Novo fator previdenciário não é o ideal, diz relator

BRASÍLIA – O deputado Pepe Vargas (PT-RS) considerou que a nova alternativa para o fator previdenciário apresentada pelo governo melhora um pouco o atual sistema, mas disse que não está seguro de que o modelo seja o ideal. “É melhor. Não é tão draconiana”, afirmou. O deputado é o relator na Câmara do projeto que acaba com o fator previdenciário no cálculo das aposentadorias pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e está recolhendo sugestões para elaborar seu relatório.

O fator previdenciário é o mecanismo que, para definir o valor das aposentadorias, leva em conta a idade e o tempo de contribuição do trabalhador e a expectativa de vida do segurado.

A proposta do governo do novo fator previdenciário apresentada hoje aos representantes das centrais sindicais é semelhante às regras usadas para a aposentadoria dos servidores públicos. Pela fórmula, a soma do tempo de contribuição e da idade do trabalhador teria de chegar a 95, no caso de homens, e a 85, no caso das mulheres, para que o contribuinte tenha 100% do benefício.

“Essa fórmula melhora a tabela do fator previdenciário. Mas não tenho posição definida. Esta é uma proposta que o governo apresenta como uma das hipóteses”, afirmou Vargas. O relator e o líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS), se reuniram hoje com representantes das centrais sindicais. Vargas contou que os sindicalistas querem o fim do fator previdenciário sem sua substituição por uma regra que dificulte a aposentadoria do trabalhador.

O relator se diz convencido de que o fator previdenciário não atingiu seu objetivo. “O fator previdenciário foi criado para desestimular as aposentadorias precoces, o que não aconteceu. É ineficiente para a proposta para a qual foi criado, e há que se questionar se está trazendo economia para a Previdência”, criticou Vargas.

Com a proximidade do recesso – o Congresso suspende os trabalhos em 23 de dezembro e retoma as atividades apenas em fevereiro – o relator só deverá apresentar o seu parecer no próximo ano.

O novo fator previdenciário em estudo pode ser trabalhado por projeto de lei, ao contrário da definição de uma idade mínima, também abordada pelo governo, que só pode ser alterada por proposta de emenda constitucional.

Agência Estado

Rizzolo: Se alguns ainda tinham dúvidas em relação a este governo, em não respeitar os aposentados, com esta atitude clara de definitivamente substituir o fator previdenciário por ” algum cálculo” do tipo ” seis por meia dúzia”; agora podem ter a certeza. O governo petista está mais interessado em Bolsa Família, Pré Sal, popularidade, ajudar as Centrais, gastar as reservas com o dólar, do que prover remuneração justa aos aposentados. Querem de qualquer forma ” trocar seis por meia dúzia”, e essa conversa de que o deputado Pepe Vargas (PT-RS) ” achou a proposta deste cálculo maluco melhorzinha”, serve apenas para adiar as discussões e dar mais um ” tapa” na cara daqueles que ainda acreditavam que o PT acabaria definitivamente com o fator previdenciário. Uma vergonha para o Brasil, um desrespeito aos aposentados e ao povo brasileiro, e uma revolta sem tamanha face à insensibilidade petista. Queremos o fim do fator previdenciário sem trocar seis por meia dúzia. Dinheiro? Criem vergonha, e virem-se, dinheiro tem de sobra para todos, até para ex-guerrilheiros, menos para aqueles que já deram seu quinhão.

Nossa luta continua, divulguem o Blog do Rizzolo, ” Não ao fator previdenciário ! Não ao seis por meia dúzia !”

11 Respostas to “Novo fator previdenciário não é o ideal, diz relator”

  1. Maria Aparecida Ferreira Says:

    A falta de justiça nas aposentadorias no Brasil é inaceitável.
    O fator previdenciário tem que ser extinto.
    O governo diz que a previdencia tem deficit.Tem nada!
    Nos, aposentados queremos somente justiça. Fazer jus a uma aposentadoria sobre o que pelo menos 30 anos nossas vidas nos pagamos.Queremos so o que é nosso.
    O interessante é que quando é para injetar dinheiro nas instituições financeiras, nas montadoras, etc, o governo libera milhões mesmo sem garantia de nada e sem retorno nenhum.
    E nos trabalhadores precisamos ficar mendigando retorno daquilo que temos direito, que pagamos para ter.
    O antigo presidente Fernando Henrique que criou esta fator, chamou aposentados de vagabundos. E ele é um destes vagabundos, porem bem melhor remunerado.
    E os deputados e senadores que aposentam com 8 anos de mandato, são o que? Isso para mim é que é vagabundagem.
    Fica aí minha opinião.
    Cida

  2. Carlos Freitas Says:

    Sem comentário essa atitude do FHC, O Lula diz que um homem justo, quero ver se tem mesmo justiça acabando com esse torturante fator previdenciário.
    Gostaria de saber se tem alguma previsão para 2008 sobre a votação do fim do tal fator ou vai ficar tudo p/ o ano que vem, ou vai acabar em pizza.
    Grato
    Carlos Freitas

  3. Adelar Jose Toigo Says:

    Bom dia senhores , me chamo Adelar José Toigo, resido em Caxias do Sul-RS, tenho 50 anos e completo 51 em dezembro, já posso me aposentar por tempo de contibuição (35 anos), meu beneficio calculado é de R$ 2.852,04, entretanto na multiplicação pelo meu fator previdenciario (0,6134) passo ao beneficio de R$ 1.749,44, gostaria de saber se devo iniciar o recebimento do mesmo ou talvez aguardar a votação do projeto que extingue o fator. e gostaria da opinião dos Senhores sobre o assunto aplicado ao meu caso.

  4. Emidio Says:

    Você sabia que:
    Se aplicar o valor de R$ 607,00 por mês (que é o valor do teto do INSS) ao fim de 35 anos terá cerca de R$ 1.000.000,00 , cujo valor rendendo 1% ao mês dará R$ 10.000,00 por mês? E que esse mesmo valor, pago todo mês ao INSS nos dá apenas uma vergonhosa aposentadoria de cerca de R$ 1.800,00 por mês, com o fator previedenciario? e que sem o fator previdenciario esse valor é de apenas cerca de R$ 3.000,00 por mês?
    Para onde vai a diferença?
    Pelo fim do Fator Previdenciario. Envie e-mail para os deputados federais (pegue os e-mail no blog -advogadoemidio.blogspot.com recorte e cole) pedindo que vote pelo fim do fator previdenciario, aprovando a lei 3299/08 do Senador Paulo Paim.

  5. João Alceu Pereira Says:

    Endosso, tudo que os colegas acima , comentaram.

  6. sgpp auditoria Says:

    O fator previdenciário (FP) deve ser extinto de imediato, porque é injusto, por três razões:
    Trabalhadores que se aposentam com menos de 35 anos de contribuição são duas vezes penalizados: o FP reduz uma vez o salário de benefício e outra vez os coeficientes relativos ao tempo de serviço, da lei 8.213/91, reduzem a renda mensal pela mesma razão.
    Também o FP é calculado no momento da aposentadoria levando em conta a expectativa de vida, depois não é ajustado, ano a ano, conforme decresce a mesma expectativa. O aposentado carrega o fator previdenciário até o fim da vida.
    E ainda o FP é um instrumento de desigualdade: não é aplicado na aposentadoria por idade e por invalidez, para segurado com 65 anos ou mais de idade, mas incide na aposentadoria por tempo de contribuição.
    Autor: David Fernandes Gouvêa

  7. Roberto Chieremonto Sobrinho Says:

    -Pelo fim do fator previdenciário e pela aprovação da lei 3299/08 do Senador Paulo Paim, o trabalhador brasileiro não tem culpa da má administração do dinheiro público, o fator previdenciário é um assalto institucionalizado imposto ao trabalhador que já tem um salário de fome neste país.

  8. Osvaldo Nunes Faria Says:

    PORQUE A POLICIA FEDERAL DA EPOCA (fhc) , NAO PRENDIA NINGUEM , POIS COM CERTEZA ELE VARRIA TODAS AS FALCATRUAS POR DEBEIXO DO TAPETE. ENQUANTO QUE O PRESIDENTE LULA DETERMINA QUE SEJA APURADA TODA E QUALQUER PICARETAGEM, DOA A QUEM DOER , E ELE NAO TEM PREPARO PARA UMA CADEIRA NA (ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS)

  9. Osvaldo Nunes Faria Says:

    ILMO SR. PEPE VARGAS ,NOMEADO RELATOR DO PROJETO DO SEN. PAULO PAIM, V EXCIA AINDA QUESTIONA SI O (fator previdenciario) ESTA TRAZENDO ECONOMIA PARA A PREVIDENCIA SOCIAL , POIS DESDE A SUA IMPLANTAÇAO JA FOI DESVIADO DAS MAOS DOS APOSENTADOS CERCA DE MAIS DE (50,MILHOES DE REAIS) , FORA OS RECURSOS ACUMULADOS NA PREVIDENCIA , SEGUNDO DADOS EM PODER DO SENADOR PAULO PAIM , FORNECIDO PELA (ASSOCIAÇAO NACIONAL DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA FEDERAL) (ANFIP) A PREVIDENCIA PROVEM DE CERCA DE 50 BILHOES DE REAIS EM RESERVA . AGORA PARECE QUE O NOSSO PRESIDENTE SO PENSA EM BOLSA FAMILIA , PRE SAL , POPULARIDADE, GASTAR AS RESERVAS EM DOLAR , AO INVES DE PROVER AOS APOSENTADOS DAQUILO QUE LHES ESTA SENDO TIRADO , PROPORCIONANDO UMA REMUNERAÇAO A QUEM DE DIREITO. PRESIDENTE LULA , NAO SE ESQUEÇA DE QUE A SUA VITORIA NAS ELEIÇOES DE 2010 DEPENDE DA APROVAÇAO DO PROJETO DO SENADOR PAULO PAIM , NA INTEGRA SEM TIRAR OU COLOCAR UMA VIRGULA POIS SOMENTE OS APOSENTADOS DA CLASSE MAIS POBRES E SEUS FAMILIARES TEM FORÇA PARA ELEGER AQUELE CANDIDATO QUE HOJE NOS AJUDOU, PENSE NISSO. POIS DO CONTRARIO VAI SER UMA DECEPÇAO V.EXCIA SI COMPACTUAR COM A POLITICA NEL LIBERAL DO SR (fhc)

  10. emidio Says:

    Enquanto issso….. no Congresso nacional:
    Da Revisto istoé: por Adriana Nicacio

    Se o Congresso Nacional fosse uma empresa privada, talvez estivesse falido. As despesas adminitrativas são comparáveis às de companhias do porte da Petrobras, com faturamento de R$ 128 bilhões, ou da Vale, que vendeu 72 bilhões no ano passado. A diferença é que o Congresso emprega menos da metade do pessoal dessas duas companhias. E poucas empresas no Brasil podem se dar ao luxo de gastar R$ 5,6 bilhões em despesas correntes, por ano, como fazem a Câmara e o Senado. Mais do que o número total, o que espanta é a falta de controle. É padrão que as empresas paguem os gastos com viagens a trabalho, ligações telefônicas e com locomoção. Mas dificilmente uma firma privada aceitaria pagar as férias da namorada e da sogra, como fez o deputado Fábio Faria (PMN-RN), que usou a cota de passagens aéreas para levar a então namorada, Adriane Galisteu, e os atores Kayky Brito, Sthefany Brito e Samara Felippo para curtir o Carnaval em Natal. Cada um dos 513 deputados e dos 81 senadores tem direito a uma cota que varia entre R$ 13 mil e 25 mil para visitarem suas bases, inclusive os parlamentares do DF cuja base eleitoral fica a no máximo 50 quilômetros do Congresso.
    Pressionado pelos escândalos, o Senado
    contratou a FGV para rever seus gastos

    A gestão do Congresso também deixa qualquer especialista em governança corporativa boquiaberto. Segundo André Pimentel, da consultoria Galeazzi, o primeiro passo para melhorar o desempenho de qualquer companhia é ter um controle detalhado de gastos, com pessoas que analisem e aprovem as despesas. O que não existe no Congresso. Só se ficou sabendo que o senador Tião Viana (PT-AC) emprestou o celular para a filha usar no México e que 181 funcionários do Senado recebem um salário-base de mais de R$ 20 mil, por causa de uma briga interna do Senado. Outro ponto que também poderia ter levado o Congresso à falência é o enorme gasto administrativo. Numa empresa, esses gastos devem ficar entre 10% e 15% do faturamento. Como o faturamento não existe, Câmara e Senado são sustentados pelos contribuintes. São eles que permitem que os senadores gastem em média R$ 6 mil por mês em celular, que ao contrário dos servidores não tem limites de gastos. O relatório de despesas do Siafi, sistema de controle do governo, mostra, no ano passado, gastos de R$ 86,4 milhões com serviço médico, 83,7 milhões com passagens aéreas, 4,1 milhões trocando e dando manutenção em computadores ou mesmo R$ 16,5 mil em “cama, mesa e banho”, além de 1,3 milhão em combustíveis. Boa parte, como se sabe, gastos em postos de propriedade dos próprios deputados e senadores. ” Esses gastos são um absurdo, mas isso só existe porque não há transparência. Nós não conseguimos ver no Siafi quem gastou e onde gastou”, diz o economista Gil Castelo Branco, diretor da ONG Contas Abertas, que analisa as contas do governo e faz pressão por maior abertura dos gastos.
    Ao contrário do que se esperava, o primeiro-secretário do Senado, senador Heráclito Fortes (DEM-PI), diz que é preciso analisar com cuidado os dados, porque nem todos refletem um abuso. “Passagens aéreas são importantes, a CPIi da Pedofilia precisou viajar muito no ano passado. O problema é que tem gente que abusa”, diz o senador, uma espécie de prefeito da Câmara Alta. “caso do Tião foi um caso isolado.” Mas Hheráclito diz que começou a rever os contratos e em três deles, de contratação de terceirizados, conseguiu reduzir em 20% os gastos. “Iisso não começou agora, não é fruto da Mesa atual. E também não vamos conseguir acabar com todos os excessos. É difícil”, adianta o senador. O Senado pretende contratar uma consultoria da FGV para analisar todos os gastos e apontar reduções

  11. José Geraldo Campos Says:

    Prezados Senhores. Com os meus cumprimentos gostaria de saber que em maio de 2010 farei 35 anos de trabalho e 55 anos e 8 meses de idade. Sempre cointribui com o valor máximo para a aposentadoria que hoje é de 3 mil 200 reais.
    Com esta nova formula de aposentadoria, 95 anos para homem, qual seria meu salário.


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