Lula defende direito do Irã a programa nuclear pacífico

SÃO PAULO – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta segunda-feira, 22, o direito do Irã de manter seu programa nuclear para fins pacíficos. “O que defendemos há muito tempo é que o Irã tenha o direito a um programa nuclear para gerar energia”, disse o brasileiro durante pronunciamento ao lado de seu colega iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.

As declarações de Lula vão de encontro aos interesses dos Estados Unidos, que acusam o Irã de possuir um programa secreto para a construção de uma bomba nuclear.

Ahmadinejad retribuiu o apoio de Lula pedindo uma reformulação no Conselho de Segurança da ONU. “O Conselho de Segurança deve ser ampliado. Portanto, apoiamos o status permanente do Brasil o órgão”, disse o líder iraniano, em referência a entrada do Brasil como membro rotativo do conselho.
agencia estado

Rizzolo:
Da forma em que o Brasil se colocou, numa posição amena em relação ao programa nuclear iraniano, estabeleceu-se uma “certa cumplicidade” entre as iniciativas mal vistas perpetradas pelo governo iraniano em relação a esta questão nuclear. É claro que ninguém vai falar que o programa nuclear não é para fins pacíficos, porém ao que parece, faltou ao Brasil uma reafirmação em defesa do defesa do Estado de Israel, da democracia e contra a proliferação nuclear.

O grande interesse do Irã na América Latina é comercial, mas também joga sua estratégia para buscar apoio internacional ao seu programa nuclear. A grande verdade é que as sanções econômicas dos Estados Unidos e outros países europeus fizeram o governo do Irã se lançar em busca de novos mercados, principalmente no Hemisfério Sul. Enfim, o saldo da visita politicamente é medíocre, além de corrermos o risco de sermos mal interpretados perante o mundo.

CNT/Sensus aponta queda na diferença entre Serra e Dilma

BRASÍLIA – Os diferentes cenários de primeiro turno elaborados pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) com o Instituto Sensus, mostram tendência de crescimento da potencial candidata do governo à Presidência da República, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Isso ocorre ao mesmo tempo em que o principal candidato da oposição, o governador de São Paulo, José Serra, tem um comportamento entre estagnação e queda, principalmente quando se compara a pesquisa divulgada hoje com as de dezembro do ano passado.

Na primeira lista apresentada pela CNT/Sensus aos entrevistados, Serra aparece na frente de Dilma para primeiro turno, com 31,8% de intenções de voto, seguido pela ministra, com 21,7%. Em terceiro lugar, aparece o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), com 17,5%. A senadora Marina Silva (PV-AC) tem 5,9% e vem em quarto lugar.

O diretor do Sensus, Ricardo Guedes, observou que, mesmo sendo essa lista inédita, é possível notar que Serra perdeu cerca de 15 pontos porcentuais em intenções de voto em primeiro turno, quando se compara esta lista com cenários elaborados em dezembro do ano passado. Segundo Guedes, em dezembro de 2008, Serra tinha 46,5% de intenções de voto, enquanto Dilma tinha 10,4% e a ex-senadora Heloisa Helena (PSOL) – que na época era uma potencial candidata – tinha 12,5%.

Num segundo cenário elaborado pela CNT/Sensus, Ciro Gomes venceria o primeiro turno numa disputa sem Serra. Ciro teria 25% das intenções de voto, contra 21,3% de Dilma, e 14,7% do governador de Minas Gerais, Aécio Neves, que neste caso seria o presidenciável tucano. A senador Marina Silva aparece em quarto lugar, com 7,3%.

Em terceira lista, sem Ciro, Serra aparece com 40,5% de intenções de voto, porcentual praticamente idêntico aos 40,1% da pesquisa feita em setembro deste ano. Já Dilma subiria de 19,9% em setembro para 23,5% agora. Marina, que tinha 9,5% em setembro, recuou para 8,1%.

Num quarto cenário, com Aécio no lugar de Serra, e sem Ciro na disputa, Dilma Rousseff fica na frente em primeiro turno, com 27,9%, ante 25,6% registrados em setembro. Aécio, por sua vez, subiria de 19,5% para 20,7% e Marina Silva cairia de 11,2% para 10,4%.
agencia estado

Rizzolo: Entendo ser ainda prematura uma conclusão, mas não resta dúvida que Dilma cresce e já inicia uma curva ascendente. Na verdade o grande receio do povo brasileiro, é a não continuidade dos programas de inclusão social, e ao que parece no silêncio de Serra, e no vazio do discurso oposicionista, o povo brasileiro acaba fazendo uma leitura a favor de Dilma. Melhor seria se Serra realmente aprovasse publicamente os avanços de Lula e trocasse seu silêncio por palavras que adoçam os ouvidos dos pobres, carentes de esperança por uma vida melhor .

Visita indesejável

O mesmo país que tentou oferecer segurança e consolo a vítimas do Holocausto estende honras a quem banaliza o mal absoluto?

É DESCONFORTÁVEL recebermos no Brasil o chefe de um regime ditatorial e repressivo. Afinal, temos um passado recente de luta contra a ditadura e firmamos na Constituição de 1988 os ideais de democracia e direitos humanos. Uma coisa são relações diplomáticas com ditaduras, outra é hospedar em casa os seus chefes.

O presidente Ahmadinejad, do Irã, acaba de ser reconduzido ao poder por eleições notoriamente fraudulentas. A fraude foi tão ostensiva que dura até hoje no país a onda de revolta desencadeada. Passados vários meses, os participantes de protestos pacíficos são brutalizados por bandos fascistas que não hesitam em assassinar manifestantes indefesos, como a jovem estudante que se tornou símbolo mundial da resistência iraniana. Presos, torturados, sexualmente violentados nas prisões, os opositores são condenados, alguns à morte, em julgamentos monstros que lembram os processos estalinistas de Moscou.

Como reagiríamos se apenas um décimo disso estivesse ocorrendo no Paraguai ou, digamos, em Honduras, onde nos mostramos tão indignados ao condenar a destituição de um presidente? Enquanto em Tegucigalpa nos negamos a aceitar o mínimo contacto com o governo de fato, tem sentido receber de braços abertos o homem cujo ministro da Defesa é procurado pela Interpol devido ao atentado ao centro comunitário judaico em Buenos Aires, que causou em 1994 a morte de 85 pessoas?

A acusação nesse caso não provém dos americanos ou israelenses. Foi por iniciativa do governo argentino que o nome foi incluído na lista dos terroristas buscados pela Justiça. Se Brasília tem dúvidas, por que não pergunta à nossa amiga, a presidente Cristina Kirchner?
Democracia e direitos humanos são indivisíveis e devem ser defendidos em qualquer parte do mundo. É incoerente proceder como se esses valores perdessem importância na razão direta do afastamento geográfico.

Tampouco é admissível honrar os que deram a vida para combater a ditadura no Brasil, na Argentina, no Chile e confratenizar-se com os que torturam e condenam à morte os opositores no Irã. Com que autoridade festejaremos em março de 2010 os 25 anos do fim da ditadura e do início da Nova República?

O extremismo e o gosto de provocação em Ahmadinejad o converteram no mais tristemente célebre negador do Holocausto, o diabólico extermínio de milhões de seres humanos, crianças, mulheres, velhos, apenas por serem judeus. Outros milhares foram massacrados por serem ciganos, homossexuais e pessoas com deficiência. O Brasil se o rgulha de ter recebido muitos dos sobreviventes desse crime abominável, que não pode ser esquecido nem perdoado, quanto menos negado. O mesmo país que tentou oferecer um pouco de segurança e consolo a vítimas como Stefan Zweig e Anatol Rosenfeld agora estende honras a alguém que usa seu cargo para banalizar o mal absoluto?

As contradições não param por aí. O Brasil aceitou o Tratado de Não Proliferação Nuclear e, juntamente com a Argentina, firmou com a Agência Internacional de Energia Atômica um acordo de salvaguardas que abre nossas instalações nucleares ao escrutínio da ONU. Consolidou com isso suas credenciais de aspirante responsável ao Conselho de Segurança e expoente no mundo de uma cultura de paz ininterrupta há quase 140 anos com todos os vizinhos. Por que depreciar esse patrimônio para abraçar o chefe de um governo contra o qual o Conselho de Segurança cansou de aprovar resoluções não acatadas, exortando-o a deter suas atividades de proliferação?

Enfim, trata-se da indesejável visita de um símbolo da negação de tudo o que explica a projeção do Brasil no mundo. Essa projeção provém não das ameaças de bombas ou da coação econômica, que não praticamos, mas do exemplo de pacifismo e moderação, dos valores de democracia, direitos humanos e tolerância encarnados em nossa Constituição como a mais autêntica expressão da maneira de ser do povo brasileiro.

JOSÉ SERRA, 67, economista, é o governador de São Paulo. Foi senador pelo PSDB-SP (1995-2002) e ministro do Planejamento e da Saúde (governo Fernando Henrique Cardoso) e prefeito de São Paulo (2005-2006).

fonte: Folha de São Paulo

Rizzolo: Bem, concordo em tudo que o governador Serra alegou. Contudo, como a visita já ocorreu, nos resta apenas ter no presidente Lula uma postura em defesa da comunidade judaica brasileira e internacional, balizando os eventuais comentários tendenciosos do presidente do Irã, demonstrando que o Brasil não compactua desse antissemitismo, ou de condutas que ferem os direitos humanos. Tenho absoluta certeza que o presidente Lula jamais deixará respingar no Brasil o ódio antissemita, discriminatório, e tentará numa postura conciliatória obter um rascunho de paz numa região tão abalada como o Oriente Médio. Posso ser ingênuo, mas acredito no presidente Lula em relação a esta questão.

O Apagão e a Luz para Todos

Percebi algo estranho quando a luz da sala começou a oscilar. Para compensar a oscilação, trouxe para mais perto de mim a iluminação do abajur ao meu lado. Afinal, eu estava quase terminando de ler um capítulo do livro Amor e Exílio, de Isaac Bashevis Singer. Mas de repente tudo escureceu de vez, as luzes se apagaram, e a primeira coisa que me veio à mente foi que o problema ocorrera apenas no prédio em que moro. Meio curioso, tomando muito cuidado em plena escuridão, fui até a varanda e o que vi era impressionante: a cidade totalmente apagada, submersa na mais profunda escuridão.

Como um sobrevivente, lembrei-me da “luzinha” da mesinha do computador, aquela à pilha, à prova de qualquer apagão. Ainda sem saber exatamente o que se passava, pus-me ao lado da pequena luz azul, que de forma brilhante passou a iluminar a sala escura que alguns minutos antes compunha um cenário comum do meu dia a dia nos horários noturnos de leitura. Com olhar distante e recostado no sofá, à meia-luz, passei a refletir sobre o que é viver sem energia elétrica, sem uma geladeira, sem uma televisão, sem luz no abajur para ler.

Pensei em como os efeitos de um mero acidente de transmissão de energia elétrica, por mais insignificantes que sejam, podem nos levar a situações de desconforto, perigo, pânico e, muitas vezes, desespero. A luz faz parte da nossa vida e, desde os primórdios da humanidade, está diretamente relacionada à nossa sobrevivência. Então, como é possível conceber que no Brasil 80% da exclusão de energia elétrica está no meio rural e que 2,5 milhões de famílias brasileiras residentes nessa área – ou seja, 12 milhões de pessoas – ainda não possuem energia elétrica em suas casas?

Naqueles instantes, o que para mim parecia algo insuportável fazia parte do cotidiano daquelas famílias no interior do sertão e em outras localidades. Na realidade, o mapa da exclusão elétrica no país revela que as famílias sem acesso à energia são de baixa renda e estão, na maioria, nas localidades de menor Índice de Desenvolvimento Humano. Cerca de 90% dessas famílias têm renda inferior a três salários mínimos e 80% estão no meio rural.

Por bem o governo federal empreendeu um programa de inclusão de energia elétrica, o “Luz para Todos”, que visa utilizar a energia como vetor de desenvolvimento social e econômico dessas comunidades, contribuindo para a redução da pobreza e o aumento da renda familiar. Ao refletirmos sobre esses dados, vivenciando a escuridão temporária, talvez venhamos a enxergar no escuro a falta de oportunidade, o abandono desses brasileiros que vivem um eterno apagão social, onde, além da luz que não subsiste, enfrentam as dificuldades das pequenas cidades em que não houve a permeabilização do progresso.

Sem perceber, e perdido nas minhas reflexões, imerso naquele apagão, acabei adormecendo e acordando no dia seguinte, já com a luz e todo conforto. Lembrei-me então de uma frase de um antigo rabino da Polônia que dizia que a escuridão, as trevas não existem. O que existe é simplesmente a falta de luz. Um simples fecho de luz é capaz de iluminar a escuridão, e a simples vontade política e o compromisso com os pobres fazem com que os eternos apagões se tornem uma verdadeira luz de inclusão social, tornando as efêmeras faltas de energia da nossa cidade apenas um motivo para pensarmos num Brasil com um povo, enfim, iluminado.

Fernando Rizzolo

Texto publicado no Blog da Dilma

Bebê é abandonado em oficina mecânica em São Paulo

SÃO PAULO – Uma criança de aproximadamente oito meses foi abandonada na tarde de ontem, no banheiro de uma oficina mecânica na Vila Progresso, no bairro de Itaquera, zona leste de São Paulo

O dono da oficina disse à polícia que, por volta das 15 horas, soldava o escapamento embaixo de um veículo quando uma mulher apareceu, pediu para usar o banheiro e saiu 20 minutos depois. Nesse momento, o proprietário viu que o cachorro correu em direção ao quarto existente na oficina. Foi até lá e se surpreendeu ao ver, em cima da cama, uma criança morena.

O dono da oficina imediatamente relacionou o bebê com a mulher que acabara de sair. Após cerca de uma hora, quando viu que ela não reaparecia, chamou a polícia. O caso foi registrado no 32º Distrito Policial (Itaquera) como abandono de incapaz.
agência estado

Rizzolo: Parece que a cada dia que passa os maus tratos a crianças de uma maneira geral se acentuam. Um dia é um pai que joga uma criança do 18º andar e se suicida, outro dia é uma esquecida num carro, e agora uma abandonada numa oficina mecânica. Tenho muita pena destes pequeninos brasileiros frutos da miséria material e espiritual.

Dilma está disposta a ir ao Congresso explicar blecaute

BRASÍLIA – A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou neste domingo, 22, que está disposta, “se for do interesse do governo e do Parlamento”, a comparecer ao Congresso para prestar os esclarecimentos sobre o blecaute ocorrido há duas semanas em 18 Estados. A oposição na Câmara e no Senado quer o comparecimento da ministra sob o argumento de que Dilma Rousseff é a responsável pelo atual marco regulatório do setor elétrico.

Acompanhada do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra esteve, pela manhã, na sede do Diretório Nacional do PT, em Brasília, para votar na eleição do novo comando do partido. Perguntada sobre o assunto pelos jornalistas, ela não poupou o PSDB e o Democratas (DEM). Dilma Rousseff acusou a oposição de ter “memória curta” e qualificou de exagero querer comparar um blecaute de cinco horas com o racionamento de energia no governo Fernando Henrique Cardoso de “cinco anos e 11 meses”.

Ao tratar dos dois episódios, a ministra recorreu até mesmo a uma comparação entre as festas de Natal durante o apagão no governo anterior e as que acontecerão neste ano. “Sabe aquela árvore de Natal que tem na Lagoa Rodrigo de Freitas na cidade do Rio de Janeiro? Sabe aquela outra que tem no Parque Ibirapuera na cidade de São Paulo? Sabe aquela outra que tem ali no Rio Grande do Sul? Ou em Natal ou em qualquer outro Estado? A hipótese de você ter árvore de Natal em 2001 e 2002 era zero, porque não tinha energia. Hoje nós temos árvore de Natal”, disse. As informações são da Agência Brasil.

Rizzolo: Transformar um problema técnico em um ganho essencialmente político denota por parte da oposição o vazio do discurso. Hoje no Brasil a oposição se agarram em qualquer situação que possivelmente se obtenha um ganho secundário. Vale tudo nesse jogo. Entendo que já ficou definitivamente comprovado que o apagão foi um problema ocasional e não uma questão de incompetência de gerenciamento que assim quer insinuar aqueles que vibraram com a escuridão

Governo deve vetar projeto sobre fator previdenciário

BRASÍLIA – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje, ao chegar ao Ministério da Fazenda, que a tendência do governo é vetar a proposta aprovada ontem na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara que acaba com o fator previdenciário. “A linha do governo, dependendo da matéria, será vetá-la, quando ela prejudica as contas públicas”, disse.

Mantega, no entanto, destacou, que o projeto ainda não foi aprovado pelo plenário da Câmara. Ao ser indagado se o governo estava tranquilo em relação à aprovação na CCJ, ele disse que “o governo está sempre preocupado quando se trata de gastos”.
agência estado

Rizzolo: A postura do governo de desrespeito ao aposentado, com fúteis alegações de falta de verba afronta aos princípios de moral. Recursos para socorrer bancos sempre existiram, para empréstimos ao FMI nunca faltaram, para dar lições de moral ao mundo sobe desigualdades e injustiças então, sempre foi o “prato preferido”, agora para dar uma vida digna aos velhos apenas um ” tapa na cara” como esta afirmação de Mantega. Virem-se e arrumem dinheiro para os aposentados !!

Decisão sobre extradição de Battisti será de Lula, conclui STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou, em votação nesta quinta-feira, a extradição para a Itália do ex-ativista Cesare Battisti, mas concluiu que caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a decisão final sobre a entrega de Battisti ao governo italiano.

“A Corte entendeu que a última palavra sobre a entrega ou não de Battisti ao governo da Itália é do presidente da República”, disse um comunicado divulgado pelo STF logo após a decisão.

O pedido de extradição de Battisti foi impetrado pelo governo italiano há dois anos, quando ele foi preso no Brasil. Ele permanece detido no presídio da Papuda, em Brasília, enquanto aguarda a conclusão do julgamento.

Battisti foi condenado à prisão perpétua pela Justiça italiana, acusado de participação em quatro assassinatos entre 1977 e 1979, quando integrava o grupo Proletários Armados pelo Comunismo. Ele nega as acusações.

Em janeiro deste ano, o ministro da Justiça, Tarso Genro, concedeu a Battisti o status de refugiado político.

Julgamento

O caso Battisti é considerado um dos mais complexos da história do Supremo, não apenas pela extradição em si, mas também por questões políticas e diplomáticas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a defender publicamente a permanência de Battisti no Brasil.

O julgamento sobre a extradição foi iniciado em 9 de setembro, mas foi interrompido depois de 12 horas, com pedido de vista do ministro Marco Aurélio Mello.

Na ocasião, o relator, César Peluso, considerou “ilegal” a concessão de refúgio político e votou pela extradição de Battisti. Peluso considerou que Battisti não foi vítima de perseguição política, como defendido pelo governo brasileiro.

Os ministros Ricardo Lewandowski, Carlos Ayres Britto e Ellen Gracie seguiram o relator e também votaram pela extradição. Votaram contra a extradição os ministros Joaquim Barbosa, Carmem Lúcia e Eros Grau.

O mais novo ministro do STF, José Antonio Toffoli, que tomou posse em 23 de outubro, disse que não votaria “por motivo de foro íntimo”. Outro ministro, Celso de Mello, também se declarou impedido de votar por razões pessoais.

Na semana passada, o julgamento foi retomado, e o voto de Marco Aurélio Mello provocou um empate, com quatro ministros favoráveis à extradição e quatro contra.

Devido à presença de apenas cinco ministros no plenário, Gilmar Mendes anunciou que adiaria seu voto, que acabou proferindo nesta quarta-feira.
agencia estado

Rizzolo: Bem agora a extradição está nas mãos do presidente Lula. Como a questão é extremamente complexa, o encaminhamento da questão para as mãos do presidente passa a representar para o STF a melhor solução. Votaram a favor da extradição os ministros Ricardo Lewandowski, Carlos Ayres Britto, Ellen Gracie e Gilmar Mendes, que acompanharam o relator Cezar Peluso. Os ministros Eros Grau, Joaquim Barbosa, Cármen Lúcia e Marco Aurélio Mello se opuseram à extradição do italiano. Os ministros José Antonio Dias Toffoli e Celso de Mello alegaram questões pessoais e não participaram da votação. Após a votação pela extradição, os ministros decidiram também pelo placar de 5 votos a 4 que a decisão final sobre a extradição caberá ao presidente Lula, que pode acatar a posição dos magistrados ou decidir manter o abrigo político ao italiano.

Pai joga criança de prédio em SP e pula em seguida

SÃO PAULO – Duas pessoas – um adulto e uma criança – morreram na manhã desta quarta-feira, 18, após caírem de um prédio localizado na Chácara Inglesa, zona sul de São Paulo. Segundo informações iniciais da Polícia Militar, um homem de cerca de 30 anos jogou o filho, com idade entre 2 e 3 anos, do 18.º andar do edifício e em seguida pulou.

Os bombeiros foram acionados para o local por volta das 10h30 e ao chegarem no prédio, que fica na Rua Correia de Lemos, constataram a morte das duas vítimas.
agencia estado

Rizzolo: Ainda se tem pouca informação sobre o caso, mas trata-se de mais uma tragédia em São Paulo envolvendo a morte de um menino inocente. As pessoas com certeza estão cada vez mais precisando de Deus. A violência, as brigas conjugais, as separações, as drogas, faz com que as crianças acabem sendo vítimas daqueles que de forma desesperada não mais encontram sentido na vida. É o materialismo se sobrepondo ao espiritual, pura falta de Deus, de uma religião, de energia espiritual..

D´Urso é reeleito para a presidência da OAB-SP

SÃO PAULO – O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional São Paulo (OAB-SP), Luiz Flávio Borges D´Urso, está matematicamente reeleito pela segunda vez e deverá assumir o terceiro mandato consecutivo à frente de uma das maiores entidades de classe do País.

Das 223 subseções em todo Estado de São Paulo, já foram apurados os votos de 180 delas. O resultado parcial mostra D´Urso com 51 mil votos. Em segundo lugar, aparece, Rui Celso Reali Fragoso, com 44 mil votos. Reali era um dos outros três concorrentes ao cargo, além de Leandro Donizete Pinto e Raimundo Hermes Barbosa.

O resultado final das eleições só será conhecido na próxima quinta-feira (19), mas a vitória de D´Urso está matematicamente confirmada, pois faltam apenas 7 mil votos para serem apurados.

D´Urso foi reeleito para mais um mandato de três anos (2010 a 2012). Em breve entrevista à Agência Estado, ele evitou cantar vitória antes da apuração total da votação. “Ainda estamos na expectativa”, disse ele. “Embora o resultado seja praticamente irreversível, vamos aguardar”.

Segundo a OAB-SP, o índice de abstenção neste ano foi considerado alto pelos padrões eleitorais da entidade. Dos mais de 220 mil advogados associados, cerca de metade não compareceu para votar. Para D´Urso, isso reflete “a falta de debate sobre as propostas apresentadas pelos candidatos durante a campanha”. “Foi uma campanha fria, sem críticas à gestão atual, com calúnias e acusações na reta final. A única bandeira dos adversários era a de evitar uma nova reeleição”, afirmou ele.

agencia estado

Rizzolo: A vitória de D´Urso já era prevista, ( muito embora falta ainda o resultado oficial ), a grande massa dos advogados sempre apoiou a luta de D´Urso em relação às prerrogativas da profissão, ademais a forma de D´Urso gerenciar a instituição, seu carisma, e sua idoneidade, seu espírito democrático, sempre fez com que a imagem da advocacia fosse resgatada na sociedade paulista. Agora, o fato de ter havido o terceiro mandato não significa absolutamente nada; prova disso é que uma classe intelectualizada como a nossa, quando aplaude uma boa gestão ao que tudo indica pede bis.

Muitos dos que criticaram D´Urso na sua reeleição, contraditoriamente, apoiavam o terceiro mandato de Lula. Quem sabe desta feita, pelo menos, terão agora mais argumentos para defender seus pontos de vista na vida pública. Enfim, gostaria de parabenizar a todos os advogados, e os todos os nobres candidatos. A partir de amanhã todos seremos uma classe unida, pouco importa quem realmente vencerá, o essencial é sempre defendermos o espírito democrático e a luta pelos mais humildes sob a bandeira da nobre OAB-SP. Vamos aguardar o resultado oficial .