Paulo Skaf distribui carta pelo fim da CPMF

da Folha de S.Paulo

No mesmo dia em que o presidente Lula se reúne com os maiores empresários do país, Paulo Skaf, presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), encaminha a esse mesmo público –os empresários– uma carta reiterando os motivos pelos quais a CPMF deve ser extinta, na opinião da entidade. “É uma contribuição supérflua e inoportuna”, escreve Skaf.

O documento mostra que tanto os recursos para Saúde como a verba para os programas sociais do governo já estão garantidos em 2008.

Para a Saúde, pela Emenda 29 e, para os programas sociais, por sua inclusão no orçamento da União. “Assim, a recriação do imposto não é necessária”, escreveu Skaf.

Com relação à parcela do imposto destinado às obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), a Fiesp desfia os números: dos R$ 503,6 bilhões previstos para o programa, cerca de R$ 68 bilhões sairão do Tesouro e, ainda assim, divididos em quatro anos. Como as fontes de recurso do PAC virão basicamente da iniciativa privada ou das companhias de economia mista, para a Fiesp o fim da CPMF não prejudicará o programa.

Rizzolo:O mais interessante na dinâmica de servilismo do governo Lula, em relação ao capital financeiro, representado pelos banqueiros, e ao empresariado, principalmente multinacionais que se beneficiam com as vultuosas remessas de lucros, isentas até de imposto de renda, é que na hora “H” essa mesma “ turma”, o golpeiam pelas costas, conspiram contra o povo brasileiro das mais variadas formas, desprezam o conteúdo social do PAC, das políticas de inclusão, inclusive com afirmações do tipo “chega por que já damos demais”, mas não falam, e omitem, que a desorenação tributária no Brasil já atingiu mais de R$ 5 bilhões na produção em face à nova Lei Geral das microempresas, e outras medidas de desoneração.

Na verdade, o empresariado contrário a aprovação da CPMF, não tem sensibilidade social, e as atribuições argumentativas de reforma tributária e outras balelas, são pretextos políticos. Sem embargo, a antipatia por um imposto moderno que inviabiliza o “caixa dois”, é rechaçado também por questões políticas e de sucessão presidencial. Enquanto isso, a Fiesp perde a oportunidade de junto com um elenco de governadores, apoiar a prorrogação da CPMF, tão necessária aos projetos de desenvolvimento; o próprio governador de São Paulo, José Serra, disse que há impostos “que são piores”. Serra realizou na semana passada uma reunião com o comando do PSDB cobrando aprovação da CPMF. Na reunião, ele avaliou que a alíquota da CPMF deveria ser preservada para evitar que atrasos no processo de prorrogação provoquem perdas de arrecadação. Assim sendo, a Fiesp ficará isolada, e infelizmente Paulo Skaf representando a Federação, terá que relacionar cada vez mais com os “Cansados”, vez que a insensibilidade ao povo brasileiro é maior que os interesses que visam apenas o lucro.

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