Empresários bolivianos lamentam restrições dos EUA

LA PAZ – A crise financeira internacional atingirá a Bolívia em dobro, após os Estados Unidos decidirem fechar seu mercado para os têxteis e manufaturas bolivianos, em meio à crise política do país sul-americano. O governo norte-americano iniciou um processo para suspender a Bolívia do Sistema de Preferências Tarifárias (ATPDEA), sob a alegação de que o governo boliviano não colabora na luta antidrogas. “É uma lástima que a Bolívia perca o ATPDEA, justamente quando devia assegurar o maior mercado do mundo, na ante-sala de uma crise financeira de escala mundial”, disse o presidente do Instituto Boliviano de Comércio Exterior (IBCE), Ernesto Antelo, ligado ao empresariado.

Há quase três semanas o presidente Evo Morales expulsou o embaixador dos EUA, Philip Goldberg, o que piorou a relação entre os países. Morales acusou o representante norte-americano de ingerência na política boliviana. O governo dos Estados Unidos, que nega a acusação, respondeu expulsando o embaixador boliviano de Washington.

La Paz minimizou a perda, prevista para começar no fim de outubro. Segundo o ministro de Relações Exteriores, David Choquehuanca, essas preferências responderam em 2007 por apenas 17% das vendas do país aos EUA. O ministro da Fazenda, Luis Alberto Arce, afirmou que a crise no sistema financeiro dos Estados Unidos terá efeito “mínimo” sobre a economia boliviana.
Agência Estado

Rizzolo: Engraçado, a turma do socialismo bolivariano, ” pinta e borda”, pincelam o ódio em relação aos EUA de todas as formas, expulsam o embaixador americano, gritam e xingam os EUA e ainda querem receber as benesses tarifárias. Os maiores prejudicados infelizmente, são os empresários exportadores. O governo boliviano, enfrentará dificuldades em relação a nova Constituição que o presidente Evo Morales pretende levar a referendo, haverá resistência por parte do empresariado.

O índio Morales, que de índio no meu entender nada tem, está se complicando cada vez mais. Aliás, por falar em índio, a moda de ” virar índio” pegou na América Latina, no Brasil por exemplo, muitos descobriram que virar índio é um bom negócio, o problema é que para tirar fotos eles precisam se vestir de “índio”, colocar aquele bermudão, e um penacho que geralmente é comprado na Rua 25 de março, em São Paulo. O que tem de “índio” comprando pena na Rua 25 de março não é brincadeira. Nada contra se vestir de “índio”, o problema é que no frio pode-se pegar pneumonia, principalmente na Raposa Serra do Sol. Nada contra os índios de verdade, só em relação aos ” covers”. Só um pouquinho de humor judaico, vai.. (risos..)

Crédito para exportador cai pela metade após piora da crise

SÃO PAULO – O Banco Central (BC) divulgou nesta quarta-feira, 1, dados que mostram uma forte redução do volume de Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC) após o fim de semana de derrocada do banco de investimento Lehman Brothers. Essa linha de crédito é usada para financiar a produção de boa parte das empresas que vendem ao exterior. A média diária de contratos desse tipo fechados nas duas semanas seguintes à piora da crise foi 51,7% menor que a registrada na primeira quinzena do mês.

Os dados revelam que os empréstimos para as empresas que vendem ao exterior estão mais difíceis, com juros maiores e prazos menores. A combinação faz com que bancos emprestem cada vez menos.

O levantamento do BC mostra que a média diária de contratos de ACC entre 15 e 26 de setembro foi de US$ 164,9 milhões. A cifra é 51,77% menor que a média de US$ 342 milhões verificada nas duas primeiras semanas do mês, entre os dias 1º e 12. A mudança de patamar dos números coincide com a última tentativa de socorro ao Lehman Brothers e a piora do cenário global que ocorreu exatamente no fim de semana entre os dois períodos, entre os dias 13 e 14 de setembro.

O pior dia do mês foi a segunda-feira, dia 22, em que apenas US$ 117 milhões em contratos de ACC foram fechados. O melhor dia foi a quarta-feira, 10, quando contratos somaram US$ 457 milhões.

Além de mais difícil e caro, o prazo das operações de ACC caiu. Em agosto, o estoque dos empréstimos para exportação tinha, na média, 130 dias, número que tem oscilado pouco nas últimas semanas. Há poucos meses, em abril, o prazo era maior: estava em 141 dias.

Agência Estado

Rizzolo: Muito embora o presidente Lula negue que seu governo esteja preparando um pacote de medidas para amenizar os efeitos da crise financeira internacional no Brasil, entendo que seria sim interessante não só um pacote de medidas, mas uma visão mais acentuada da gravidade da situação, principalmente no que diz respeito as linhas de créditos usadas para financiar a produção das empresas que vendem ao exterior.

Desde o início da crise este blog vem alertando em relação às dificuldades que as empresas terão ao Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC). Com efeito o governo deve elaborar um ” socorro” urgente a essa captação. Existe um receio político por parte do governo em não enxergar a realidade dos fatos, no meu ponto de vista, um receio que beira a imprudência.

Hoje, além da questão americana, existe o componente europeu da crise. Os bancos europeus têm uma alavancagem gigante e são imensos. Além disso, os políticos são muito confusos e as questões não são tratadas de forma organizada. Alguns bancos grandes ficaram muito maior que o país onde estão instalados. No Brasil, da forma em que as coisas caminham, haverá um aperto no crédito muito forte, que deve reduzir muito o crescimento econômico.

O maior risco agora são os possíveis problemas com os bancos europeus. “Politicamente lá as coisas são muito mais lentas, muito mais complicadas. Lá os bancos têm uma alavancagem gigante e são imensos. Além disso, os políticos são muito mais atrapalhados e as questões não são tratadas de forma organizada. Alguns bancos grandes ficaram muito maior que o país onde estão instalados”,

Crise nos EUA aprofunda divisões na América do Sul, diz jornal

Na América Latina há uma crescente divisão entre países que abraçam certas políticas de livre mercado americanas e os que as rejeitam, segundo uma reportagem publicada nesta quarta-feira no jornal americano Washington Post.

“O porta-voz líder do lado anti-americano é Hugo Chávez, que viajou ao Brasil na terça-feira e pediu aos países vizinhos que continuem a se desconectar da economia americana, classificada por ele como ‘vagão de morte'”, diz o jornal, no artigo intitulado “Crise nos EUA aprofunda divisões na América do Sul”.

“Na Bolívia, Evo Morales disse que as empresas estão sendo nacionalizadas para que as pessoas tenham dinheiro, enquanto nos Estados Unidos querem nacionalizar dívidas e a crise das pessoas que já têm dinheiro”.
Segundo o Washington Post, alguns analistas e economistas estão receosos de que países que expressam seu antagonismo aos Estados Unidos –Venezuela, Bolívia, Equador e em certa parte a Argentina– explorem a crise para tirar “benefícios políticos”.

“Ganância sem limites”

O jornal diz que a crise financeira mundial fez o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, mudar o discurso e subir o tom em relação aos Estados Unidos e destaca as declarações de Lula durante a abertura da reunião da Assembléia Geral da ONU em Nova York, na semana passada.

“Lula enfatizou que ‘a ganância sem limites’ de poucos não poderia ser carregada por todos, e que as economias emergentes haviam feito seu melhor para seguir boas políticas fiscais, não podendo ser vítimas do cassino erguido pela economia americana”.

Segundo o diário americano, a crise no setor financeiro americano “picou” os mercados emergentes e enfureceu líderes que “engoliram” durante anos os conselhos americanos sobre responsabilidade fiscal.

“Na América Latina, onde vários líderes fizeram de suas diferenças ideológicas com os Estados Unidos uma parte central de sua retórica, a crise parece ter degradado ainda mais a credibilidade americana”.

Sobre os efeitos da crise no Brasil, o diário destaca que o destino da China terá importância mais imediata sobre as exportações brasileiras do que o que acontecer nos Estados Unidos.

“Ainda assim, alguns economistas prevêem que a taxa de crescimento do Brasil, projetada para 5% este ano, poderá cair para apenas 2% em 2009 se os Estados Unidos forem dominados por uma recessão”.
Folha online

Rizzolo: Já comentei várias vezes o fato de que não podemos nos igualar do ponto de vista político com o chavismo, e seus discípulos. Mas ao que parece de nada adianta apregoarmos no Brasil uma política internacional menos populista e mais realista. É impressionante como ao se virem juntos, Chavez, Morales, Correa, e Lula compactuam eles irmanamente das mesmas idéias, e dos discursos quase imperceptíveis do ponto de vista ideológico em relação aos EUA. Amaldiçoar os EUA, como um ” grande satã”, ou amaldiçoar o capitalismo se referindo aos banqueiros e ao sistema financeiro americano como culpado, não vai resolver o problema, em si, a não ser a popularidade daqueles que se utilizam da crise para alavancar prestígio, blindar-se, e ao mesmo tempo jogar a culpa no mercado americano.

É claro que houve sim uma falta de regulação financeira, isso todos sabem, mas é o regime capitalista, é o sistema capitalista. Ora, não vamos conseguir mudar o mercado financeiro americano e mundial, ou o capitalismo, portanto, discursos de Chavez, Lula, Morales, ou seja, essa retórica que os petistas e a esquerda tanto gosta, serve apenas para se eximir de uma eventual queda de popularidade. É a tal mania que persiste na esquerda da América Latina de sempre culpar os EUA. Aliás por culpar os EUA, será que o presidente Lula tirou satisfação de Chavez em relação às manobras no Caribe com os russos? Ah! Provavelmente, os russos podem não é, agora a Quarta Frota pertence ao grande satã… Eh! Brasil…..Os discos de Mercedes Sosa ainda fazem sucesso por aqui…

Risco de contágio da economia real já mobiliza governo

Da BBC Brasil em São Paulo – Um dia após o agravamento da crise nos mercados, o governo brasileiro negou a existência de um pacote, mas admitiu que estuda formas de evitar um primeiro risco de contágio à economia real: a redução de crédito para empresas exportadoras.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Miguel Jorge, disse que o governo apresentará, até a semana que vem, um plano cujo objetivo é ampliar as fontes de crédito para essas empresas.

Já o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse em entrevista à Globonews que existe uma determinação do presidente Lula no sentido de evitar que a economia brasileira seja contaminada. A prioridade é garantir a oferta de crédito às empresas, sobretudo às exportadoras.

Estima-se que metade das exportações brasileiras sejam financiadas por bancos no exterior. Isso porque o crédito no Brasil, baseado na Selic (13,75%), chega a ser o dobro do que é cobrado lá fora. Somente duas instituições no país, que são o BNDES e o Banco do Brasil, conseguem oferecer financiamentos com valores no padrão internacional, mas seu caixa é restrito.

O crédito é essencial para as empresas que trabalham com comércio exterior, pois em geral o pagamento é efetuado meses após o embarque do produto. Quem não tem capital de giro suficiente para arcar com esse custo é obrigado a procurar um financiamento bancário.

A avaliação do professor do Ibmec São Paulo, Ricardo José Almeida, é de que o plano do governo para ampliar as fontes existentes de financiamento é válida, mas não é suficiente.

“O setor precisa de um plano mais abrangente, que crie condições, por exemplo, de que parte da exportação seja voltada para o mercado interno”, diz.

Uma forma seria identificar setores onde há espaço para se estimular o consumo doméstico, como o de construção civil. “Existem segmentos com demanda reprimida”, afirma. Ele lembra que o mundo irá consumir menos nos próximos meses, até anos, e que os exportadores brasileiros precisam trabalhar com esse cenário.

Segundo o presidente da Associação de Comercio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, algumas empresas vêm preferindo aguardar antes de fechar novos contratos de exportação. Para ele, a recente alta do dólar, ao contrário do que se imagina, não chega a ser uma boa notícia. “O ganho com a alta do câmbio nem de longe compensa a elevação do custo do crédito”, explica.

A preocupação do governo é de que as empresas passem a congelar os contratos, deixando de exportar. “A paralisia atual, se persistir, pode ter impactos ainda mais desagradáveis na economia, como demissões”, afirma Almeida.

As exportações são responsáveis por 14% do PIB no Brasil, pouco quando comparado a outros países emergentes. No entanto, seu papel na economia é relevante para as contas externas, por representar o principal canal de entrada de dólares no país. BBC Brasil

Agência Estado

Rizzolo: O pior problema é em relação ao crédito às empresas exportadoras. Não acredito que o governo supra ao contento a falta de crédito que ora existia. O pior dessa questão das restrições e da dificuldade de captação de recursos, é que com isso os juros irão aumentar e logicamente esses custos financeiros serão repassados ao produto final gerando como efeito uma inflação, o que por conseqüência, irá gerar mais alta de juros. A dificuldade de crédito já é uma realidade no mercado, e a situação é extremamente séria para as empresas. Os bancos captadores de recursos já encontram dificuldade, e o ” dinheiro ficará mais caro”.

O setor de embalagens por exemplo ” travou” ontem, e na realidade é o primeiro segmento a sentir o impacto da crise. A saída é o fortalecimento do mercado interno, mas que também de certa forma está atrelado ao patamar de juros aplicado. Acho que a estas alturas ” caiu a ficha” do presidente Lula, ao afirmar que isso era um problema de Bush. Mas o presidente fala cada coisa, hein !!! E a popularidade sobe, não é ? !! Só aqui..mesmo…É que o pobre coitadinho que trabalha e ganha pouco, nem tem bem noção da crise, não sabe o que ” subprime”, commodities, plano para salvar a economia americana, etc.., sabe que tem emprego e dinheiro no bolso, por isso Lula é bom, e com certeza o é para ele. Mas a crise está por perto, e esse pobre trabalhador também não vai entender quando chegar o dia que porventura perder seu emprego. Já viu né !

Serra critica ação do governo federal na crise financeira

RECIFE – “Não somos uma ilha de tranqüilidade num mar de turbulência.” A declaração foi feita hoje pelo governador de São Paulo, José Serra (PSDB), ao destacar que o Brasil tende a ser atingido pela crise internacional, e contradiz a avaliação feita nos últimos dias pelo governo federal. “Não sabemos em que proporção, mas o Brasil tem duas vulnerabilidades, o déficit em conta corrente ascendente e a expansão exagerada dos gastos correntes”, afirmou ele, no Recife.

“Para dar conta dos aumentos que se estão dando agora e se programando para o futuro, a receita real tributária no Brasil teria que crescer 9% ao ano, real”, afirmou. “O quadro fiscal é complexo, não tem Lei de Responsabilidade Fiscal na esfera federal.” De acordo com o governador paulista, estas fragilidades da economia se destacam quando comparadas com outros países emergentes.

Hoje, porém, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista à imprensa, que a crise financeira é “muito séria” e pode ter impacto no País. “Poderemos correr riscos porque é uma recessão em caráter mundial e pode trazer prejuízos para todos nós.” Mesmo assim, o presidente disse que o Brasil está “precavido”.

Segundo o governador de São Paulo, o governo federal está começando a gastar reservas para manter o valor do real “claramente sobrevalorizado, diria hipervalorizado”. Na sua avaliação, foi até agora “um equívoco” da gestão econômica do governo Lula ter promovido desnecessariamente uma sobrevalorização exagerada, que “neste momento, evidentemente, cobra seu preço”.

Para ele, a tendência é desvalorizar e o governo deverá ficar subindo juros mais ainda para poder segurar o dólar, “como se fosse um objetivo em si”, enquanto começa a queimar reservas. “A China, aliás, os países em geral não estão torrando suas reservas, o Brasil começou a fazer isso, espero que não continue”, afirmou Serra.
Agência Estado

Rizzolo: Primeiramente já estava na hora da oposição falar alguma coisa. Serra ao criticar a ação do governo federal- o que o faz com toda razão-, denota já uma nova postura política em relação ao governo Lula. Com efeito a expansão dos gastos correntes, de forma descontrolada é a marca registrada do governo petista. Segurar o dólar fazendo uso das reservas, ou aumentando os juros, são medidas inadequadas e que deverão ter conseqüências. O que ainda nos alivia é que o Brasil é um credor em dólar, e face à desvalorização do real, isso nos coloca numa posição de moderado conforto. Há sim um rigor fiscal em outros países emergentes, mas na visão “lulística” de governar, a gestão deve ser pródiga. Segundo eles gastar muito significa ” gastar com os pobres”. Não é bem assim..

Ano Novo Judaico pára Congresso dos EUA até quinta

WASHINGTON – A Câmara dos Representantes e o Senado dos Estados Unidos estão em recesso hoje e amanhã até o pôr-do-sol, que marca o final do feriado do Ano Novo Judaico, o Rosh Hashaná, de acordo com as sinagogas ortodoxas e conservadoras. Hoje, líderes do Congresso trabalhavam e tentavam desenvolver um plano alternativo ao pacote de ajuda financeira, rejeitado ontem pela Câmara, que seja aceito pelas duas Casas. Entrar em folga no Rosh Hashaná e, uma semana depois, no dia judaico do perdão, o Yom Kippur, é uma prática recente no Congresso dos EUA.

Os primeiros judeus só foram eleitos para a Câmara e para o Senado na década de 1840 e, durante grande parte do século XIX, o Congresso dos EUA se reunia entre dezembro e a primavera (boreal). Como naquela época os congressistas não podiam voltar de maneira rápida para os Estados que representavam, freqüentemente o Congresso se reunia no dia de Natal, 25 de dezembro, de acordo com Donald Ritchie, historiador do Senado.

Mesmo após a mudança do calendário político em 1930, o Congresso norte-americano passou a trabalhar, de uma maneira geral, entre janeiro e a metade do ano, o que não conflitava com os feriados judaicos. O Congresso passou a se reunir também após a metade do ano quando os jatos comerciais entraram em operação, na década de 1960, e permitiram aos congressistas da Costa Oeste do país voltarem mais rápido para casa.

Logo depois, os recessos fixos, que acontecem perto dos feriados religiosos e nacionais, ficaram mais freqüentes. Ritchie afirmou que durante suas três décadas no Senado, observou que alguns líderes tentaram fazer os congressistas trabalharem no Natal e em outros feriados, embora sem sucesso. Atualmente, o Congresso dos EUA tem 13 parlamentares judeus no Senado, que conta com cem cadeiras, e 29 parlamentares na Câmara dos Representantes, que tem 435 cadeiras.
Agência Estado

Rizzolo: Da forma em que está a economia americana, quanto mais feirado melhor, se depender dos feriados judaicos ainda temos o Yom Kipur dia 8. Observem que do ponto de vista de representatividade política os judeus são poucos nos EUA, mas bem maior do que no Brasil onde a maioria dos judeus que se candidatam demonstram timidamente sua origem judaica.

Na realidade existe um componente político em não aprovar o socorro à economia americana; os aproveitadores alegam que o contribuinte não poderia arcar com o prejuízo, mas esquecem que se os bancos quebram, quebram também os correntistas, os investidores, e por tabela os funcionários do banco.

A verdade é que não há saída, e não adianta culpar ” os países ricos, ou os banqueiros exploradores”, como faz Chavez e Lula, o regime capitalista americano é na sua essência não intervencionista, o que de certa forma é um erro, há que se ter um mínimo de regulação financeira.

Contudo exorcizar de vez o liberalismo da economia americana, visando ter um discurso popular e um ” ganho secundário, é de feitio daqueles que gostam de fazê-lo ao som de Mercedes Sosa, ou no saudosismo das músicas de Geraldo Vandré. Que coisa antiga, hein! Eles devem estar falando: ” Foi só acabar o feriado judaico, para esse judeu volta a atormentar! ( risos..)

Obrigado pelos emails de Shaná Tová !!!! Recebi um email de um petista me perguntado, porque eu havia voltado mais cedo da sinagoga. E eu respondi: Sentiram falta ?

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Importadores da Europa e Ásia já cancelam pedidos

O crédito para exportação, que estava escasso na semana passada, secou de vez ontem para as empresas, após a rejeição, pelo Congresso americano, do pacote de ajuda de US$ 700 bilhões às instituições financeiras em crise. Para contornar a restrição de financiamentos, as companhias – e não apenas as exportadoras – já estudam alternativas de emergência para obter recursos financeiros.

“O mercado parou”, afirmou Sérgio Amoroso, presidente do Grupo Orsa, um dos maiores grupos do setor de embalagem de papelão e celulose do País, que fatura US$ 800 milhões, dos quais US$ 300 milhões são provenientes de exportações. “Não sei o que vamos fazer”, disse. Segundo ele, uma das alternativas é o desconto de duplicatas. “Mas estamos estudando.”

Além da restrição do crédito à exportação, Amoroso conta que muitos importadores da China e da Europa decidiram cancelar parte dos pedidos, temendo a desaceleração da demanda em seus países. “O momento é preocupante”, resumiu o executivo, que optou por segurar os R$ 30 milhões restantes que investiria no aumento da capacidade de produção das fábricas, programado para até dezembro deste ano.

Além do setor exportador, Ricardo Hingel, diretor do Banrisul, lembrou que outros começam a sentir o impacto da crise de oferta de crédito no dia-a-dia. Nesse rol, ele aponta as lojas de varejo, que têm boa parte das vendas financiadas. “A taxa de juros já subiu e a tendência é encurtamento de prazos de pagamento. Estamos avaliando as políticas de redução”, disse.

Também as construtoras, que recentemente abriram o capital e compraram inúmeros terrenos na expectativa de conseguirem facilmente recursos de crédito imobiliário dos bancos para erguer os empreendimentos, começam a recorrer novamente ao mercado para se capitalizarem. Na sexta-feira, por exemplo, a Rossi Residencial distribuiu um comunicado informando que seu conselho de administração tinha aprovado a emissão de debêntures no valor de R$ 40 milhões, com garantia do Banco Votorantim. Segundo o comunicado, a decisão foi tomada para “incrementar a posição positiva de caixa, assegurando maior conforto durante um eventual cenário de contração de crédito”.

A construtora Even decidiu no dia 18 aumentar em R$ 150 milhões o seu capital social, por meio de emissão de ações. “As medidas contribuem para a manutenção da sua robustez financeira”, disse nota da empresa.
Agência Estado

Rizzolo: A situação é extremamente grave, o setor de embalagem de papelão e celulose do País, é o primeiro a sentir os efeitos de qualquer crise. Com o crédito cada vez mais restrito e seletivo, as empresas reavaliam sua condição futura; as projeções do ponto de vista do mercado, são intuitivas e refletem a situação atual. É claro que setor exportador é o primeiro a receber um maior impacto, e não resta outra saída a não ser pensar nas alternativas de emergência para obter recursos financeiros.

O mais preocupante é o fato de que as indústrias do setor de infra -estrutura já sentem o enxugamento do crédito, estando este mais restritivo. Preocupado com esta questão que envolve o desenvolvimento dos projetos, o governo vai procurar garantir recursos para quatro áreas significativas: agricultura, exportação, PAC, BNDES. Agora, temos que repensar a economia de dentro para fora, fortalecendo o mercado interno com os recursos de que dispomos, jogar a culpa nos países ricos, discurso, ficar bravo, isso não tem um efeito diminutivo, apenas aumentativo do fator popularidade. Nisso o presidente já está bem, pelo menos até agora.