Denuncia revela fraude na concorrência para a construção de nova linha do metrô de SP

Vox Populi: Dilma mantém 14 pontos de vantagem sobre Serra

Pesquisa Vox Populi/iG publicada nesta segunda-feira mostra que, a menos de uma semana das eleições, a candidata do PT ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, mantém a dianteira sobre o tucano José Serra na corrida presidencial, com 14 pontos de vantagem nos votos válidos.

Considerando-se apenas os votos válidos, Dilma seria eleita com 57% contra 43% de Serra. De acordo com esse critério, a distância entre os dois candidatos é de 14 pontos, igual à apontada pelo último levantamento. Ainda assim, 88% dos eleitores ainda afirma, porém, que já tem certeza da decisão tomada.

Já na votação nominal, incluindo brancos, nulos e indecisos, a ex-ministra da Casa Civil oscilou dois pontos para baixo em relação ao levantamento realizado pelo instituto entre os dias 15 e 17 de outubro e agora conta com 49% das intenções de voto. Com isso, ela tem uma vantagem de 11 pontos sobre Serra, que perdeu um ponto e aparece com 38%.

O número de eleitores que pretendem votar nulo ou em branco ainda é de 6% – mesmo índice contabilizado na última pesquisa. O Vox Populi apontou, no entanto, aumento do número de eleitores indecisos ou que não responderam ao questionário: de 4% para 7%.

O Vox Populi ouviu 3.000 pessoas em 214 municípios, entre os dias 23 e 24 deste mês e, portanto, já refletem a repercussão de episódios que marcaram o debate presidencial na semana passada, como o tumulto em um compromisso de Serra no Rio de Janeiro. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob número 37059/10 em 20 de outubro.

Vantagem

A região onde a candidata do PT tem a maior vantagem em relação ao adversário tucano é o Nordeste: 64%, contra 27% do tucano. Na pesquisa anterior, Dilma tinha 65% no Nordeste (caiu um ponto) e Serra tinha 28% (também caiu um ponto). Já no Sul, Serra tinha 50% contra 41% da petista e agora o tucano aparece com 47% (3 pontos a menos) contra 39% de Dilma (dois pontos a menos). No Sudeste, onde está concentrada a maior fatia do eleitorado, Dilma venceria por 44% (tinha 47% na pesquisa anterior) a 40% de Serra, que manteve o índice.

Entre os eleitores de Dilma, 53% são homens e 46%, mulheres. Já Serra tem mais apoio entre mulheres (40%) do que entre os homens (36%).

Num momento em que temas religiosos ganharam destaques na campanha, a pesquisa aponta também que Dilma venceria o rival entre eleitores católicos (51% a 39%), católicos não praticantes (53% a 35%) e evangélicos (44% a 41%). Entre os eleitores que não têm religião, a vantagem da petista é de 46% a 38%.

Fonte: iG
Rizzolo: Não é difícil explicar a margem das pesquisas em função da popularidade do governo Lula, mas o que realmente conta, é o receio do povo brasileiro em relação ao um retrocesso político. Por muitos anos a população pobre se viu privada do desenvolvimento do país, foi portanto no governo Lula que os avanços surgiram, e no discurso da oposição não há uma diretriz em relação à política de inclusão, de cuidar dos pobres, talvez seja o receio de se perder tais conquistas que faz com que o povo enxergue a candidata Dilma como a preferida. Mas pesquisa boa é a urna.

Dona da gráfica que fez panfletos anti-Dilma é filiada ao PSDB

Às 13h45 de domingo (18), a Polícia Federal encerrou uma operação para apreensão de cerca de 1 milhão de panfletos anti-Dilma impressos em uma gráfica no bairro do Cambuci, região central de São Paulo, e creditados à Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Arlety Satiko Kobayashi é sócia da gráfica Pana, onde foi encontrado o material na tarde do sábado. Segundo a ficha cadastral da empresa, constante no site da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp), Arlety participa com 50% do valor da sociedade. Os outros 50% são de Alexandre Takeshi Ogawa.

Uma consulta no site do Diretório Municipal do PSDB de São Paulo mostra que Arlety é filiada ao PSDB no diretório zonal da Bela Vista. O Diário Oficial do Estado de São Paulo, publicado em 1º de julho de 2010, corrobora que Arlety tem cargo na Assembleia Legislativa de São Paulo e, portanto, atua também como funcionária pública.

O deputado federal José Eduardo Cardozo (PT-SP), coordenador da campanha de Dilma, afirmou ainda que há indícios de que o PSDB possa estar por trás da articulação. “Não quero fazer aqui nenhuma acusação leviana, mas o fato de a gráfica ter uma das sócias filiadas ao PSDB desde 1991 e de ela ser irmã de Sérgio Kobayshi, coordenador de infraestrutura da campanha de José Serra, são indícios suficientes para que o caso seja apurado com rigor.”

“É um desrespeito à inteligência da sociedade esses panfletos terem sido rodados lá. A Arlete é irmão de um dos coordenadores do Serra. A campanha dele tem uma resposta a ser dada. Queremos saber quem financiou, quem pagou. Cabe à Polícia Federal e à Justiça Eleitoral investigar”, disse Cardozo.

Suspensão de sigilo

Na tarde de ontem, após a conclusão da apreensão, o ministro Henrique Neves da Silva suspendeu o sigilo processual decretado na decisão que autorizou a operação.

Na liminar do deferimento, o ministro revela que a ação cautelar foi ajuizada pela Coligação Para o Brasil Seguir Mudando e por Dilma Rousseff e que as autoras afirmam que “tais ‘informações’ – diga-se desde já, inverídicas e degradantes -, além de configurarem crimes contra a honra (injúria e difamação eleitorais), também se configuram em propaganda eleitoral negativa irregular, pois não estão presentes os requisitos legais para a propaganda por meio de panfletos e folhetos”.

No decreto, o ministro usa as mesmas palavras das autoras: “o conteúdo do panfleto apresentado pelas autoras caracteriza, em uma primeira análise, peça de propaganda eleitoral negativa”. Ele ainda especula que a autoria dos panfletos não pode ser verdadeira, já que a CNBB se manifestou no sentido de não autorizar a utilização de seu nome para a realização de qualquer tipo de propaganda eleitoral, afirmando, depois, que, caso se confirme a autoria, há a infração da Lei 9.9504/97: “é vedado, a partido e candidato, receber direta e indiretamente doação em dinheiro ou estimável em dinheiro, inclusive por meio de publicidade de qualquer espécie, procedente de (…) entidades beneficentes e religiosas”.

Entenda o caso

A carta, publicada no panfleto e intitulada “Apelo a todos os brasileiros e brasileiras”, pede que nas próximas eleições os eleitores deem seus votos somente a candidatos ou candidatas de partidos contrários à descriminalização do aborto. A carta lembra que o PT manifestou apoio incondicional ao terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos, assinado pelo atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, e pela então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, no qual se reafirmou a descriminalização do aborto. Esse material seria distribuído neste domingo em igrejas dos bairros do Paraíso e da Barra Funda, em São Paulo, e na cidade de Guarulhos.

O pai do outro sócio da gráfica, Paulo Ogawa, revelou que os folhetos foram solicitados pela Mitra Diocesana de Guarulhos.

Os mesmos panfletos já haviam circulado entre fiéis no primeiro turno das eleições. No feriado do último dia 12, eles ainda foram distribuídos em Aparecida (SP) e Contagem (MG).

Terra

Rizzolo: Não sabemos se realmente o PSDB está por trás disso tudo, porém como diz Cardoso, causa espécie a dona da gráfica ter relações políticas com os tucanos. A grande verdade é que existe uma orquestração maléfica com o intuito de desqualificar e atacar a candidata Dilma, utilizando-se de todos os meios, desde religião ao aborto e outros temas. Só por isso entendo que o radicalismo de direita tomou conta da oposição, e isso não é bom para a democracia. O Brasil no período Lula viveu uma paz social, poucas greves, poucas manifestações e muito desenvolvimento, meu receio é que se Serra vencer, isso tudo poderá mudar, e instabilidade social ninguém quer.

Em manifesto, PT critica campanha tucana e “uso eleitoral” da religiosidade

Em um manifesto publicado no site do PT nesta quinta-feira (7), a coligação “Para o Brasil seguir mudando”, que apoia a candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência, criticou a exploração da religiosidade “para fins eleitorais” e disse que “a candidatura da oposição [do tucano José Serra] encontra-se mergulhada em contradições”.

“Tentam atrair os verdes, mas não podem tirar o velho e conservador DEM de seu palanque. Denuncia ‘aparelhismos’, mas já está barganhando cargos em um possível ministério. Proclama-se democrata, mas persegue jornalistas e censura pesquisas. Seus partidários tentam sair dessa situação por meio de uma série de manobras que buscam confundir o debate político nacional. Espalham mentiras e acusações infundadas”, diz o texto intitulado “Com Dilma no segundo turno – Para o Brasil seguir mudando”.

Sobre a polêmica a respeito do aborto, a coligação diz repudiar “aqueles que querem explorar cinicamente a religiosidade do povo brasileiro para fins eleitorais”.

O documento ainda compara as gestões de Fernando Henrique Cardoso e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirma que com a eleição de Dilma, “a obra não vai parar”. “O que está em jogo nesta eleição é o confronto entre dois projetos distintos. De um lado, o Brasil do passado, da paralisia econômica, do gigantesco endividamento interno, mas também da dívida externa e da submissão ao FMI. O Brasil que quase foi à falência nas crises mundiais de 95, 97 e 98”, diz.

Ao final, o documento conclama todos partidos da coligação (PMDB, PC do B, PDT, PRB, PR, PSB, PSC, PTC e PTN) a militarem pela eleição de Dilma.

Leia o manifesto na íntegra:

“Os resultados da eleição do dia 3 de outubro são uma grande vitória do povo brasileiro. Dilma Rousseff e Michel Temer obtiveram mais de 47 milhões de votos, patamar semelhante aos de Lula nos primeiros turnos das eleições de 2002 e 2006.

Os Partidos que integram a coligação vitoriosa elegeram 11 governadores e disputam o segundo turno em 10 outros estados. Com mais de 350 deputados, sobre 513, entre aliados e coligados, o próximo Governo terá a maioria da Câmara Federal. Será também majoritário no Senado, com mais de 50 senadores. Terá, pelo menos, 734 deputados estaduais.

Estão reunidas, assim, todas as condições para a vitória definitiva em 31 de outubro. Para tanto, é necessário clareza política e capacidade de mobilização.

A candidatura da oposição encontra-se mergulhada em contradições. Tentam atrair os verdes, mas não podem tirar o velho e conservador DEM de seu palanque. Denuncia “aparelhismos”, mas já está barganhando cargos em um possível ministério. Proclama-se democrata, mas persegue jornalistas e censura pesquisas. Seus partidários tentam sair dessa situação por meio de uma série de manobras que buscam confundir o debate político nacional. Espalham mentiras e acusações infundadas.

Mas o que está em jogo hoje no país é o confronto entre dois projetos. De um lado, o Brasil do passado, da paralisia econômica, do gigantesco endividamento interno, mas também da dívida externa e da submissão ao FMI. O Brasil que quase foi à falência nas crises mundiais de 95, 97 e 98.

O Brasil de uma carga tributária que saltou de 27% para 35% do PIB. O Brasil dos apagões, e do sucateamento da infraestrutura. O Brasil da privataria, que torrou nossas empresas públicas por 100 bilhões de dólares e conseguiu a proeza de dobrar nossa dívida pública. E já estão anunciando novas privatizações, dentre elas a do Pré Sal.

O Brasil do passado, do Governo FHC, que nosso adversário integrou, é o país que não soube enfrentar efetivamente a desigualdade social e não tinha vergonha de afirmar que uma parte da população brasileira era “inempregável”. Portanto, o Brasil do desemprego. Era o Brasil do desmonte do Estado e da perseguição aos funcionários.

Era o Brasil das universidades à beira do colapso e da proibição do Governo Federal de custear escolas técnicas. Mas, sobretudo, era o país da desesperança, de governantes de costas para seus vizinhos da América Latina, cabisbaixos diante das potências estrangeiras em cujos aeroportos se humilhavam tirando os sapatos.

Em oito anos o Brasil começou a mudar. Uma grande transformação se iniciou e deverá continuar e aprofundar-se no Governo Dilma.

O Brasil de Lula, hoje, e o de Dilma, amanhã, é e será o país do crescimento acelerado que gera cada vez mais emprego e renda. Mas um país que cresce porque distribui renda. Que retirou 28 milhões de homens e mulheres da pobreza. Que possibilitou a ascensão social de 36 milhões de brasileiros. Que criou mais de 14 milhões de empregos formais. Que expandiu o crédito, sobretudo para os de baixa renda. Que fez crescer sete vezes os recursos para a agricultura familiar. E que fez tudo isso sem inflação ou ameaça dela. O Brasil de Lula e de Dilma é o país que possui uma das mais baixas dívidas internas do mundo. Que deixou de ser devedor internacional, passando à condição de credor. Que não é mais servo do FMI. É o país que enfrentou com tranquilidade a mais grave crise econômica mundial. Foi o último a sofrer seus efeitos e o primeiro a sair dela.

Dilma continuará a reconstruir e fortalecer o Estado e a valorizar o funcionalismo. O Brasil de Lula e de Dilma está reconstruindo aceleradamente sua infraestrutura energética, seus portos e ferrovias. É o Brasil do PAC. O Brasil do Pré Sal. O Brasil do Bolsa Família. É o Brasil do Minha Casa, Minha Vida, que vai continuar enfrentando o problema da moradia, sobretudo para as famílias de baixa renda.

Nosso desenvolvimento continuará sendo ambientalmente equilibrado, como demonstram os êxitos que tivemos no combate ao desmatamento e na construção de alternativas energéticas limpas. Manteremos essa posição nos debates internacionais sobre a mudança do clima.

No Brasil de Lula e de Dilma foi aprovado o FUNDEB que propiciou melhoria salarial aos professores da educação básica. É o país onde os salários dos professores universitários tiveram considerável elevação. Onde se criaram 14 novas universidades federais e 124 extensões universitárias. Onde mais de 700 mil estudantes carentes foram beneficiados com as bolsas de estudo do Prouni e 214 Escolas Técnicas Federais foram criadas. Onde 40 bilhões de reais foram investidos em ciência e tecnologia. Esse Brasil continuará a desenvolver-se porque o Governo Dilma cuidará da pré-escola à pós-graduação e fará da educação de qualidade o centro de suas preocupações. O Brasil de Dilma continuará dando proteção à maternidade e protegendo, com políticas públicas, as mulheres da violência doméstica. Será o Brasil que dará prosseguimento às políticas de promoção da igualdade racial.

Os alicerces de um grande Brasil foram criados. Mais que isso, muitas das paredes desta nova casa já estão erguidas. A obra não vai parar.

Vamos prosseguir no esforço de dar saúde de qualidade com mais UPAS, Samu, Brasil Sorridente, Médicos de Família. Vamos continuar o grande trabalho de garantir a segurança de todos os brasileiros, com repressão ao crime organizado e controle das fronteiras, mas, sobretudo, com respeito aos direitos humanos, ações sociais e a participação da sociedade como vêm acontecendo com as UPP.

Vamos continuar a ser um país soberano, solidário com seus vizinhos. Um país que luta pela paz no mundo, pela democracia, pelo respeito aos direitos humanos. Um país que luta por uma nova ordem econômica e política mundial mais justa e equilibrada.

Os brasileiros continuarão a ter orgulho de seu país. Mas, sobretudo, queremos aprofundar nossa democracia. A grande vitória que a coligação PARA O BRASIL SEGUIR MUDANDO obteve nas eleições para o Congresso Nacional permitirá que Dilma Rousseff tenha uma sólida base de sustentação parlamentar.

Diferentemente do que ocorreu entre 1995 e 2002, a nova maioria no Congresso não é resultado de acordos pós-eleitorais. Ela é o resultado da vontade popular expressa nas urnas. Essa maioria não será instrumento para esmagar as oposições, como no passado. Queremos um Brasil unido em sua diversidade política, étnica, cultural e religiosa.

Por essa razão repudiamos aqueles que querem explorar cinicamente a religiosidade do povo brasileiro para fins eleitorais. Isso é um desrespeito às distintas confissões religiosas. Tentar introduzir o ódio entre as comunidades religiosas é um crime. Viola as melhores tradições de tolerância do povo brasileiro, que são admiradas em todo o mundo.

O Brasil republicano é um Estado laico que respeita todas as convicções religiosas. Não permitiremos que nos tentem dividir.

O Brasil de Dilma, assim como o de Lula, é e será uma terra de liberdade, onde todos poderão, sem qualquer tipo de censura, expressar suas idéias e convicções.

Será o Brasil que se ocupará de forma prioritária das crianças e dos jovens, abrindo-lhes as portas do futuro. Por essa razão dará ênfase à educação e à cultura. Mas será também um país que cuidará de seus idosos, de suas condições de vida, de sua saúde e de sua dignidade.

Sabemos que os milhões que estiveram conosco até agora serão muitos mais amanhã.

Para dar continuidade a essa construção iniciada em 2003 convocamos todos os homens e mulheres deste país. A hora é de mobilização. É importante que nas ruas, nas escolas, nas fábricas e no campo a voz da mudança se faça ouvir mais fortemente do que a voz do atraso, da calúnia, do preconceito, da mentira, dos privilégios.

À luta, até a vitória.

Brasília, 07 de outubro de 2010.

Coligação Para o Brasil Seguir Mudando”‘

Rizzolo: Sinceramente, como pode uma pessoa investida num cargo religioso, aproveitando-se de uma delegada legitimidade espiritual, difamar politicamente um candidato, através de uma religião. E se ainda não bastasse, para alcançar seu desiderato, lança mão de um meio de comunicação público como uma emissora de televisão. É bom lembrar que as redes de televisão são concessões públicas. Preocupante isso, hein !…. Boa noite ……vamos refletir…. Texto do Rizzolo no Blog da Dilma

Gilmar Mendes nega motivação partidária em pedido de vista

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes negou nesta quinta-feira (30) que haja motivação político-partidária no pedido de vista feito por ele na sessão desta quarta-feira (29) sobre a ação ajuizada pelo PT contra a lei que exige a apresentação de dois documentos na hora de votar. O julgamento foi interrompido por causa do pedido do ministro e retomado na tarde desta quinta.

“Isso improcede em toda a extensão. Quem me conhece sabe muito bem que jamais me deixei pautar por interesses político-partidários. Estive no TSE por longo período e inclusive fixei uma orientação para que houvesse um critério na aplicação do difícil direito eleitoral muito propenso aos ‘ismos’ de toda a índole inclusive aos casuísmos. Ministro [Dias] Toffoli que me acompanhou lá como advogado sabe disso”, afirmou o ministro antes de iniciar seu voto no recomeço do julgamento.

Gilmar Mendes se referiu à reportagem publicada na edição desta quinta do jornal “Folha de S.Paulo” afirmando que o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, teria ligado para o ministro antes do julgamento. A determinação de apresentar dois documentos na hora de votar foi fixada pela minirreforma eleitoral, aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado.

A suspensão do julgamento pelo pedido de vista de Mendes aconteceu quando o placar era de 7 a 0. Já haviam votado pela derruba da exigência os ministros Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, Marco Aurélio e Ayres Britto, além da relatora do processo, Ellen Gracie.

Antes de votar, o ministro buscou ainda justificar a necessidade do pedido de vista que interrompeu a decisão a quatro dias das eleições. “Já há seis ou sete votos num dado sentido. Ainda que houvesse 10 votos poderia haver pedido de vista. O pedido de vista pode servir de uma revisão do julgado também como de voto vencido a sinalizar o futuro. Esse é o processo dialético complexo que marca as cortes constitucionais. Cito inúmeros casos em que um pedido de vistas muda o rumo de um julgamento. Não é apenas um poder ou um direito, mas um dever daquele que pede vista”, declarou Gilmar Mendes.

Caso

Em sua contestação sobre a obrigatoriedade de apresentação de dois documentos para votar, o partido alega que a dupla identificação seria uma redundância porque, uma vez cadastrado pela Justiça Eleitoral, o cidadão já é eleitor e só precisaria comprovar a própria identidade.

No julgamento, a defesa do PT ainda classificou a norma como um excesso. Segundo os advogados da legenda, o pedido foi feito tão perto da data das eleições por causa da decisão do TSE de ampliar o prazo para retirada da segunda via do documento, interpretada como um indicativo da dificuldade para reimprimir o documento.

“Foi um temor de falta de participação até porque o TSE reconheceu a dificuldade de recadastramento para a segunda via. Mas não existe nenhum estudo que diga qual o matiz ideológico, o candidato ou o nível de formação [dos eleitores que viessem a ser impedidos de votar]”, disse o advogado do PT, Pierpaolo Bottini.

G1
Rizzolo: Definitivamente não acredito que houve motivação partidária em pedido de vista. Não é possível que o ministro Gilmar Mendes fosse capaz de agir dessa forma, agora receber ligação de José Serra antes do julgamento, segundo a imprensa, entendo ser algo estranho, e que o ministro pelo menos nessa época eleitoral deveria se abster de ter contato com candidatos, se é que verdade tudo isso.

PT entra com ação contra Serra por divulgação de vídeos agressivos

SÃO PAULO – A campanha de Dilma Rousseff entrou nesta quinta-feira, 23, com ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a coligação “O Brasil Pode Mais” – do candidato tucano, José Serra. A motivação para a medida é uma série de vídeos publicados nesta quinta na internet – e feitos a pedido da campanha do PSDB – que, em tom agressivo, acusam o PT de ser “o partido que não gosta da imprensa” e que “ataca seus adversários e a família dos seus adversários”. Na ação, os advogados de Dilma pedem liminar para retirar o vídeo do ar e impedindo o PSDB de exibi-lo na mídia tradicional. De acordo com a assessoria jurídica da petista, a coligação teria, ainda, solicitado à Polícia Federal que investigue o caso. O mesmo pedido foi feito ao Ministério Público, de acordo com o site de Dilma.

“É de fácil verificação que o vídeo não tem o condão de criticar a adversária com a finalidade de debater ou discutir propostas de governo antagônicas ou diversas – o que é aceito de forma irrestrita no embate eleitoral. Trata-se de evidente e absurda ofensa à dignidade da candidata Dilma Rousseff e de seu partido, em desacordo com a legislação vigente, pois ofensiva, degradante e falsa”, diz a ação protocolada no TSE.

No mais agressivo dos vídeos, um sósia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece segurando quatro cães da raça rottweiler, que latem ferozmente em direção à câmera. Um locutor diz: “Lula fez coisas boas pelo País. A melhor delas foi não deixar o PT mandar no seu governo”. E conclui: “Lula conseguiu segurar, mas e a Dilma? Será que ela vai ter força para segurar o PT?” Em outro, uma atriz, representando Dilma participa de uma entrevista

estadão

 

Lula chama DEM de “donos de engenho”; Dilma vê desespero em Serra

Em comício na noite desta quarta-feira (22), no Parque do Semeador, em Curitiba (PR), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou as lideranças do DEM (o ex-PFL) de se comportarem como “donos do engenho”. Segundo Lula, “Agora estão inventando que nós ameaçamos a democracia. Eles são os ‘democratas’, os ‘donos do engenho’ — e os moradores da senzala são contra a democracia. É isso que eles estão querendo passar para a sociedade.”

Ao criticar o PSDB, Lula lembrou que estão em jogo nessa eleição presidencial dois projetos antagônicos. “Um é o de soberania nacional e o outro é o de entrega do país”. De acordo com o presidente, no dia 3 de outubro o povo vai decidir se prefere “a mudança definitiva neste País” ou o “projeto das privatizações”. E agregou: “Vocês estão lembrados que eles queriam privatizar a Petrobras e até mudar o nome para Petrobrax?”.

Para Lula, os tucanos só sabem chegar perto do povo em período eleitoral. “Em época de eleição, pobre é a melhor coisa do mundo. E rico é a pior coisa do mundo. Depois da eleição, eles nunca mais chegam perto dos pobres.”

Em tom de ironia, o presidente criticou promessas do presidenciável tucano José Serra sobre o pagamento de 13º salário para os beneficiados do Bolsa Família e aumento do salário mínimo. “Eles passaram a vida inteira arrochando salário mínimo, contra Bolsa Família. O que é mais triste é que eles pensam que a gente é tolo.”

Lula também comparou a disputa pelo governo do Paraná a uma “final de campeonato”. O presidente é apontado como um dos responsáveis pela subida do aliado no estado, o senador Osmar Dias (PDT-PR). Dias assumiu a liderança na disputa — mas seu adversário Beto Richa (PSDB) está impedindo, na Justiça Eleitoral, que sejam divulgadas as mais recentes pesquisas do Ibope, do Datafolha e do Vox Populi.

No discurso, ao pedir votos para Osmar, Lula disse que “política a gente não vota pela cara. A gente vota pelo compromisso. E esse homem [apontando para Dias] tem história”. O presidente pediu aos eleitores que vistam a camisa do pedetista no trabalho, convençam vizinhos a votarem nele e exibam adesivos do candidato em seus carros.

Realizado no bairro Sítio Cercado — um dos mais populosos de Curitiba —, o comício também foi marcado por promessas de campanha da candidata à Presidência Dilma Rousseff e de Osmar Dias. Entre as principais garantias, sobressai a construção de 100 mil casas populares e ampliação da cobertura do Bolsa Família no estado das atuais 480 mil famílias para 550 mil já a partir de janeiro de 2011.

Dilma também afirmou que o desespero de seus opositores está levando-os a “levantar falsidades e mentiras. Usam, sobretudo, do desespero para criar um clima de ódio”. Mas, segundo ela, o povo brasileiro não se deixará levar. “Vamos combater o ódio que tentam destilar com uma esperança no Brasil e imenso amor ao povo brasileiro”, afirmou Dilma, evocando a campanha de Lula em 2002, quando o lema era “a esperança vencendo o medo”.

Novamente referindo-se a Lula, Dilma disse que o Brasil derrubou um preconceito quando o elegeu presidente. “Agora vai dar a possibilidade de acabar com novamente com o preconceito, mostrando que uma mulher é capaz de se eleger presidente da República”, acrescentou.

Da Redação, com agências
vermelho

Rizzolo: Apenas para fazermos uma análise no quadro político. É importante salientar que as afirmações de Lula e de Dilma em relação a o que é o DEM ou o PSDB, não são novidade nenhuma para segmentos da sociedade brasileira que lêem jornais, acompanham a postura política dos partidos, e votam conscientes. Todo mundo sabe que tanto DEM quanto PSDB são partidos de direita, conservadores, portanto estão no seu papel, agora o que se condena é a forma truculenta destes partidos de tentar ganhar uma eleição na base do denuncismo sem provas, em posarem de democratas , em se fazerem de preocupados com os pobres do país, numa atitude cabal eleitoreira ainda da época em que o povo era enganado facilmente. Isso mudou, e a direita precisa recompor seu discurso com sinceridade, os pobres sabem quem são aqueles que estão do seu lado.