FHC compara caso Yeda à denúncia contra Lula

O FHC compara caso Yeda à denúncia contra Lulacomparou a investigação sobre a evolução patrimonial da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), a denúncias feitas contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a campanha eleitoral de 1994.

“Quando o presidente Lula [era candidato] em 1994, fizeram uma denúncia sobre o apartamento. Eu não acho que o presidente Lula seja uma pessoa que não tenha uma vida correta. A mesma coisa eu digo da governadora Yeda. Agora, os fatos têm que ser apurados”, disse FHC, em Porto Alegre, após receber uma comenda do governo gaúcho.

Entre 1989 e 1997, Lula morou em uma casa em São Bernardo do Campo emprestada pelo advogado Roberto Teixeira. O advogado, que é compadre do presidente, foi investigado nos anos 90 por uma sindicância do PT sobre a acusação de que usava a relação com o petista para conseguir contratos com prefeituras do partido.

Este ano, seu nome apareceu em um suposto caso de tráfico de influência na venda da Varig e da VarigLog para o fundo americano Matlin Patterson.

Yeda está sendo investigada pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Rio Grande do Sul por ter comprado em 2006 a casa onde vive por R$ 750 mil _valor superior à declaração de bens apresentada antes da campanha (R$ 674 mil). Yeda nega irregularidades.

Pré-sal

FHC disse que seria “colocar o carro na frente dos bois” a criação de uma nova estatal para cuidar apenas das reservas de petróleo da camada do pré-sal. Segundo ele, o governo deveria se concentrar em promover mudanças no marco regulatório da exploração de petróleo.

“Não sei se devia fazer outra empresa para explorar. Precisa modificar e adaptar a legislação às novas circunstâncias porque é uma riqueza muito grande, não adianta colocar o carro na frente dos bois”, afirmou.

Eleição

O ex-presidente disse que evitaria fazer campanha nas eleições deste ano, exceto em São Paulo, sua base eleitoral. Sobre 2010, FHC disse que atuaria como “pacificador” na disputa entre os governadores José Serra (SP) e Aécio Neves (MG) pela indicação do presidenciável tucano em 2010.

Folha online

Rizzolo: Bom, no que diz respeito a Yeda o caso tem que ser apurado com o devido rigor. A verdade é que a classe política no Brasil seja ela do PT, PSDB, ou de qualquer outro partido está por demais comprometida pela má formação moral da maioria dos políticos. Temos que recompor o Congresso com novos políticos, novos ideais, com fortes conceitos de ética. Mas o que me atem à matéria é o posicionamento coerente de FHC em relação à questão de uma nova estatal. O bom senso nos leva a não criar outra empresa, vez que há possibilidade, de modificar e adaptar a legislação às novas circunstâncias. Neste esteio de pensamento, no qual comungo com a posição de FHC, escrevi um artigo na Agência Estado sobre o Pré – sal e uma eventual nova estatal. Leia: “ Esvaziando os barris da Petrobras “.