O desemprego e a saúde pública

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*por Fernando Rizzolo

Seria a política a arte de enganar? De fazer vibrar as emoções dos menos favorecidos em seu sonho de uma vida melhor? Ainda me lembro de que minha dissertação do mestrado em Direito versava sobre a Saúde Pública e a Inclusão Social, dois temas previstos na nossa Constituição de 1988, talvez a mais romântica Constituição de todos os tempos. Hoje, depois de tudo que temos vivenciado e descoberto na política brasileira, sabemos que as ideias esquerdistas deturpadas, que serviram de esteio e instrumento para o maior assalto do erário público, eram palavras que visavam a interesses políticos espúrios.

Depois de toda a crise política, contamos hoje com um saldo de 2,6 milhões de novos desempregados no primeiro ano do governo Temer. Segundo o IBGE, tivemos 14,048 milhões de pessoas à procura de um emprego entre fevereiro e abril de 2017, e no mesmo período do ano anterior eram apenas 11,411 milhões de tristes trabalhadores à procura de uma vaga. A pergunta que insisto em fazer continua sendo a mesma que inspirou minha dissertação: Qual é o impacto na saúde pública de um trabalhador desempregado? Se fizermos uma análise do nosso dia a dia, quando as coisas estão indo bem, quando existe um emprego, a família está organizada, todos com saúde, mesmo assim temos os nossos percalços, e o desgaste para nos mantermos íntegros do ponto de vista mental e físico é enorme.

Talvez isso ocorra com grande parte da classe média brasileira. Mas tentemos imaginar o esforço para manter a saúde psicossocial numa família de classe inferior diante da instabilidade trazida pela incerteza com relação à manutenção do emprego, da angústia de saber que de uma hora para outra tudo pode mudar. É evidente que o impacto é bem maior, e isso se reflete na saúde, atingindo o Estado no seu papel de provedor da saúde pública.

A grande verdade é que, quanto mais desempregados, mais trabalhadores investem na informalidade. Ao todo, 1,242 milhão de pessoas deixaram de ter a carteira assinada desde o trimestre encerrado em abril de 2016, portanto, menos impostos e menos recursos tem o Estado para as demandas no escopo das políticas sociais. Para piorar a situação, no tocante ao investimento exterior, onde se leva em consideração o nível de ocupação ou de emprego, a economia americana criou 209 mil novos empregos, acima dos 180 mil esperados pela maioria de analistas, um indicador positivo que respalda a solidez do mercado trabalhista nos EUA.

Enfim, pobre povo brasileiro, sempre esperando um salvador da pátria, enquanto os votos do Congresso correm em direção à impunidade, para que depois talvez se possa, através das manobras políticas barganhadas, restabelecer uma economia em ordem.

Pior que esse cenário é ainda nos darmos conta de que os esquerdistas brasileiros que permanecem no poder, além de causar a instabilidade emocional de toda a população desse Brasil de ponta-cabeça, trazem e fazem as honrarias a representantes de governos radicais, como o aiatolá Mohsen Araki, um dos líderes religiosos mais influentes do Irã, em visita ao Brasil. Um cidadão que apoia o ódio, a discórdia, o fim do Estado de Israel, impondo incertezas e importando o medo às minorias étnicas, como a comunidade judaica do Brasil…

Para finalizar e expressar meu último comentário sobre tudo que estamos vendo e passando, concluo: “Este país não tem porvir”.

 

  Inflação negativa e desemprego

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*por Fernando Rizzolo

Não há absolutamente nada no universo econômico que afete mais o psicológico e o emocional das pessoas do que o desemprego, fenômeno que no Brasil já atinge 14,2 milhões de trabalhadores, um número assustador, haja vista que a grande maioria advém da mão de obra não qualificada, gerando apreensão e violência.

No Brasil, a absorção da mão de obra em larga escala vem de diversos setores, entre eles o da construção civil, ramo de atividade cuja queda foi acentuada. É preciso lembrar que a deflação, ou inflação negativa, é fruto da safra recorde ou da redução das contas de energia elétrica, com o anúncio da bandeira tarifária verde para o mês de junho, o que barateou a energia e contribuiu para a queda dos indicadores inflacionários.

Com efeito, o mérito da política econômica pouco tem a ver com o declínio da inflação, mas resulta do legado de instabilidade política, falta de investimentos, corrupção e, principalmente, da própria lógica do desemprego em massa. Se por um lado a política econômica entende que um corte maior de juros seria aceitável, promovendo aumento de consumo, na outra ponta o gasto público e a dificuldade de ajuste nas contas por parte do Congresso asfixiam a confiabilidade, neutralizando a possibilidade de juros menores, cenário em que consumidores e empresas poderiam obter mais crédito, ou seja, a relação mais crédito-mais investimento poderia dar certo. Contudo, o “mais investimento” sempre esbarra no fator instabilidade política e econômica do país.

Quando me refiro ao legado, temos que levar em conta que a economia do país encolheu 7,2% nos últimos dois anos, portanto, estamos diante de uma brutal recessão. E o que mais me causa estranheza é ouvir o governo Temer afirmar na reunião do G20 que não temos crise, e que há, sim, uma recuperação. Ora, mais uma vez nos deparamos com um cenário de corrupção “ideológico-econômica”, que visa tão somente camuflar os detritos políticos e inflar uma popularidade para “inglês ver”. Pena que os “ingleses”, assim como os grandes investidores, não mais acreditam no pobre Brasil da velha malandragem, que ainda tenta impressionar os incautos.

Extremismo Religioso no mundo atual

 

05863621*por Fernando Rizzolo

Ultimamente a cidade de Londres tem sido palco de muitos ataques terroristas. O mais recente deles foi o que sofreram os frequentadores de uma mesquita, como se os britânicos houvessem dado “o troco” pelos atentados outrora perpetrados contra cidadãos comuns, praticados e elaborados por extremistas muçulmanos.

É interessante observar – e isso posso falar com propriedade, pois vou a Londres com frequência – que há grande tolerância dos britânicos para com o islamismo. Como paulista, estou acostumado a frequentar vários shopping centers e, quando estou em Londres, basta uma chuvinha e lá vou eu para meu shopping preferido, o Westfield Shepherd’s Bush, sem dúvida o maior shopping center da Europa. Lá é possível encontrar um bom número de muçulmanos de grande poder aquisitivo e muitos outros trabalhando em lojas.

No bate-papo que geralmente tenho com pessoas comuns, britânicos em geral e com taxistas, noto que para eles os muçulmanos são pessoas pacíficas. O que é verdade quando falamos de Londres. Na realidade, a maioria é quieta, fala pouco, não bebe, e isso para o inglês comum é um tipo de virtude. Mas de repente surge um ataque extremista, como vimos nos últimos tempos.

O que nos leva a uma reflexão neste momento é que a religião, seja ela qual for, deve ser baseada na paz, e o que estamos vendo em Londres, contudo, é o início de um conflito religioso, ou seja, islamismo versus valores ocidentais. A partir desse ataque à mesquita, tem início um conflito no qual a semente da vingança pode brotar e criar raízes profundas. Isso, para nós, ocidentais, mesmo para os de origem judaica como eu, é péssimo, pois pode se tornar um ciclo vicioso de “olho por olho e dente por dente”. Nós, judeus, conhecemos bem dois aspectos da história da humanidade: o antissemitismo e o antissionismo – uma nova forma de antissemitismo – e aprendemos com muitas lágrimas a lidar com essa questão. Além disso, fomos ocidentalizados durante muitos anos e nunca, jamais, fizemos da nossa cultura algo que não elevasse os valores morais da humanidade.

A grande questão é que o terrorismo na Europa é coisa nova, e todo esforço europeu deve ser empreendido para o diálogo e para a segurança. Às vezes, quando caminho pelas frias ruas de Londres, penso em quão seguro é estar em Israel hoje em dia. Não há o que temer, pois notícias tenho de que até o Isis teme nosso exército. Mas chegamos a esse ponto à custa de muito sofrimento, angústia, mortes e, acima de tudo, de nossa fé inabalável na grandeza de sempre nos colocarmos como parceiros de D’us neste mundo que precisa agora de muita paz, ética e generosidade…

 

 

Respeito ao Poder Judiciário

 

 

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Várias foram as vezes que amigos meus me enviaram vídeos policiais que mostram o marginal xingando as autoridades, zombando dos investigadores, e mais, ameaçando as mesmas autoridades com palavras de baixo calão. Por ser Advogado, tive a oportunidade de acompanhar o comportamento de muitos detidos e posso fazer uma distinção de como tais marginais, quando presos em flagrante 20 anos atrás, se portavam e como se portam agora. A impressão que tenho é de que se perdeu o medo da autoridade estabelecida, uma vez que o marginal confia, sim, na impunidade, e quase sempre tem como referência os depoimentos de outros agentes delituosos nos programas policiais − que atraem tantos expectadores −, agindo da mesma forma grosseira e agressiva.

Nosso país perdeu a noção dos valores em relação a tudo. A corrupção política acabou servindo de esteio e justificativa para incentivar, legitimar ou fomentar o roubo, o furto, a malandragem e, acima de tudo, o desrespeito à Lei e a seus respectivos representantes. Do ponto de vista moral, estamos afundando no descaso, e isso fatalmente nos levará a um colapso hierárquico legal, em outras palavras, observamos aumentar a cada dia a falta de respeito com a Polícia Judiciária estadual ou federal, com os membros do Ministério Público e da Magistratura.

Pessoalmente o que mais me chocou, e acredito que não só a mim mas a todos que assistiram ao interrogatório do ex-presidente Luiz Inácio da Silva, foi a postura irônica, irreverente e por que não dizer desrespeitosa em que por várias vezes se colocou o ex-presidente, não como um réu, mas como um adversário político do Juiz Sergio Moro, que no meu entender teve muita imparcialidade e controle ao interrogar o ex-presidente, que realmente se alterou várias vezes, insurgindo-se contra as perguntas feitas naquele Juízo, quando não se calava a pedido de seu Advogado, que, com todo respeito ao colega, também não se portou com urbanidade, muito embora estivesse no pleno exercício do direito de defesa.

Portanto, se um ex-presidente da República se comporta dessa forma perante membros do Ministério Público e Juízes, que exemplo de cidadania e respeito ao Poder Judiciário estaria ele dando ao povo brasileiro? Observem que a questão que estou por ora abordando não é processual, tampouco de mérito nas ações que recaem sobre o ex-presidente, mas se deve tão somente aos maus modos perante as autoridades.

Infelizmente estamos vivenciando a ignorância do nosso povo na sua plenitude ao observar tais comportamentos sem a devida indignação popular, e isso é compreensível, pois nada mais vale neste país, nem a vida, nem as autoridades, que hoje ficam quase reféns do crime organizado, da política populista sindical que muitas vezes avaliza protestos agressivos nas grandes cidades, prejudicando os trabalhadores, enfim, precisamos encontrar a paz, varrer a corrupção, nos valer dos bons exemplos de países sérios, aí quem sabe seremos uma nação nos moldes da nossa bandeira, na qual está consignada a frase “Ordem e Progresso”. Porém adicionaria também o “respeito às instituições” por parte dos dirigentes deste país, promovendo o velho e bom exemplo que existiu tempos atrás…

Acesso à Universidade e Populismo

 

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*por Fernando Rizzolo

É interessante observar que, diante das dificuldades econômicas de um país, quanto maiores elas forem, maior será o sonho dos jovens em se preparar para ingressar no mercado de trabalho, ou seja, quanto menos emprego, mais sonho. E é exatamente ao nos depararmos com essa condição natural, como o é a ascensão social, que surgem ideias e programas eleitoreiros, para não dizer traiçoeiros. Um exemplo disso foi o famoso Financiamento Estudantil (FIES), que o petismo implementou e em cujas contas uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) descobriu um rombo estimado em R$ 20 bilhões entre os anos de 2009 e 2015, cifra que coloca em xeque um dos principais programas do Ministério da Educação.

Como estamos diante de uma condição assombrosa de corrupção no Brasil, descobrindo que não há mais nenhum partido político sério, uma vez que a maioria dos políticos brasileiros está sob suspeição, já não temos a certeza de que determinados setores, por “pretextos sociais”, estejam sendo poupados, como ocorreu com a indústria automobilística, entre outras. A grande verdade é que, em vez de o governo, já desprestigiado, desacreditado, se preocupar, por exemplo, com a reforma da previdência, que poupa servidores públicos e forma castas sociais no país, poupa também essa farra da gastança chamada FIES, visando a agradar o poderoso lobby das Universidades, pois o maior beneficiário desse programa – por meio do qual as mensalidades se tornam “lucro certo” vindo do Tesouro Nacional, cujo custo global só em 2016 chegou a R$32,2 bilhões – são os grandes grupos universitários internacionais e nacionais, que transformaram o sonho do pobre em ser “doutor” num rombo de 20 bilhões, como apurado pelo TCU.

A saída para estancar tal sangria seria acabar de vez com o Programa, que parece estar fora de controle contábil, e repensar um novo projeto de viabilização do acesso dos jovens carentes à Universidade, aumentando o número de vagas nas Universidades Federais e Estaduais, construindo novas Universidades Públicas e evitando o comprometimento do erário público, pois, diante da forte inadimplência desse programa ilusório e mercantilista, quem perde é o país e quem ganha são os comerciantes da educação.

É mister salientar que nem sempre a presença do Estado em alguns setores é ruim, pois pior, ao meu ver, são as manobras educacionais políticas que punem os mais carentes, aproveitando-se do sonho de uma vida melhor, num país com altas taxas de desemprego. Infelizmente, no Brasil, vender sonhos impossíveis ainda é a melhor forma de negócio… Aliás, diga-se de passagem, um ótimo negócio.

 

O Brasil em queda livre

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*por Fernando Rizzolo

 

Quando analisamos a estrutura de um país, procuramos ter a percepção de um quadro pluralista que abranja as questões sociais, morais, econômicas e políticas. Depois do Carnaval, festa que provavelmente anestesiou os problemas da nação, sinto-me indignado, para não dizer perplexo, em relação ao que é hoje o Brasil em todos os sentidos, e penso, em uma mistura de receio e desesperança, no que poderá ser este país daqui a uns anos.

Do ponto de vista social e moral, vivemos uma era em que o reflexo da corrupção − segundo os petistas relegada a nós como uma “herança maldita”, mas desta feita deixada por eles mesmos − influencia, numa cadeia degradante, todas as virtudes que um povo deve ter.

A violência perpetrada por marginais sem o menor pudor em cometer homicídios por motivos torpes cresce a cada dia. Nossa legislação é fraca demais para coibir a bandidagem que, no âmago do seu desrespeito às Leis e instituições, se ampara no exemplo corrupto da política para legitimar seus desideratos.

Já no campo econômico, que norteia o futuro de todas as segmentações acima elencadas, temos a notícia de que o Brasil, em uma lista de 38 países, teve o pior Produto Interno Bruto (PIB) em 2016, segundo ranking de desempenho da agência de classificação de risco brasileira Austin Rating, ou seja, o nosso PIB caiu 3,6% em relação ao ano anterior, sendo que a economia já havia recuado 3,8%! Essa sequência de dois anos seguidos de baixa só foi verificada no Brasil nos anos de 1930 e 1931. Vejam a que ponto chegamos!

Com efeito, o nível de pobreza da população aumentará e, pela lógica esquerdopata, quanto mais pobres existirem, mais os partidos de esquerda terão voz e mais nos afundaremos.

Fala-se muito em “choque de gestão”, mas entendo que precisamos de “choque de indignação” pelo legado que nos foi deixado, tanto do ponto de vista moral como do econômico, assim também como um “choque na legislação penal”, vez que do contrário perderemos o controle de absolutamente tudo que nos resta.

É triste observarmos a pouca mobilização da população, haja vista as imensas aglomerações no Carnaval e a despolitização nas demandas que exigem a real e verdadeira mobilização nas ruas. Isto posto, a esperança reside nos novos políticos e na punição severa e exemplar dos antigos, as velhas raposas do planalto, descobertos pelas investigações da Operação Lava-Jato. A verdade é que estamos em queda livre, sob os efeitos da gravidade, e de uma outra gravidade pior, chamada gravidade da moral e da ética…

 

 

 

Reeducando a Sociedade

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*por Fernando Rizzolo

Depois de um longo período no qual a retórica política foi baseada na tolerância, na diversidade, fruto dos ideais da esquerda no mundo Ocidental, muito mais como forma de conquistar mentes e corações do que de efetivamente pôr em prática aquilo que se apregoava, nós nos vimos, de uma hora para outra, de fronte a um discurso direitista, em que o politicamente incorreto é a norma a ser seguida, deixando o esquerdismo perdido, sem instrumentos para se reafirmar.

Fica claro que isso é um fenômeno mundial, mas o interessante é que, nos países da América Latina, tornou-se mais evidente, haja vista milhares de pessoas no Brasil, fartos da corrupção, da bandalheira, da politicagem e ao mesmo tempo intolerantes com os discursos da esquerda, saírem às ruas, quando, outrora, se envergonhavam disso, visto que o esquerdismo tupiniquim sempre enaltecia a diversidade puramente para fins de controle político-social.

A própria Constituição de 1988 é fruto do pensamento socialista, paternalista, assim como nossa legislação penal, principalmente a Lei de Execução Penal, que chega a ser condescendente com criminosos perigosos. Com efeito, talvez o título deste artigo fosse com mais perfeição denominado como um discorrer sobre o repensar a sociedade na pós-modernidade, das relações líquidas, do consumir, como assim classificava o sociólogo e filósofo polonês Zygmunt Bauman, que há pouco faleceu. No contexto social, concordo plenamente com a percepção do grande sociólogo, porém em contrapartida formou-se uma lacuna na qual a perda do controle do estado nas relações com os atos ilícitos tornou-se frouxa, aumentando por demais a criminalidade e a impunidade. A grande verdade é que a sociedade construída pela visão individualista, já descrente dos valores do esquerdismo que serviu, principalmente no Brasil, como esteio e retórica política, atuando no seu mais pleno desvio de finalidade a serviço da corrupção endêmica, se esgotou em seu próprio discurso.

Portanto, o mundo já não tolera o modelo esquerdista permissivo e exige uma mudança radical em que a “mão firme”, a xenofobia, e muitas vezes a intolerância passam infelizmente a ser aceitas em nome de uma segurança social. Assim sendo, a vitória de Donald Trump, assim como o Brexit na Inglaterra, significa uma tentativa de reaver os valores perdidos, o nacionalismo, afastando de vez, como dito acima, a disposição da liberalidade e da “frouxidão esquerdista” no Ocidente. É interessante notar que até em prefeituras como a de São Paulo, comandada pelo prefeito João Dória, o exercício da reeducação social é feito e elaborado em sintonia com a opinião pública que o apoia com declarações abertas contra pichadores, por ele considerados bandidos, no que é apoiado por parte significativa da população paulista.

Enfim, Donald Trump, a saída da Inglaterra da Comunidade Europeia, o Brexit, a direita ganhando espaço em toda a Europa, a luta contra o terrorismo islâmico, juízes implacáveis contra a corrupção, como o Juiz Sergio Moro, e o olhar da sociedade nos movimentos do STF, ao inferir se realmente estamos reeducando a nossa sociedade e passando o país a limpo, são fatores em que o ideal neoconservador se dispõe a dar numa nova visão a uma nova sociedade que se forma no mundo, e o Brasil, chancelado internacionalmente como um dos países mais corruptos do planeta, não tem como fugir desta nova realidade. Antes éramos populismo, paternalismo, socialismo, corrupção empresarial. Agora, chega. Queremos ordem, seriedade e pouco discurso antigo. Devemos seguir os caminhos do mundo atual, pois foi o que nos restou seguir…