sinagoga ortodoxa que freqüento em São Paulo.

Como já disse anteriormente, tenho profundo respeito por todas as religiões e acima de tudo sou um brasileiro patriota, amo meu país e o povo brasileiro, e tenho sim, uma grande satisfação espiritual em ao estudar a Parashá ( Porção da Tora semanal) relacioná-la ao que vivemos nos dias atuais. Como é uma reflexão de estudo pessoal, baseada na introspecção, recomendo a todos que acompanhem no Antigo testamento ( Tora) os comentários aqui expostos , para que possamos ter uma semana de paz, e que através dos estudos possamos compreender nossas vidas e encontrar formas na visão de Hashem ( Deus), para construirmos um Brasil cada vez mais digno e com mais justiça social, que é a base do Judaísmo e do Cristianismo.

A Parashá desta semana chama-se Vayishlach, e inicia-se com Yaacov (Jacó) e sua família retornando da casa de Laban (Labão) para a Terra de Israel, apenas para encontrar Esav (Esaú) marchando em sua direção com 400 homens, aparentemente prontos para a batalha. Após preparar a família para a guerra e rezar a Deus pedindo ajuda, Yaacov tenta aplacar a ira de seu irmão, enviando-lhe inúmeros e valiosos presentes.

Depois de a família cruzar o rio a fim de aguardar o encontro com Esav, Yaacov é deixado sozinho e entra noite adentro em confronto com um anjo disfarçado de homem. Embora Yaacov saia vitorioso, acaba ficando manco ao deslocar o quadril na luta. Unindo-se novamente à família, Yaacov encontra Esav, que o aceita com um recém-despertado amor fraterno, e insiste em escoltar Yaacov até seu destino.

Yaacov declara que não deseja incomodar Esav, e eles se separam. Uma nova crise ocorre quando a filha de Yaacov, Diná, é raptada e estuprada por Sechem, o príncipe de uma cidade do mesmo nome. Os filhos de Yaacov, ultrajados pela humilhação causada à irmã, engoda os habitantes da cidade a circuncidarem-se a si mesmos, assumindo que eles terão permissão de realizar casamentos mistos com a família de Yaacov.

Shimon e Levi (dois dos irmãos) dizimam então toda a cidade e salvam Diná. Yaacov retorna à Bet El, onde D’us lhe aparecera originalmente no sonho da escada (mencionado na porção da semana anterior) e lá constrói um altar. D’us abençoa Yaacov e lhe dá um nome adicional, Israel.

Logo depois, Rachel morre ao dar à luz a Binyamin (Benjamin), décimo segundo filho de Yaacov e segundo de Rachel, e Yaacov a sepulta em Bet Lechem. Finalmente, Yaacov volta para casa e se reúne a seu pai Yitschac. A Torá relata que Yitschac morreu aos 180 anos de idade, e a porção termina com uma demorada genealogia da família de Esav.

Primeiramente encontramos Jacó apreensivo em encontrar seu irmão Esaú pois não sabe qual seria sua reação, pois tinha informação que viria ele Esaú com 400 homens para destrui-lo. Jacó que sempre representou o bem se vê preocupado com uma suposta agressão do mal representado por Esaú. Após ter tomado todas a medidas de segurança , quando foi dormir completamente só “, um estranho apareceu lutou com ele até antes de romper a aurora. Quando o estranho viu que não podia vencê-lo, tocou a junção superior da coxa ( de Jacó). A junção do quadril de Jacó foi deslocada quando ele lutou com ( o estranho) ”

Essa passagem é uma das mais interessantes da Parasha. Quem era esse estranho ? De acordo com a tradição era ” Samael ” anjo guardião de Esaú e a encarnação do mal. Observem que de repende um espírito surgiu e o atacou. Mais adiante, quando o estranho percebeu que não podia vence-lo pediu a Jacó que o liberasse, pois a aurora estava rompendo, Jacó disse não. A não ser que você me abençoe ! O anjo mal perguntou então a Jacó ? Qual é o teu nome ? Disse ele não deixando o anjo ir embora, Jacó. Respondeu então o anjo ” Teu nome não será mais Jacó, mas Israel, pois tu me venceste.

Dessa passagem podemos observar que precisamos estar preparados para enfrentar na força, quando necessário, nossos inimigos, e muitos dos nossos inimigos só nos abençoam e nos respeitam quando sabem que podem perder a luta e reconhecendo nosso eventual poder de resposta . Observem o efeito surpresa do inimigo, na realidade Jacó foi surpreendido, faço uma relação muito próxima com a necessidade da proteção da nossa soberania, de estarmos preparados para enfrenatrar os ” estranhos ” que possam surgir nas nossas vidas e no nosso país. Sempre nos portamos uma nação de bem, como Jacó, já fomos o bastante enganados, como Jacó, e poderemos ser surpreendidos por ” anjos do mal ” como Jacó.

Outra questão dessa Parashá é o fato dos filhos de Jacó, Shimon e Levi (dois dos irmãos) dizimarem então toda a cidade e salvarem Diná. Quando Shimon e Levi atacam a cidade de Shechem e subjugam os habitantes para salvar sua irmã Diná, a Torá muda de tom para descrevê-los como sendo “os dois filhos de Yaacov” (Bereshit 34:25). Nesta altura certamente já estamos bem informados sobre a genealogia deles. Rashi comenta que ao repetir o óbvio, a Torá está destacando o fato de que, embora obviamente eles fossem filhos de Yaacov, não estavam agindo como tal, pois não procuraram seu conselho a respeito desta questão.

Se nos perguntassem qual a qualidade essencial para que alguém seja considerado “agindo como um filho”, nossa primeira idéia seria provavelmente honrando os pais ou cuidando de suas necessidades. Mas Rashi aparentemente está nos revelando algo diferente. Os fatores mais básicos para ser considerado como “um filho” é que busque o conselho de seus pais, o que não ocorreu, fizeram aquilo sem consultar seu pai, de forma ditatorial, sem respeitar a amplitude do conhecimento , e isso podemos inferir no comportamento daqueles tiranos que de muitas formas surgem; respeitar as instituições é respeitar o pai, e as instituições são reflexos dos anseios do povo, consultá-los se faz importante. Quem é o pai de uma nação ? Não seria o povo ? O popular ? Porque não consulta-los ? A torá é clara e condena despotismo de poucos, para isso nos baseamos na necessiade da democracia participativa, não podemos ser enganados como assim foi Jacó por Labão , explorando-o e enganado-o como vimos na Parasha´da semana passada , e o que vemos na política brasileira é que os representantes do povo se portam como Labão enganando o povo brasileiro, que é o pai da nação que tem sido vítima constante da democracia representativa perversa onde uma vez eleitos, os tais representantes se envolvem em corrupção, tirando o pouco que o povo brasilero tem, que na sua maioria é explorado e vive na miséria!

Um sábado de paz para você !

Fernando Rizzolo