Política externa brasileira é do PT, diz embaixador

SÃO PAULO – As linhas mestras da política externa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que priorizam as relações do Brasil com o mundo em desenvolvimento, saíram do PT. Para o embaixador Rubens Barbosa, presidente do Conselho de Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a execução dessa cartilha foi encampada sem resistência ou ressalva pela cúpula do Itamaraty, em 2003, e está na base da pretensão deste governo de alçar o País a uma posição de ativismo nos foros políticos internacionais. A política externa é do PT”, disse.

“O governo precisou defender uma posição independente no mundo para compensar a sua opção neoliberal na gestão macroeconômica, afirmou Barbosa. A política externa foi o que o Lula pôde dar ao PT. Virou agenda interna., completou.

Aposentado da carreira diplomática desde 2004, o embaixador aponta pelo menos dois equívocos da política externa. O primeiro é a opção pela cooperação Sul-Sul – em que se prioriza a relação com países em desenvolvimento -, em detrimento do reforço necessário às relações do Brasil com as economias mais desenvolvidas. Essa posição levou o governo a desequilibrar suas concessões aos vizinhos sul-americanos, como forma de evitar atritos resultantes de insatisfações pontuais.

O outro equívoco diz respeito à ambição de colocar o Brasil – e o próprio Lula – no centro dos debates políticos internacionais. Para Barbosa, o País tem cacife para atuar como protagonista nos foros econômico-comercial, de energia e de meio ambiente. Mas carece de forças para atuar no campo político, como em uma eventual retomada das negociações de paz entre Israel e Palestina. Não tivemos cacife nem para resolver a guerra das papeleiras entre a Argentina e o Uruguai, quanto mais para influir em processo de paz no Oriente Médio.
Agência Estado

Rizzolo: Não há dúvida que o Brasil ao se envolver em assuntos de cunho internacional citadas pelo embaixador apenas desempenha um papel “folclórico”, que por mais das vezes é confundido como uma pretensão vez que ainda como afirma o próprio embaixador, o País não possui o devido cacife para tal. As posturas do PT em relação a assuntos como a questão de Gaza, são no mínimo constrangedoras para a comunidade judaica local e internacional pois defendem o Hamas, que por sua vez, apregoa a “libertação da Palestina”, libertar este que significa no entender deles, a destruição total de Israel. Muito mal. Não é?

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