Governo deve vetar projeto sobre fator previdenciário

BRASÍLIA – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje, ao chegar ao Ministério da Fazenda, que a tendência do governo é vetar a proposta aprovada ontem na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara que acaba com o fator previdenciário. “A linha do governo, dependendo da matéria, será vetá-la, quando ela prejudica as contas públicas”, disse.

Mantega, no entanto, destacou, que o projeto ainda não foi aprovado pelo plenário da Câmara. Ao ser indagado se o governo estava tranquilo em relação à aprovação na CCJ, ele disse que “o governo está sempre preocupado quando se trata de gastos”.
agência estado

Rizzolo: A postura do governo de desrespeito ao aposentado, com fúteis alegações de falta de verba afronta aos princípios de moral. Recursos para socorrer bancos sempre existiram, para empréstimos ao FMI nunca faltaram, para dar lições de moral ao mundo sobe desigualdades e injustiças então, sempre foi o “prato preferido”, agora para dar uma vida digna aos velhos apenas um ” tapa na cara” como esta afirmação de Mantega. Virem-se e arrumem dinheiro para os aposentados !!

UGT: só haverá acordo com fim do fator previdenciário

BRASÍLIA – O presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Pattah, afirmou hoje que a entidade só aceitará proposta do governo federal para reajuste dos aposentados e pensionistas da Previdência que inclua o fim do fator previdenciário. “Não terá acordo em relação a esse instrumento perverso que reduz os benefícios, que é o fator previdenciário”, disse ele, em conversa com a Agência Estado. Segundo ele, a posição da entidade em favor do fim do fator previdenciário, nos moldes de um projeto de lei de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), foi referendada hoje durante a realização da 8ª Plenária da UGT, em Brasília, que reuniu dirigentes regionais da entidade.

O presidente da UGT confirmou a possibilidade de ocorrer uma reunião entre os dirigentes de todas as centrais sindicais com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva amanhã ou na quinta-feira pela manhã, após a 6ª Marcha da Classe Trabalhadora marcada para esta quarta-feira em Brasília. Segundo Ricardo Pattah, o reajuste real de 2,5% que está sendo sinalizado para quem ganha mais de um salário mínimo da Previdência Social pode ser melhorado. “No entanto, a nossa principal condição será o fim do fator previdenciário e vamos panfletar o Brasil com essa nossa posição”, ressaltou o sindicalista.

A proposta do senador Paim, que extingue o fator previdenciário, não agrada o governo porque elevará as despesas com aposentadorias futuras. O fator é uma fórmula que reduz ou eleva o valor final das aposentadorias de acordo com a idade do segurado. O Ministério da Previdência Social é contra a proposta porque, além de acabar com essa fórmula, o projeto também restabelece a chamada “média curta” no cálculo das aposentadorias, considerando apenas os últimos três anos de contribuições ao sistema. Atualmente, considera-se a média das contribuições feitas desde junho de 1994.

O governo não quer o fim do fator, que foi criado em 1999 para desestimular as aposentadorias precoces. Desde então, proporcionou ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) uma economia estimada em R$ 10 bilhões. O governo aceitou apenas uma mudança de critério: as pessoas poderiam se aposentar com benefício integral quando a idade, somada ao tempo de contribuição, resultasse em 95 anos (homens), ou 85 anos (mulheres). Por essa nova fórmula, seria exigido menos tempo adicional de contribuição para não haver redução nos valores finais.

agencia estado

Rizzolo: É bom saber que, no universo sindical ainda existem pessoas, líderes, comprometidos com a causa dos aposentados como Ricardo Pattah. Desse eu posso falar porque o conheço, e é um amigo. A postura realista de Pattah na defesa do fim do fator previdenciário, faz dele um destaque no universo sindical, comandando a UGT. Falar claramente, sem rodeios que o que queremos é o fim do fator, sem meandros, sem instrumentos de substituição. Acabar com esse fator que na realidade agride a integridade física e moral dos aposentados e daqueles que já deram o seu quinhão de contribuição à nação. O presidente Lula não deixará uma triste lembrança na memória dos aposentados, tenho certeza disso. Parabéns Pattah pela sua postura !

As Reservas Minerais e o Futuro dos Jovens

Não faz mais do que dois anos quando numa tarde de domingo li um artigo interessante no jornal Folha de São Paulo, e que me levou a refletir sobre o potencial do Brasil em termos de recursos naturais.

Escondida sob a vegetação seca e os mandacarus da caatinga do sertão do Ceará, encontra-se a jazida de Itatiaia, localizado em um distrito distante da sede de Santa Quitéria (212 km de Fortaleza), hoje considerada a maior reserva de urânio do país. Esta área, com grande índice de desertificação e miséria, está também associada a outro minério, o fosfato.

Os moradores das comunidades vizinhas, por certo, mal sabiam do que se tratava tal mineral; apenas estranhavam o solo, montanhoso e cheio de pedras avermelhadas, bem como a movimentação – provavelmente de geólogos – desde 1976, quando foi descoberta a jazida. O que mais me intrigou no artigo foi exatamente o fato de que os habitantes da pobre comunidade, muito embora vivessem sobre um solo extremamente rico, eram essencialmente pobres, fazendo com que a injustiça social fosse ressaltada, envolta num cenário “surrealista econômico” e incoerente, entre a riqueza de um solo e a triste constatação da falta de oportunidade, de emprego, fazendo do destino de ser brasileiro, uma perpetuação alienada entre as riquezas do país e a condição de pobreza imposta pela política oportunista e pelos interesses nada nacionalistas, que sempre permearam nossa política.

Portanto, não há como discordarmos das posturas de defesa dos nossos recursos naturais e da postulação da aplicação de tais dividendos no combate à miséria, no investimento na educação e na saúde, sob pena de nos transformarmos em modelos de subdesenvolvimento como alguns países árabes, detentores de potencial petrolífero, cuja população permanece no desalento, muito embora sobre um solo rico.

Por bem, o governo Lula – na elaboração das regras para exploração da camada pré-sal, enviado ao Congresso – propôs que os recursos do Pré-Sal, irão compor um fundo denominando Fundo de Desenvolvimento Social, sendo que uma parte será investida em títulos públicos, ações e projetos de infra-estrutura e outra deverá ser aplicada na saúde, educação e no combate à pobreza. Com efeito, só podemos conceber uma democracia de qualidade quando exercida por uma sociedade instruída, dotada de conceitos críticos e refratária aos argumentos populista; a instrumentação para isso é o investimento na educação dos jovens.

Assim sendo, nada mais justo do que apresentar um modelo onde a receita dos recursos naturais, quer sejam eles advindos das reservas de urânio ou do petróleo, incidam sobre a preparação intelectual dos jovens do nosso país. Nada justifica termos um solo rico, onde a distribuição desta riqueza não reverta no combate sistemático da miséria, do analfabetismo, na formação profissional e na saúde da população. Principalmente dos jovens, segmento da sociedade preterido pelos modelos econômicos anteriores cuja predominância era de um viés financeiro.

Viver sobre um solo rico num Estado Democrático e de Direito é cada vez mais, fazer valer o “deitar em berço esplêndido” no avançar do desenvolvimento social, na busca de uma sociedade mais justa, fazendo dos seus filhos o reflexo da generosidade natural divina, estendendo e permeando seus frutos na construção de uma sociedade virtuosa e mais justa, onde o ator principal é o jovem de um Brasil próspero, democrático e acima de tudo, ético.

Fernando Rizzolo

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Congresso em desencanto

Lembro dos anos 70 quando surgiu uma obra de caráter religioso denominada Universo em Desencanto, de um conteúdo filosófico interessante. Sem querer fazer uma analogia do Congresso Nacional com está doutrina – o que seria uma afronta à espiritualidade! – me ocorreu o título deste artigo, pelo impacto realista na caracterização da matéria e seus efeitos no universo.

Na verdade, os acontecimentos ocorridos no nosso universo político nos últimos meses, têm nos demonstrado a estirpe dos políticos que em função da democracia representativa, são eleitos para nos representar. É claro que na sua maioria, independentemente de partido, são políticos profissionais que fazem uso da máquina partidária e que pela estrutura e interesses próprios e dos partidos, não promovem espaço para novos nomes que nos serviriam de opção política. Esse defeito parlamentar faz do quadro político brasileiro uma mesmice de nomes, de atores contumazes, de atos de improbidade pública e que por terem a certeza de que serão os mesmos candidatos nas próximas eleições, deixam o povo e a sociedade sem alternativa.

Dessa forma, restam aos idealistas, os pequenos partidos; estes sem recursos, sem tempo na TV e com pouca permeabilidade política. Assim, com a alma inconformada, novos nomes abandonam a disputa eleitoral, deixando a terra ainda mais fértil aos que dominam o cenário político nacional. Vivemos hoje uma situação no país onde a oposição se mistura com a ética da base aliada e na aferição das posturas dos bons costumes observamos que pouca diferença há entre os representantes do povo; a saída para os impasses acusatórios de alguns, acaba sendo sempre um ” acordão”, pois na verdade todos que praticam os atos reprováveis têm “telhado de vidro” e assim envergonham o Congresso Nacional sob o olhar resignado do povo brasileiro.

Com efeito, sem uma mudança na estrutura partidária atual, aliada a uma real possibilidade de o eleitor conhecer novos nomes, oferecendo maior visibilidade na campanha daqueles que se socorrem dos pequemos partidos, se laçando como uma nova opção ética, honesta, patriótica, disposta a construir um novo paradigma de moralidade no Congresso Nacional, sempre estaremos reféns daquele enorme grupo de profissionais da política, onde os interesses da sociedade sempre são subjugados pela má-fé vergonhosa que impera no quadro político da nossa pobre democracia.

Portanto, nos resta de forma imperiosa, a mudança, sob pena de relembrarmos a frase de Simone de Beauvoir, filósofa francesa que afirmou “O mais escandaloso nos escândalos é que nos habituamos a eles”.” Reconstruir um alicerce moral e ético na política brasileira é tarefa da sociedade. Refazer um universo democrático que está enfraquecido é, enfim, ter a esperança de reconstruir um Congresso que se encontra em desencanto.

Fernando Rizzolo

Aécio volta a elogiar Marina e diz que candidatura dela atrapalha Lula

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), disse nesta terça-feira (18) que a eventual candidatura da senadora Marina Silva (PT-AC) deve atrapalhar os planos do governo Lula na corrida presidencial, em 2010.

A senadora deixou o ministério do Meio Ambiente após se desentender com colegas da administração federal, entre eles, Dilma Roussef, ministra-chefe da Casa Civil, a escolhida de Lula para sucedê-lo. Marina foi convidada a se lançar à corrida presidencial pelo PV (Partido Verde).

“Do ponto de vista eleitoral, certamente a candidatura da ministra Marina deverá levar mais preocupações ao campo do governo, já que ela tem tido uma posição muito crítica em relação à condução da política ambiental por parte do governo. Quanto a mexer no tabuleiro, quanto a ter uma influência de desestabilização maior dessa ou aquela candidatura, só o tempo é que vai dizer”, disse.

Presente no mesmo em evento que a senadora, na Fundação Dom Cabral, em Nova Lima, Região Metropolitana de Belo Horizonte, o governador tucano elogiou Marina Silva.

“Eu tenho uma amizade, um carinho enorme pela ministra Marina. Acho que ela é um dos símbolos da política do bem, da política correta, da preocupação ambiental. Acho que a eventual entrada da ministra Marina na disputa traz ao centro do debate a questão da sustentabilidade”, afirmou.

Recentemente, Aécio e o governador de São Paulo, José Serra, também do PSDB, elogiaram o Partido Verde e a senadora. Apesar da amizade declarada a ela, Aécio disse também gostaria o PV como aliado na eleição do ano que vem.

Aécio e Serra disputam a indicação tucana para concorrer ao cargo de Presidente da República, em 2010.

“Temos aqui em Minas, como vocês sabem, uma aliança muito sólida com o PV. O PSDB nacional gostaria de tê-lo como seu aliado, eventualmente já no primeiro turno, mas é absolutamente legítimo, nós temos que respeitar se o partido optar por apresentar uma candidatura”, avaliou.

O mineiro reiterou que continuará a viajar pelo país para difundir as prévias tucanas, que segundo a cúpula tucana, será instrumento utilizado para indicar o candidato do PSDB para concorrer ao pleito do ano que vem.
folha online

Rizzolo: Marina Silva é tipo da petista do bem. Como já afirmei em outros comentários, existem petistas do bem e do mal, mas especificamente a postura política de Marina Silva, seus ideais, sua história e trajetória política denota seriedade de suas propostas e acima de tudo um amor incondicional ao meio ambiente, encontra-se nela uma luta que não envolve “marketing”, mas sim propósitos, pontuações e honestidade. Para o PSDB seria uma grande oportunidade uma aliança com o PV; No tocante à Dilma, entendo que as chances dela são poucas, principalmente depois da intenção de Marina Silva se candidatar e das alegações de que mentiu quando diz não ter intercedido junto à Receita Federal. É isso aí.

Como não dizia o poeta – Coluna Carlos Brickmann

Collor odiava Lula que odiava Renan que amava Collor que odiava Sarney que amava Pedro Simon que amava Lula que odiava Sarney que já tinha amado Delfim que não amava nem odiava ninguém, nem mesmo Suplicy que falava mal de todo mundo (bem devagar) e os outros não aguentavam ouvi-lo sobre seu tema único, e ele ainda nem cantava Bob Dylan. Lula foi para a Presidência da República, Renan foi para a base aliada, Collor virou lulista desde criancinha, Suplicy continua falando (devagar) de seu tema único e cantando Bob Dylan, Sarney foi para a Presidência do Senado e luta pela sobrevivência política, quase todos viajaram por conta do Tesouro, Delfim se transformou em conselheiro das mais diversas tendências políticas, o gaúcho bravo Pedro Simon ficou com medo de Collor porque o olhou com raiva, quem sabe não estaria querendo dar um tiro nele? E um jovem militar bonitão conquistou o coração de Ideli, que não tinha entrado na história.

Estas frases se inspiram num belíssimo poema de Carlos Drummond de Andrade, um clássico da literatura brasileira. O nome do poema é “Quadrilha”.

A volta do que não foi

A propósito, Delúbio Soares (“nosso Delúbio”, como o chamava o presidente Lula) retorna em grande estilo. O antigo tesoureiro do PT, expulso por causa do Mensalão, lançou na quinta, em São Paulo, a revista “Companheiro Delúbio” e o blogdelubio.com.br/blog. Delúbio quer voltar ao PT. Já recebeu emissários que lhe pediram para esperar as eleições, para evitar explorações políticas. Mas Delúbio não quer esperar: quer ser candidato a alguma coisa já em 2010.

Cipó de aroeira

Há uma operação de risco em curso no Senado: um levantamento das doações de campanha a José Sarney, para cruzá-lo com a atuação do senador em assuntos de interesse dos doadores. O problema é que os doadores não são entidades de beneficência: esperam que os eleitos acompanhem seus casos com interesse. Se a porteira for aberta, é preciso lembrar que por onde passa um boi passa a boiada.

O mundo gira

Em 1949, os intelectuais de esquerda achavam que o comunismo salvaria a China. Em 1955, estes mesmos intelectuais, preocupados com a denúncia dos crimes de Stalin na União Soviética, achavam que a China de Mao Tsé-tung salvaria o comunismo. Em 1979, o primeiro-ministro Deng Xiaoping concluiu que somente reformas no sistema de produção, com introdução de princípios capitalistas, salvariam a China. Hoje, é a China que está salvando o capitalismo.

Cuidado, titia!

Mais um caso com a agência de viagens Tia Augusta, especializada em excursões à Disneyworld (foi uma de suas passageiras que morreu durante o voo de volta ao Brasil). Agora o problema ocorreu com uma garota de 15 anos, amiga de um leitor desta coluna: por causa de um overbooking (venda de mais lugares que os disponíveis), a garota, mais seis outras da mesma idade que participavam da excursão, ficaram retidas nos EUA. No dia seguinte, mandaram o grupo para Atlanta, de lá para Nova York, e daí, enfim, de volta. Isso com o grupo formado, permitindo o planejamento total da viagem. E o respeito aos passageiros, titia?

Veja, mamãe: sem piloto!

A Polícia Federal está testando um avião sem piloto, com controle remoto, para uso em áreas de conflito e combate ao narcotráfico. É como se fosse um grande aeromodelo, mas de alta capacidade: voa a dez mil metros, pode ficar dois dias no ar sem reabastecimento, e tem capacidade para 250 kg de armamento. O aparelho é construído pela IAI, Israel Aerospace Industry, e vendido por uma empresa de capital misto brasileiro-israelense, a EAE, por preço não divulgado.

Questão presidencial

O Supremo Tribunal Federal autorizou a extradição do coronel uruguaio Manuel Cordero Piacentini para a Argentina, onde é acusado de sequestros e de cooperação com polícias clandestinas de outras ditaduras, no âmbito da Operação Condor. Mas a extradição não é automática: precisa ser concedida pelo presidente Lula. É um teste interessante – especialmente porque há um caso semelhante, de Césare Battisti, cuja extradição é pedida pela Itália, por acusação de assassínio. O Governo não quer extraditar Battisti. O STF ainda não se manifestou.

O preço da saúde

Raul Zampol Jr., assíduo leitor desta coluna, protesta contra o possível aumento dos planos de saúde por causa da gripe suína. “Os planos reclamam dos custos, mas é só abrir revistas e jornais, é só ligar a TV, para ver anúncios caríssimos. E os patrocínios de clubes? Cadê as dificuldades? E tem mais: os planos não respeitam o Estatuto do Idoso, que não permite aumento por faixa de idade acima de 65 anos”. O leitor tem toda a razão. E a elevação dos preços, à medida que o segurado envelhece, é como uma multa pelo atrevimento de continuar vivo. Uma dúvida: por que não fazer um estudo atuarial para igualar as faixas, de maneira a que os mais jovens paguem um pouco mais (só um pouco, já que ao longo dos anos isso será muito) e se mantenha o preço para os mais idosos?

Carlos Brickmann é Jornalista, consultor de comunicação. Foi colunista, editor-chefe e editor responsável da Folha da Tarde; diretor de telejornalismo da Rede Bandeirantes (prêmios da Associação Paulista de Críticos de Arte, APCA, em 78 e 79, pelo Jornal da Bandeirantes e pelo programa de entrevistas Encontro com a Imprensa); repórter especial, editor de Economia, editor de Internacional da Folha de S.Paulo; secretário de Redação e editor da Revista Visão; repórter especial, editor de Internacional, de Política e de Nacional do Jornal da Tarde.

PT não assinará nota da oposição contra Sarney

BRASÍLIA – O PT reforçou nesta terça-feira, 4, o apoio para a permanência de José Sarney (PMDB-AP) na presidência da Casa ao manter a posição pela licença temporária e não aceitar um convite de outros quatro partidos (DEM, PSDB, PDT e PSB) para pedir a renúncia do senador ao cargo.

A decisão do PT acabou fortalecendo Sarney e deixando isolados os senadores que defendiam a renúncia – ao final do dia, todos os partidos optaram por manter apenas o pedido de afastamento de Sarney.

Se o PT tivesse concordado com a renúncia, os demais partidos fariam o mesmo, tornando inviável a permanência de Sarney no comando do Senado. Em um plenário de 81 senadores, os cinco partidos juntos somam 46 votos – 14 do DEM, 13 do PSDB, 12 do PT, cinco do PDT e dois do PSB.

Em uma demonstração clara de que sua renúncia ficou mais longe, Sarney fez questão ontem de presidir a sessão do Senado por mais de duas horas e depois desfilou com desenvoltura pelo plenário do Senado cumprimentando aliados e até “inimigos”, como os tucanos e os democratas.

Inicialmente, os cinco partidos haviam cogitado fazer uma nota conjunta pedindo o afastamento de Sarney da presidência do Senado, mas acabaram desistindo, reforçando a permanência do peemedebista no comando da Casa.

“Ato de grandeza”

A terça-feira começou com os partidos de oposição tentando articular uma reação à tropa de choque do PMDB para que fosse elaborado documento favorável à renúncia do comando do Senado por Sarney.

Numa reunião a portas fechadas, o líder do DEM, José Agripino Maia (RN), e o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), afirmaram que a ideia era evoluir da posição de licença/afastamento para a renúncia de Sarney. O líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), descartou imediatamente essa possibilidade.

“O mandato que tenho da bancada é com o pedido de licença temporária como ato de grandeza de Sarney. Não tenho mais nada além disso”, afirmou Mercadante, segundo participantes do encontro.

Para evitar acirrar os ânimos com o Palácio do Planalto, Mercadante desmarcou reunião da bancada para se posicionar sobre a crise no Senado e a permanência de Sarney no cargo. Ele alegou que a posição da bancada de 12 senadores permanecia a mesma da semana passada e, por isso, não era necessária uma nova reunião.

Há dez dias, Mercadante foi enquadrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que mandou desautorizar sua nota defendendo a licença de Sarney da presidência do Senado.

Diante da posição petista, o líder Agripino Maia foi reunir-se com a sua bancada que decidiu também defender apenas o afastamento de Sarney e não mais a renúncia. Apesar de Agripino defender a renúncia, a tese do afastamento temporário de Sarney do cargo foi a vitoriosa dentro da bancada. Os

Os democratas também recuaram da decisão de entrar com representação no Conselho de Ética contra Sarney – eles vão apoiar algumas das denúncias que já estão no Conselho.

“Defender algo cuja solução está com o acusado tem efeito espuma”, justificou Agripino. A renúncia depende apenas de um gesto unilateral do senador Sarney. Já o afastamento poderá ser votado no Conselho de Ética do Senado. Sarney tem, no entanto, maioria folgada no Conselho – são dez votos a seu favor contra apenas cinco.

Os tucanos também amenizaram o discurso. “A posição que tomamos foi a de pedir o afastamento do Sarney por dois meses”, disse Sérgio Guerra. “Nunca pedimos sua renúncia. Isso é coisa do DEM”, ironizou o presidente do PSDB.

O PDT e o PSB também foram pelo mesmo caminho, refutando o pedido de renúncia de Sarney. “Concordamos com o pedido de licença do presidente Sarney. Se a gente pedir a renúncia, nós vamos estar pré-julgando”, argumentou o líder do PDT no Senado, Osmar Dias (PR).
agência estado

Rizzolo: Podemos observar de forma resignada, que infelizmente a quase totalidade dos políticos apregoam uma medida superficial, inócuo, balsâmica, pois receiam que a tropa de Sarney comece a enumerar as falcatruas do outro lado. Agora eu pergunto: Que espécie de democracia é esta que exercemos? Será que a máxima de que o brasileiro não está preparado para votar é verdadeira? Ou será que sem uma reforma partidária os mesmos sempre estarão a apunhalar a democracia, a ética e a probidade administrativa? O Pior, estamos falando de corrupção, atos secretos, e ainda aqueles que lá estão para supostamente defender os interesses do povo, defendem os interesses da ilicitude. Tenho pena daqueles que por pouca lesão patrimonial, cumprem pena nas cadeias fétidas, quando o exemplo de cima não existe, os lideram se vendem, e a vergonha passa a ser uma coisa menor.

Publicado em últimas notícia, banqueiro Joseph Safra e Sarney, Blog do Rizzolo, Brasil, comportamento, Conselho de Ética já tem 11 pedidos, corrupção, cotidiano, CPI da Petrobras, Crise do Senado e Sarney, crise moral atinge o Senado, crise moral no Congresso, economia, eleições 2010, fora Sarney twitter, geral, licenciamento de Sarney, Lula 'quer distância' de Sarney, Lula defende Sarney, Lula fecha olhos para escândalos quando lhe convém, maçonaria, News, notícias, OAB/RJ contra Sarney, Política, Popularidade 'medíocre' de Dilma, Principal, Sarney, Sarney anula o 663 atos secretos, Sarney anula os atos secretos, Sarney autoriza Ministério Público a investigar, Sarney denuncia da Veja, Sarney e o equívoco do contador, Sarney eo Senado, Sarney oculta casa da Justiça Eleitoral, Sarney tinha conta no exterior. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Leave a Comment »