Lula minimiza crise financeira e diz que Brasil está livre de reflexos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva procurou minimizar o temor com a crise financeira vivida pelos mercados, especialmente nos Estados Unidos, e buscou afastar os efeitos negativos da economia brasileira.

Questionado sobre a crise, Lula disse que os jornalistas deviam “perguntar ao [George] Bush” e sobre os reflexos, limitou a dizer que, “até agora” não atingiu o Brasil. O presidente participou nesta terça-feira da cerimônia de recepção ao primeiro-ministro da Noruega, Jens Stoltenberg.

Diferente da percepção do presidente, a Bovespa chegou a registrar 4% de queda na abertura desta terça após despencar 7,59% ontem, quando as Bolsas registraram seu pior dia do mercado desde o 11 de Setembro, derrubadas pela quebra do Lehman Brothers, o quarto maior banco de investimento norte-americano.

Ontem, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, recomendou aos investidores e correntistas brasileiros que evitem tomar decisões precipitadas diante do agravamento da crise financeira mundial e da conseqüente queda na Bolsa de Valores brasileira.

Segundo Mantega, “o Brasil é um porto seguro” em meio à crise internacional, já que está com sua economia fortalecida.Ele reafirmou as previsões de crescimento para 2008 e 2009, de 5,5% e 4,5%, respectivamente.

“O Brasil será uma das economias que será fortalecida a partir dessa crise, enquanto outros países serão enfraquecidos”, afirmou.

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, também afirmou ontem que o Brasil está preparado para enfrentar a crise financeira nos Estados Unidos. Segundo ele, o país vai enfrentar o colapso nos mercados internacionais com serenidade e seriedade.

Folha online

Rizzolo: Por hora, de forma incisiva, a crise ainda não deixou marcas expressivas na economia brasileira. Mas um fato relevante que se deve levar em consideração, é a necessária determinação brasileira em fortalecer o mercado interno. Não existe forma melhor de blindagem do que termos a economia interna aquecida, e não é com essa política perversa de altas taxas de juros que vamos nos preparar para esta e outras turbulências. Ao contrário do Brasil, os EUA estimulam em época de crise o mercado interno, injetando recursos para vascularizar a economia, já aqui exercitamos a exegese da retração, isso tudo a favor da especulação e especuladores, que nessas horas são por demais prejudiciais ao País.

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