Chinaglia diz a movimentos sociais que após CPMF reavalia CPI da Abril

O presidente da Câmara Federal, Arlindo Chinaglia, afirmou à Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) que vai reavaliar a instalação da CPI da Abril. A reunião foi realizada na última quinta-feira (foto), quando a CMS levou ao presidente da Câmara um documento em defesa da democratização dos meios de comunicação, e pediu a abertura da CPI para investigar os indícios de ilegalidade da venda da TVA a grupo estrangeiro. Chinaglia não sustentou a posição que havia tomado anteriormente de só instalar a CPI depois que todos os processos contra Renan tivessem corrido no Senado e afirmou que após a votação da CPMF reavaliará a questão. Na sexta-feira, o Diretório Nacional do PT aprovou resolução reafirmando a “posição da bancada e da Executiva Nacional, em favor da instalação da CPI para investigar a compra da TVA (do grupo Abril) pela transnacional Telefônica, em um negócio de cerca de R$ 1 bilhão”.

Chinaglia diz que reavaliará a instalação da CPI da Abril

Presidente da Câmara recebeu documento do CMS defendendo a democratização da mídia

O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT/SP), afirmou que aguardará a conclusão da votação da lei que prorroga a cobrança da CPMF para reavaliar a instalação da CPI da Abril, protocolada no mês de agosto com a assinatura de mais de um terço dos deputados para investigar a venda da operadora de TV a cabo TVA pelo grupo Abril para a Telefônica. Chinaglia se reuniu na última quinta-feira (4) com lideranças da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) e do grupo Intervozes. No dia seguinte, sexta-feira, o CMS realizou manifestações em 15 estados pela democratização da mídia.

Na reunião, as lideranças da CUT, MST, Marcha Mundial de Mulheres, CGTB, integrantes da CMS, entregaram ao presidente da Câmara um documento em defesa da democratização dos meios de comunicação. Na oportunidade, os dirigentes defenderam a instalação da CPI da Abril, classificando-a como um importante instrumento para apurar as denúncias de que grupos estrangeiros estão controlando meios de comunicação, burlando a lei. Segundo a secretária nacional de Comunicação da CUT, Rosane Bertotti, “Chinaglia disse que este movimento que estamos fazendo é crucial para a democratização dos meios de comunicação e se comprometeu a coordenar este debate na Casa”. Segundo Rosane, Chinaglia disse que “o debate segue e que a questão não está fora da pauta da Câmara”. Ele não manteve a sua posição anterior de só instalar a CPI após encerrarem todos processos contra Renan.

O pedido da CPI foi feito pelo deputado Wladimir Costa (PMDB-PA). Parlamentares de quase todos os partidos – tirando o PSDB – assinaram a CPI. Na última sexta-feira, o Diretório Nacional do PT reforçou a decisão tomada pela bancada petista e pela Executiva Nacional “em favor da instalação de uma CPI para investigar a aprovação da compra da TVA, operadora de TV a cabo do grupo Abril, pela transnacional Telefónica”.

Os parlamentares viram indícios de irregularidades na transação de quase R$ 1 bilhão em que o grupo Abril vendeu a TVA para a multinacional. A lei brasileira proíbe que transnacionais detenham maioria das ações com direito a voto – no caso de operadoras de TV a cabo – e mais de 30% do capital em órgãos de imprensa. Segundo o conselheiro da Anatel, Plínio de Aguiar Júnior, o controle da TVA é da Telefónica, pois mesmo o Grupo Abril possuindo a maioria das ações com direito a voto, as decisões são tomadas em uma “reunião prévia” em que votam todos os acionistas e onde a multinacional é amplamente majoritária. Além da operação da TVA, a TV Bandeirantes denunciou a utilização de empresas fantasmas na venda de 30% da Abril para o conglomerado sul-africano Naspers – grupo que foi um dos pilares do regime de segregação racial (apartheid) que matou milhares de pessoas na África do Sul. Isso reforça os indícios de que a empresa da família Civita está escondendo a verdadeira participação de estrangeiros no controle do grupo.

A transação contou com a participação de uma empresa chamada MIH Brasil Participações, possuidora de um emaranhado de endereços, telefones e CNPJ falsos. No contrato, a MIH informou o CNPJ que pertencia à outra empresa, a Curundéia. Na Receita Federal, descobriu-se que a Curundéia tem, na verdade, três donos: A MIH (UBC) Holdings BV, a Myriad International Holdings BV, as duas com sede fora do Brasil, e a Brian Vincent Forssman.
Hora do Povo

Rizzolo: O camarada Chinaglia tornou-se relutante há algumas semanas atrás em promover a instalação da CPI da Abril, afirma agora, que aguardará a conclusão da votação da lei que prorroga a cobrança da CPMF para reavaliar a instalação da CPI da Abril, protocolada no mês de agosto com a assinatura de mais de um terço dos deputados para investigar a venda da operadora de TV a cabo TVA pelo grupo Abril para a Telefônica. Essa CPI é de suma importância para que seja devidamente apurado essa “negociata”, CPI não tem só que investigar Parlamentar ou autoridades constituídas, mas quem quer que tenha um suposto relacionamento promíscuo e que esteja ferindo a lei. Como bem diz o deputado Wladimir Costa ( PMDB PA), ” tudo o que se trata de investigar veículo de comunicação, eles levam para o lado da liberdade de expressão” e que o suposto escândalo envolve 1 bilhão de reais e a formação de cartel “. Ainda bem que o camarada Chinaglia percebeu que não vai conseguir atender aos pedidos da Famiglia Civita, a pressão esta sendo grande, e não tem como Chinaglia atender os pedidos da “ Famiglia Civita “.

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