Mesmo com inflação, vendas no varejo têm forte alta em maio

Depois da perda de fôlego em abril, as vendas no comércio varejista voltaram a crescer com força em maio, exibindo alta de 10,5% em relação ao mesmo mês do ano passado e de 0,6% sobre o mês anterior, na série com ajuste sazonal. O segmento de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que havia patinado em abril, subiu 8,4% na comparação com maio de 2007, mesmo num cenário de aumento da inflação.

As vendas de alguns bens fortemente dependentes de crédito seguiram robustas: as de equipamento e material para escritório, informática e comunicação aumentaram 29,9%, enquanto as de móveis e eletrodomésticos tiveram alta de 16,1%. Já o comércio varejista ampliado, que inclui veículos e motos e material de construção, teve um desempenho mais fraco, com avanço de 11,3% em relação a maio de 2007. Em abril, a alta tinha sido de 15,8%.

De janeiro a maio, o comércio varejista cresceu 10,9% em relação aos cinco primeiros meses de 2007, mais do que os 10,3% registrados nos 12 meses até maio e os 9,7% de 2007.

Em abril, o segmento de hiper e supermercados cresceu apenas 0,5% sobre o mesmo mês do ano anterior e recuou 0,2% na comparação com março, na série com ajuste sazonal. Um dos motivos que explicam o resultado fraco é que a Páscoa neste ano caiu em março, como explica o economista-chefe da corretora Convenção, Fernando Montero.

Em maio, as vendas do segmento voltaram a subir com força, respondendo por 39% da alta do comércio varejista no mês e sendo “responsáveis pela maior contribuição à taxa global do varejo”, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta dos preços de alimentos afeta o poder de compra dos consumidores, especialmente dos mais pobres, mas o aumento do salário mínimo pode ter ajudado a conter esse impacto negativo, acredita o analista Alexandre Andrade, da Tendências Consultoria Integrada. O reajuste de R$ 380 para R$ 415 entrou em vigor em março e entrou pela primeira vez no bolso de aposentados, pensionistas e assalariados em abril.

O Instituto para Estudos do Desenvolvimento Industrial (Iedi) viu sinais de moderação do ritmo de crescimento das vendas já em maio. O Iedi observa que, no caso do comércio varejista ampliado, a alta de maio, de 11,3%, foi inferior aos 14,2% do acumulado no ano. Esse indicador inclui o segmento de veículos e motos, partes e peças e o de material de construção, que tiveram vendas muito significativas em abril. O primeiro aumentou 29,3% e o segundo, 19,5%. Em maio, o ritmo arrefeceu, mas os percentuais permaneceram elevados. As vendas de veículos e motos, partes e peças subiram 14%, acumulando alta de 21,4% no ano. No caso de material de construção, a elevação foi de 6,3% em maio. Nos cinco primeiros meses do ano, o crescimento ficou em 11,5%.

Fonte: Valor Econômico
Rizzolo: O aumento das vendas em maio demonstra a robustez da nossa economia muito embora exista um componente inflacionário. Com efeito, não há como vivenciarmos um aquecimento do mercado sem uma pequena inflação. Pior com certeza, é o que está ocorrendo nos EUA, recessão com inflação. No nosso caso estamos ainda dentro da meta inflacionária anual, e não há porque os profetas do apocalipse se apressarem apregoarem mais altas de juros. Nossa economia está se fortalecendo face a um aumento do mercado interno, à oferta de crédito; do outro lado da ponta, temos a produção ou a oferta nos níveis adequados à demanda e isso é muito bom.

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