13º injetará R$ 53,7 bi na economia até o final ano, afirma Pochmann

“Graças ao aumento do salario mínimo e à ampliação do emprego formal”

O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, calcula que o 13º salário injetará R$ 53,7 bilhões na economia até o final ano. Segundo o economista, “a massa do 13º cresceu graças ao aumento do valor do salário mínimo e à ampliação do emprego formal do país, além do bom desempenho das campanhas salariais”.
“Vamos ter um fim de ano gordo para as famílias, que deve se refletir num importante aumento das vendas no varejo”, disse.

Na avaliação do presidente do Ipea, os recursos do 13º serão utilizados em primeiro lugar para o consumo. Secundariamente para pagamento de dívidas e poupança. Metade deve do 13º ser paga até 30 de novembro e o restante até 20 de dezembro.
Para o cálculo, Pochmann utilizou como base a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).

Hora do Povo

Rizzolo: A injeção de R$ 53,7 bilhões na economia até o final ano dará um aumento substancial no consumo que se revelará num aumento das vendas no varejo. Não há que se pensar em inflação, a economia está estabilizada, a tendência do juro ainda é cair, como disse o Presidente do BNDE, Coutinho; os juros devem continuar caindo “O mercado interno é o sustentáculo indiscutível do crescimento brasileiro” Luciano Coutinho, avaliou na semana passada que há espaços para a continuidade da redução da taxa Selic, particularmente pela decisão do Fed (banco central norte-americano) em reduzir de 5,25% para 4,75% sua taxa básica de juros. “Ao ter aumentado o diferencial de juros entre a taxa Selic e a taxa ‘federal funde rate’, abriu-se espaço claro para a continuidade da redução de juros”, disse Coutinho.

Agora os defensores do “Cassino Brasil” depois da decisão do Copom no início do mês de reduzir apenas 0,25 ponto a taxa Selic, para 11,25%, voltaram à carga pela sua manutenção nas alturas, principalmente após a divulgação da ata do órgão, em que insiste nos supostos “riscos não desprezíveis para a dinâmica inflacionária”, o que é uma grande mentira, até porque, mesmo que exista reflexo da crise americana ela não terá efeitos aqui. Temos um bom mercado interno, e precisamos cada vez mais aumentá-lo como forma de nos blindarmos contra os maus administradores e especuladores americanos que dão crédito à vontade a qualquer só para “fazer dinheiro”. Uma tremenda irresponsabilidade !