Tabacof defende “rápida redução dos juros” para reverter câmbio adverso

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A indústria manufatureira, que sempre o foi o carro-chefe da atividade econômica, já puxa para baixo a taxa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto). Mesmo com a revisão do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que elevou os números nacionais, a indústria ficou com míseros 1,9% de avanço. Isso soma-se aos estragos já causados pelo câmbio na renda dos produtores agrícolas, levados a uma situação crítica de difícil recuperação”, afirmou o diretor do Departamento de Economia do Centro das indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Boris Tabacof, ao analisar “o estrago” do câmbio adverso na economia brasileira.

Diante de tal situação, no artigo “’Soft landing’ para o câmbio”, no jornal Folha de S.Paulo, Tabacof prevê dias difíceis, o que poderá provocar “contínua queda das receitas de exportação de empresas, que, de início, causa diminuição dos lucros e da capacidade de investir e depois leva à redução e à paralisação de atividades quando os preços obtidos em reais alcançam e ultrapassam os custos variáveis, isto é, geram prejuízos na atividade” e “desindustrialização que ainda não é generalizada, mas que, de acordo com a ‘lei da gravidade’, vai se espalhando para muitos segmentos”, entre outras situações.

Para Tabacof, algumas medidas podem “reverter essa situação nefasta”: “rápida redução dos juros, o que não representa riscos de inflação, que seria a meta de chegar a 6% de juros reais, dito explicitamente pelo Banco Central”; “eliminação da isenção de 15% de Imposto de Renda sobre os ganhos dos investidores estrangeiros em títulos públicos federais”; e “tributação crescente sobre rendimentos de capitais que ingressam para ganhar na arbitragem dos juros, por exemplo, pegando-se empréstimos com taxas japonesas muito baixas e trazendo para a aplicação em títulos com juros brasileiros, o que dá um lucro garantido de, no mínimo, 6% ao especulador financeiro, sendo a progressividade da taxação inversamente proporcional ao prazo de permanência do investimento produtivo no país”.

Hora do Povo

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